quinta-feira, 1 de abril de 2010

Reflexão aos Jufristas do Brasil sobre a Quinta-Feira Santa

Jesus lava os pés de seus discípulos – João 13, 1-15


A vida de Jesus foi uma vida de doação, de amor aos seus discípulos e a todos que estão no mundo. Este amor vai até o fim, não recua mesmo quando pressente que tem que enfrentar a morte. Na alegria da confraternização na ceia, Jesus faz um gesto humilde que exprime toda a sua vida. Lavar os pés dos hóspedes de um senhor era serviço de um escravo. Jesus o faz identificando-se com os mais excluídos. É servindo e doando-se que os discípulos, em todos os tempos e povos, se unem a Jesus e se tornam a imagem do Deus que é amor.


A morte de Jesus abre a passagem para o Pai, e testemunha o amor supremo que mostra o sentido de toda a sua vida. O gesto de Jesus é ensinamento: a autoridade só pode ser entendida como função de serviço aos outros. Pedro resiste, porque ainda acredita que a desigualdade é legítima e necessária, e não entende que o amor produz igualdade e fraternidade. Na comunidade cristã existe diferença de funções, mas todas elas devem concorrer para que o amor mútuo seja eficaz. Já não se justifica nenhum tipo de superioridade, mas somente a relação pessoal entre irmãos e irmãs.


Hoje é o dia da instituição do ministério sacerdotal e da Eucaristia, dia de ação de graças, como diz a própria palavra Eucaristia. E me pergunto: sou capaz de fazer como Jesus fez? Sou capaz de deixar o manto de meus privilégios mesmo quando tenho uma posição de chefia? Sou capaz de viver meu cargo, minha posição social como oportunidade para servir sem esperar retorno ou vantagens? Só por amor? Os bispos, na Conferência de Aparecida disseram: "A Eucaristia é o lugar privilegiado do encontro do discípulo com Jesus Cristo. Com este Sacramento, Jesus nos atrai para si e nos faz entrar em seu dinamismo em relação a Deus e ao próximo. Há um estreito vínculo entre as três dimensões da vocação cristã: crer, celebrar e viver o mistério de Jesus Cristo, de tal modo, que a existência cristã adquira verdadeiramente uma forma eucarística. Em cada Eucaristia, os cristãos celebram e assumem o mistério pascal, participando nele. Portanto, os fiéis devem viver sua fé na centralidade do mistério pascal de Cristo através da Eucaristia, de maneira que toda sua vida seja cada vez mais vida eucarística. A Eucaristia, fonte inesgotável da vocação cristã é, ao mesmo tempo, fonte inextinguível do impulso missionário. Ali, o Espírito Santo fortalece a identidade do discípulo e desperta nele a decidida vontade de anunciar com audácia aos demais, o que tem escutado e vivido”.


E, agora, peço a todos os jufristas do Brasil que façam em vossas fraternidades a oração, sugerida pelo bem-aventurado Alberione:


Jesus, divino Mestre, eu te louvo e agradeço pelo grande dom da Eucaristia.
Teu amor te leva a morar conosco, e a renovar teu mistério pascal na missa,
onde te fazes nosso alimento.
Que eu possa tomar dessa água viva que jorra do teu coração!
Concede-me a graça de conhecer-te sempre mais, de encontrar-me contigo,

todos os dias, neste Sacramento, de compreender e viver a missa, de me alimentar com o teu Corpo com devoção e fé. Amém.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.


Que neste dia possamos também nós jufristas, reconhecer em cada irmão o verdadeiro sentido da amizade, da unidade e da fraternidade e assim como Nosso Senhor Jesus Cristo possamos num gesto de humildade e santidade lavar os pés uns dos outros como sinal de amor e minoridade.


Uma ótima e abençoada quinta-feira santa a todos nós. PAZ & BEM!


Fraternalmente,

Sandolini Assunção Braga
Subsecretário Nacional de Ação Evangelizadora
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