terça-feira, 30 de março de 2010

SEMANA SANTA


Os passos da Semana Santa:


No tempo que passa, vamos construindo nosso semblante eterno. Desde a nossa juventude aprendemos a contemplar a adorável figura de Cristo. Ele foi ocupando lugar central em nossas existências. Alguns de nós, mesmo tendo sido batizados quase como recém-nascidos, na adolescência, na juventude, ou na idade madura, numa das encruzilhadas da vida, fomos seduzidos por Cristo. Tivemos dele um conhecimento experiencial. Ele deixou de ser uma figura do passado e se tornou palpavelmente para nós quem ele é: Senhor vivo e ressuscitado, sentido de nossas vidas. Naquele momento tínhamos vontade de dizer como Paulo que passamos a ter como lixo tudo o que não for Cristo Jesus. Durante os dias da Semana Santa somos convidados a contemplar os passos daquele que nos tocou o coração. Na solene liturgia celebramos o mistério de sua passagem, da páscoa de Cristo, da morte para a vida. Não se trata de um teatro, de uma encenação, de um drama que assistimos como espectadores, mas da atualização nos gestos da Sagrada Liturgia, do mistério pascal. Quando celebramos os dias da Semana Santa e, mais especialmente, o Tríduo Pascal é nossa história que é revivida. Morremos a nós mesmos e ressuscitamos com Cristo Jesus. Somos, com ele, criatura nova. É a Páscoa do Senhor, mas é também a nossa Páscoa.



Tudo começa no domingo das palmas. Jesus entra em Jerusalém, montado num burrico, acolhido com ramos de oliveiras, ovacionado como rei. Um rei montado num burrico, depois um rei com uma coroa de espinhos, depois um rei sentado no trono da cruz, depois, finalmente, nosso rei, rei de nossos corações, rei ressuscitado, nosso Senhor “Acompanhemos o Senhor, que corre apressadamente para a sua Paixão e imitemos os que foram ao seu encontro. Não para estendermos à sua frente, no caminho, ramos de oliveira ou de palma, tapetes ou mantos, mas para nos prostrarmos aos seus pés, com humildade e retidão de espírito, a fim de recebermos o Verbo de Deus que se aproxima e acolhermos aquele Deus que lugar algum pode conter” (...) Portanto, em vez de mantos ou ramos sem vida, em vez de folhagens que alegram o olhar por pouco tempo, mas depressa perdem o seu verdor, prostremo-nos aos pés de Cristo. Revestidos de sua graça, ou melhor, revestidos dele próprio, - vós todos que fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo (Gl 3,27)- prostremo-nos a seus pés como mantos estendidos” (Santo André de Creta, Of. Das Leituras do Domingo de Ramos).



Trecho do texto de Frei Almir Ribeiro Guimarães.



Vamos ao longo dessa semana meditar os passos de Jesus até sua ressurreição. Ao revivermos esses momentos estamos revivendo nossa caminhada, pois Jesus permanece vivo dentro de cada um de nós.
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