segunda-feira, 25 de julho de 2016

7° NORDESTÃO DAS CEBS EM TERESINA/PI CONTOU COM A PRESENÇA DA JUFRA


Entre os dias 7 e 10 de julho aconteceu em Teresina, o 7° Nordestão das CEBs, com o tema: CEBs no Nordeste e os desafios do Mundo Urbano e o lema: “Eu vi e ouvi os clamores do meu povo nordestino e desci para libertá-lo”(Cof. Ex. 3,7). O Nordestão das CEBs foi a preparação para o Intereclesial das CEBs, que acontecerá no ano de 2018.
O evento começou na quinta-feira (7) com acolhida e a apresentação das delegações no espaço “Olaria”, onde teve uma celebração de abertura inter-religiosa. No segundo dia, logo pela manhã, o Nordestão começou com uma Mística na qual houve participação da juventude, a JUFRA foi representada pela irmã Mayra, secretária Regional de DHJUPIC do Re NEA2, com as camisas de vários movimentos de luta que rasgam “mentiras e Ilusões” que existem na sociedade.  Na sequência aconteceu a explanação do tema: Cultura Urbana Hoje, com Pe. Anastácio (Iguatu – CE) que a partir da de Lucas 4,1-12 relacionou com os jovens de hoje e as lutas para melhorar suas condições de vida e para mudar o mundo, que não buscam o prestígio e a ambição do poder e riqueza. Logo a tarde, iniciou os trabalhos das tendas, a irmã Mayra ficou na Tenda Flaviano: CEBs e o Mundo do Trabalho na Economia Globalizada, e a Irmã Gilvaneide, secretária Regional de AE Re NEA2, na Tenda José Maria do Tomé: CEBs e a Manipulação da Informação.
Na Tenda Flaviano: CEBs e o Mundo do Trabalho na Economia Globalizada teve como coordenação e secretaria o Regional NE V (da CNBB ) e assessoria do Pe. João Maria, que conduziu a tenda dando enfoque na Encíclica Laudato Si, no decorrer do debate vários pontos importantes foram colocados em destaque, como a mentalidade da dependência aquela em achamos que só temos um emprego se tivermos um ‘patrão’, a desvalorização da agricultura familiar e o artesanato, a massificação dos direitos do trabalhador, as diferenças entre trabalho e emprego, a caminhada global para monopolização da economia, dificuldades para arranjar um emprego e o capitalismo como sistema que engloba tudo. Em controvérsia a todos os problemas ditos vieram também possíveis soluções, como uma economia a serviço da vida e um sistema novo, ilustrado como um sonho pelo Pe. João Maria, com durabilidade dos produtos, diminuir as horas de trabalhos (para que nas horas que faltam outros possam trabalhar), levar a sério o direito da vida desde o nascimento (Políticas Públicas).
Na Tenda José Maria do Tomé: CEBs e a Manipulação da Informação, a coordenação e secretaria foi do Regional NE I e a assessoria do Pe. Júlio do Piauí. Na tenda pretendeu-se discutir e construir um diálogo em que se refletisse sobre a ditadura que a manipulação midiática da informação instaura na sociedade. Foram apresentados alguns vídeos tratando a respeito dessa manipulação, que culmina com a falta de autonomia das pessoas, colonização ideológica, manipulação dos meios de comunicação, dentre outros problemas. Dentre as questões levantadas considerou-se a influência negativa dos detentores do poder econômico e político, bem como o monopólio do grupo Globo que claramente esteve envolvido em diversos momentos “negros” de nossa história, como foi o caso da ditadura. Mas essa manipulação vai além dos grandes grupos, claro mais evidente, uma vez que problemas sociais são distorcidos nas grandes mídias, não mostrando os efeitos caóticos que trazem para os cidadãos mais desfavorecidos. Ressaltou-se o papel da pascom nas comunidades e paróquias, uma vez que este muitas vezes atende a interesses pessoais e não aos quais deve se destinar esse serviço na igreja, que é a evangelização. Nesse sentido, na apresentação da tenda no espaço dedicado à socialização do que foi discutido nas tendas, optou-se por demonstrar teatralmente como essa manipulação da informação acontece e como distorce a realidade das, prejudicando os mais empobrecidos de nossa sociedade.
No final da noite de sexta houve a confraternização com as famílias acolhedoras, nas suas respectivas paróquias. No sábado a mística foi relacionada com a Encíclica Laudato Si, com as representações de fogo, água, terra e ar. Logo após, iniciou-se o tema: Cidade na Bíblia, com Hermíniae e Pe. Vilecer (CE), que retrataram as cidades no antigo e no novo testamento. No antigo testamento foi retratado a monarquia, a divisão de classes, os reis e juízes. No novo testamento Pe. Vilecer discorreu sobre os principais desafios da transformação da cidade em um lugar para amadurecimento da fé. Durante a tarde as tendas apresentaram de forma criativa suas ideias, e logo a noite teve início a noite cultural.
O último dia começou com a Celebração Eucarística na Igreja de São José do Operário, e na sequencia o relatório do evento, a leitura da carta e a mística de envio.
A carta final destacou que “vivemos numa sociedade marcada pela cultura urbana que penetra até os rincões do mundo rural e influencia o comportamento social, econômico, político e religioso da pessoas, comunidades, pastorais e movimentos sociais. As CEBs, como seguidora de Jesus Cristo, não poderiam deixar de refletir sobre esses desafios”, e conclui pedindo que as CEBs unidas “engajando para o enfrentamento aos desafios da cultura urbana, a fim de que nossa sociedade seja mais justa, pacífica, solidária, conforme o Projeto do Senhor Jesus Cristo”.

            Fraternalmente,

                                   Mayra Caroliny de Oliveira Santos, JUFRA
Secretária Regional de DHJUPIC

Regional JUFRA NE A2 CE/PI
Fraternidade N. Sr.ª das Graças, Floriano/PI

Gilvaneide Rosa, JUFRA
Secretária Regional de Ação Evangelizadora

Regional JUFRA NE A2 CE/PI

Fraternidade Santa Clara de Assis, Teresina/PI
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1 comentários:

Anônimo disse...

estive lá foi muito rico os temas foram bem escolhidos mas como sempre tem criticas e a minha e sobre o tempo das tendas que foi pouco e só tivemos um momento no sábado e os temas era muito bom para ser discutidos uma pena