SEMANA SANTA


Os passos da Semana Santa:


No tempo que passa, vamos construindo nosso semblante eterno. Desde a nossa juventude aprendemos a contemplar a adorĂĄvel figura de Cristo. Ele foi ocupando lugar central em nossas existĂȘncias. Alguns de nĂłs, mesmo tendo sido batizados quase como recĂ©m-nascidos, na adolescĂȘncia, na juventude, ou na idade madura, numa das encruzilhadas da vida, fomos seduzidos por Cristo. Tivemos dele um conhecimento experiencial. Ele deixou de ser uma figura do passado e se tornou palpavelmente para nĂłs quem ele Ă©: Senhor vivo e ressuscitado, sentido de nossas vidas. Naquele momento tĂ­nhamos vontade de dizer como Paulo que passamos a ter como lixo tudo o que nĂŁo for Cristo Jesus. Durante os dias da Semana Santa somos convidados a contemplar os passos daquele que nos tocou o coração. Na solene liturgia celebramos o mistĂ©rio de sua passagem, da pĂĄscoa de Cristo, da morte para a vida. NĂŁo se trata de um teatro, de uma encenação, de um drama que assistimos como espectadores, mas da atualização nos gestos da Sagrada Liturgia, do mistĂ©rio pascal. Quando celebramos os dias da Semana Santa e, mais especialmente, o TrĂ­duo Pascal Ă© nossa histĂłria que Ă© revivida. Morremos a nĂłs mesmos e ressuscitamos com Cristo Jesus. Somos, com ele, criatura nova. É a PĂĄscoa do Senhor, mas Ă© tambĂ©m a nossa PĂĄscoa.



Tudo começa no domingo das palmas. Jesus entra em JerusalĂ©m, montado num burrico, acolhido com ramos de oliveiras, ovacionado como rei. Um rei montado num burrico, depois um rei com uma coroa de espinhos, depois um rei sentado no trono da cruz, depois, finalmente, nosso rei, rei de nossos coraçÔes, rei ressuscitado, nosso Senhor “Acompanhemos o Senhor, que corre apressadamente para a sua PaixĂŁo e imitemos os que foram ao seu encontro. NĂŁo para estendermos Ă  sua frente, no caminho, ramos de oliveira ou de palma, tapetes ou mantos, mas para nos prostrarmos aos seus pĂ©s, com humildade e retidĂŁo de espĂ­rito, a fim de recebermos o Verbo de Deus que se aproxima e acolhermos aquele Deus que lugar algum pode conter” (...) Portanto, em vez de mantos ou ramos sem vida, em vez de folhagens que alegram o olhar por pouco tempo, mas depressa perdem o seu verdor, prostremo-nos aos pĂ©s de Cristo. Revestidos de sua graça, ou melhor, revestidos dele prĂłprio, - vĂłs todos que fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo (Gl 3,27)- prostremo-nos a seus pĂ©s como mantos estendidos” (Santo AndrĂ© de Creta, Of. Das Leituras do Domingo de Ramos).



Trecho do texto de Frei Almir Ribeiro GuimarĂŁes.



Vamos ao longo dessa semana meditar os passos de Jesus até sua ressurreição. Ao revivermos esses momentos estamos revivendo nossa caminhada, pois Jesus permanece vivo dentro de cada um de nós.

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