NOSSOS OBJETIVOS
- Levar o/a jovem a um compromisso de vida evangélica, em fraternidade, segundo o carisma francisclariano, inserindo-o/a na caminhada da JUFRA como leigo/a comprometido/a, estimulando-o/a ao ingresso na Ordem Franciscana Secular como aprofundamento da sua vocação;
- Despertar para o compromisso de vida, inserido nas realidades presentes no contexto da Igreja Católica Apostólica Romana no Brasil e na América Latina;
- Motivar a vivência dos valores franciscanos: conversão evangélica, contemplação ou vida de oração, pobreza em espírito, fraternidade, apostolado e inserção no mundo;
- Despertar nos/as jovens uma consciência sócio-político-ambiental dentro dos princípios da mística franciscana;
- Desenvolver iniciativas que promovam a vida, a paz, a justiça, a fraternidade universal e outros aspectos atinentes à espiritualidade franciscana.
"Queremos ser testemunhas concretas no ambiente onde estivermos inseridos, com tudo aquilo que a nossa espiritualidade implica: alegria, serviço, compromisso e fraternidade"Manifesto da Juventude Franciscana
NOSSA HISTÓRIA
Um chamado 800 anos atrás
A história da Juventude Franciscana está interligada ao nome e à experiência de Francisco de Assis e da Ordem Franciscana Secular (OFS), ainda no século XIII. Ao longo dos séculos, milhares de homens e mulheres foram membros dessa Ordem e buscaram encarnar em suas vidas a mensagem do Evangelho no estilo de Francisco de Assis. Os primeiros companheiros e companheiras de Francisco eram jovens, e em sua juventude souberam compreender e assumir este sentido profundo para a vida: Viver o Evangelho em Fraternidade.
Com a expansão do movimento franciscano, famílias inteiras passaram a assumir o compromisso franciscano de vida, assim, também as crianças e adolescentes começaram a desejar fazer parte deste movimento, e no século XIV nasce o que se poderia dizer de "embrião da Juventude Franciscana", a "Arquiconfraria do Cordão de São Francisco", ou "Cordígeros", para que meninos e meninas pudessem conviver mais profundamente com a proposta franciscana.
Uma nova organização de jovens
Já no século XX, inumeros países, inclusive o Brasil, iniciaram-se experiências locais de "Juventude Franciscana" ligadas aos frades menores ou à OFS. Nesse período, os jovens que entravam na OFS, a partir dos 15 anos de idade, confundiam-se com os adultos no estilo e características de vivência da mesma vocação secular, observando a mesma formação e metodologia. Isso gerava dificuldades, tanto para os jovens, quanto para a OFS.
Em 1950, ocorreu em Roma um Congresso Internacional da OFS, e a juventude se fez presente manifestando seu desejo de uma organização própria de jovens, dentro de sua realidade, com pedagogia e metodologia adequadas à maneira de ser e às aspirações da juventude. Assim, a iniciativa foi aprovada e nasceu oficialmente a Juventude Franciscana (Jufra) no mundo, reconhecida juridicamente pela OFS e pela Igreja.
Com o impulso dado pelo Congresso de Roma, rapidamente a Jufra expande-se para várias nações, organizando Fraternidades Nacionais em países como: Itália, Espanha, Suíça, Alemanha, Estados Unidos, Canadá, Venezuela. Mais tarde, também Brasil, Argentina e Paraguai, bem como os continentes asiático e africano. Em pouco tempo, tornou-se uma organização mundial distinta da OFS em sua natureza, estilo e dinâmica de viver o carisma franciscano no meio dos jovens, porém inserida na Família Franciscana e ligada intimamente à própria OFS.
As primeiras experiências locais de Jufra em terras brasileiras foram: Bagé/RS (1946), Petrópolis/RJ, Belém/PA (1954), Taubaté/SP, Luzerna/SC, Belo Horizonte/MG (1961), Ponta Grossa/PR (1967 e 1968), Sobral/CE (1968), Nilópolis/RJ (1968), Floriano/PI (1968), entre outras. Destas, as experiência de duas Fraternidades de Ponta Grossa/PR foram recebendo destaque nacional, pois se tornaram logo conhecidas e admiradas pelo testemunho e dinamismo dos jufristas e o empenho de seu assistente e promotor, Frei Eurico de Mello, OFMCap. 