quinta-feira, 4 de setembro de 2014

FESTA SOLENE DE SANTA ROSA DE VITERBO: PADROEIRA DA JUFRA

Foto Comunicação Capuchinhos
Santa Rosa, a qual nasceu por volta de 1235, em Viterbo-Itália, nascida em família de condições financeiras modestas, seus pais João e Catarina, trabalhavam no mosteiro das Damas Pobres seguidoras de Santa Clara (Clarissas), localizado ao lado de sua casa. Com isso, Rosa sempre conviveu com a religiosidade e a espiritualidade francisclariana em sua caminhada.
Revela-se que desde muito cedo, quando possuía apenas 03 anos de idade, Rosa realizou o seu primeiro milagre, devolvendo a vida para sua tia materna através de uma prece dirigida ao céu. Na sua infância, ao invés de brinquedos, Rosa admirava imagens de Santos, bem como realizava orações e falava com Deus, assim, aproximadamente aos 07 anos de idade começou a realizar penitências e a andar de pés descalços.
Rosa distinguiu-se pela sua pureza de vida, pelo exercício da caridade para com os demais e zelo da fé, amou e desejou a pobreza em tudo, renunciando aos anseios da infância e juventude. Através de seu olhar atento e admirador, ela observava a vida dedicada ao Senhor que as irmãs residentes no mosteiro levavam, adquirindo, com o tempo, imensa confiança em Deus e amor pela espiritualidade franciscana. Tornou-se notável em sua cidade natal pelos vários milagres que realizava, passando a fazer pregações pelas praças e ruas de Viterbo, convertendo algumas pessoas para a religião católica.
Ainda jovem Rosa possuía imenso desejo de torna-se monja, sendo que por duas vezes buscou ingressar no mosteiro das Irmãs Clarissas, porém, na primeira ocasião foi lhe dito que era ainda muito jovem e, na segunda tentativa foi lhe justificado que o mosteiro encontrava-se cheio. Mas, conforme relatos de sua biografia, o verdadeiro motivo pelas recusas à entrada de Rosa ao mosteiro foi a sua fama de fanática, bem como o medo de que as pessoas que a seguiam fossem diariamente às grades do mosteiro.
Diante de tamanha dedicação, radicalidade e fervor espiritual, não aceitava injustiças e guerras, foi quando Rosa passou a despertar a atenção do hereges, que se sentiam incomodados com a sua presença e seus gestos religiosos, chegando a ser exilada da cidade de Viterbo, juntamente com seus pais, por ordens do imperador Frederico II. Porém, mesmo no período do exílio, ela continuou a realizar pregações, penitências e milagres. Somente retornou à Viterbo em tempo de paz, após a morte do Imperador.
Em decorrência das intensas penitências, em meados de 1250, Rosa ficou muito doente, sendo curada através de um milagre, no qual Nossa Senhora apareceu a ela e lhe confiou a missão de que realizasse o pedido de admissão junto à Ordem Franciscana Secular. Rosa realizou a sua profissão na OFS e vestiu o hábito, como era de costume, quando possuía apenas 17 anos de idade.
Em 06 de março de 1251, de causas naturais, morreu Santa Rosa, tendo o seu corpo sepultado num cemitério junto a Igreja Paroquial. Em 04 de setembro de 1257, foi ordenada a exumação e transferência do corpo de Santa Rosa ao mosteiro das Damas Pobres, onde a Santa foi recusada em duas oportunidades enquanto era viva, a partir deste momento o mosteiro passou a ser chamado de mosteiro de Santa Rosa e seu corpo continua incorrupto há mais de 700 anos. Neste contexto, a festa solene de Santa Rosa de Viterbo é celebrada no dia 04 de setembro, bem como, no dia de sua morte, 06 de março, estabelecido como dia nacional da Juventude Franciscana.
Importante ressaltar que a mensagem propagada por Santa Rosa de Viterbo, à sua época, continua válida atualmente, mais do que nunca a necessidade de conversão está presente, a fidelidade ao evangelho precisa ser restaurada e os mandamentos de amar a Deus e ao próximo necessita de um revigoramento. Por ser uma jovem de coragem, lutadora por seus ideais, e por ter vivenciado o Evangelho à luz da espiritualidade de Francisco e Clara de Assis é que Santa Rosa de Viterbo tornou-se Padroeira da JUFRA.
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