quarta-feira, 30 de novembro de 2011

JUFRA do Brasil na luta pelos Direitos Humanos





Logomarca oficial da JUFRA do Brasil



A Juventude Franciscana (JUFRA) do Brasil é um movimento organizado em grupos de jovens inseridos no contexto sócio-eclesial de comunidades e bairros de todas as regiões do Brasil. Para tanto, a JUFRA constitui-se juridicamente em associação civil de direito privado, de caráter e objetivos sociais, educacionais e religiosos, sem fins lucrativos e político-partidários.


A JUFRA do Brasil organiza-se em grupos locais, chamados “Fraternidades”, como núcleo básico de vivência e atuação, com jovens de 15 a 30 anos. Atualmente são cerca de 3.000 jovens, atuando em 150 Fraternidades locais, sendo que 70% localizados no Norte-Nordeste, e agregados em 18 Regionais, correspondendo a 22 estados da Federação (MA, CE, PI, RN, PB, PE, AL, SE, BA, RJ, ES, MG, SP, PR, SC, RS, MT, MS, DF, GO, PA e AM).


A coordenação da JUFRA, nos âmbitos local, regional e nacional, é exercida por um Secretariado, que reúne as funções básicas de: Secretário (coordenador geral); Formação; Finanças; Comunicação Social, Escrituração e Arquivo; Ação Evangelizadora; Direitos Humanos, Justiça, Paz e Integridade da Criação; Infância, Micro e Mini-Franciscanos; Animação Fraterna; e Assistência Espiritual.




JUFRA em atividade ecológica em Canindé-CE



Na atuação sócio-educacional, concentra seus esforços no desenvolvimento de atividades formativas e informativas, como a realização de Encontros, Congressos, Simpósios, Cursos e Oficinas, em âmbito Local, Regional e Nacional, com ênfase na formação humana, social e cidadã. Neste sentido, as Fraternidades locais atuam no desenvolvimento de projetos sociais com temáticas diversificadas, como a promoção e defesa dos direitos humanos, com especial atenção à criança, ao/à adolescente, à juventude, à conscientização ambiental e saúde coletiva. Estas atividades contam com parceria de outras entidades, organizações e movimentos juvenis e/ou mistos.



A JUFRA articula-se com entidades e grupos da sociedade civil organizada que comungam da defesa e promoção dos Direitos Humanos, Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais, contribuindo com o fortalecimento do trabalho dos movimentos sociais. Por isso, é signatária de Documentos como: Carta Compromisso sobre Políticas Sociais (2010), Manifesto contra Mudanças no Código Florestal (2011), Nota de Apoio à Retirada das Tropas Brasileiras do Haiti (2011) e Carta à Presidenta sobre Indicação para o STF: Direitos Humanos, Gênero e Transparência como Critérios da Política de Justiça (2011).


Articula-se ainda com o Grito dos/as Excluídos/as Nacional e Continental, Assembleia Popular, Rede Jubileu Sul-Brasil, Movimento em Defesa dos Direitos Sociais, Serviço Inter-Franciscano de Justiça, Paz e Ecologia (SINFRAJUPE) e 5ª Semana Social Brasileira (promovida pelo Setor Pastoral Social-CNBB), além da presença no lançamento de relatórios como “Direitos Humanos no Brasil-2010” e “Violência contra os Povos Indígenas no Brasil-2010”.




Cartaz da 1ª Jornada Franciscana Nacional
pelos Direitos Humanos, realizada em 2010



Nesse mesmo âmbito, a atividade de maior relevância e repercussão foi a realização descentralizada da 1ª Jornada Franciscana Nacional pelos Direitos Humanos, em 2010. Durante os dias 01 e 10 de dezembro, Dia Universal dos Direitos Humanos, as Fraternidades locais realizaram atividades sócio-educacionais, interna e externamente, trazendo à tona a temática da Campanha da Fraternidade do referido ano, retomando a discussão e atuação na área específica. Com a frutuosa realização da 1ª Jornada em nove estados da Federação, além da repercussão obtida na mídia, inclusive nos sites da CNBB e Rádio Vaticana, decidiu-se pela continuidade da Jornada, a ser realizada anualmente.

Um desafio permanente é a articulação entre jovens das Fraternidades locais e regionais numa atuação sócio-política conjunta e permanente destas, a partir da articulação em nível nacional que construa uma rede de formação e informação de multiplicação, através da troca de experiências, integração e conhecimento entre as diferentes realidades do Brasil, de forma a construir uma linguagem universal, mas que respeite as realidades regionais e locais.

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