domingo, 17 de novembro de 2019

SANTA ISABEL DA HUNGRIA


Santa Isabel da Hungria sempre teve como premissa a humildade, servindo aos doentes e mais pobres. Filha de André II, rei da Hungria, nasceu em uma época em que os acordos se firmavam com o casamento. Assim, ela foi prometida em casamento para o Luís IV (duque hereditário da Turíngia) aos quatro anos de idade, casando-se aos 14 anos.
Mulher de oração e de tamanha generosidade em meio a todo o sofrimento, sempre foi socorrida por Deus diante de suas ações. Em uma determinada situação, ao ser avisado pelos nobres da corte de que a esposa havia acolhido um leproso sobre o próprio leito, Luís correu para lá enojado, achando que a esposa havia enlouquecido, mas os olhos de sua alma se abriram e ele contemplou uma imagem de Cristo Crucificado.
Quando casada e com três filhos, perdeu o marido em Cruzadas a caminho da Terra Santa, sendo expulsa da corte pelos cunhados. Numa noite fria de inverno, ela saiu carregando suas crianças pequenas, enfrentando gelo e neve, dirigindo-se a aldeia onde não conseguiu acolhimento pelos moradores que foram proibidos de ajudá-la sob pena de castigo. 
Isabel teria ficado em situação complicada se não fosse resgatada mais tarde por sua tia Matilde, Abadessa do Convento Cisterciense de Kitzingen. Seu tio Otão, que era Bispo de Bamberg, tentou convencê-la a se casar novamente com outro príncipe europeu, mas Isabel não quis. Foi então que tomou a decisão mais difícil de sua vida: preferiu confiar a seus parentes a educação dos três filhos - Hermano, Sofia e Gertrudes - e quis tomar o hábito da Ordem Terceira de São Francisco, junto de suas duas fiéis damas de companhia Judite e Isentrude.
Algum tempo depois, entretanto, os cavaleiros que tinham acompanhado o Duque da Turíngia à cruzada voltaram, trazendo seu corpo. Corajosamente enfrentaram os Príncipes, irmãos do duque falecido e exprobraram-lhes a crueldade praticada contra a viúva do seu próprio irmão e contra seus sobrinhos. Os príncipes não resistiram às palavras dos cavaleiros e pediram perdão a Santa Isabel e a restauraram em seus bens e propriedades. Também o Papa havia forçado Henrique a devolver a coroa e a fortuna à cunhada, sob pena de excomunhão.
Isabel preferiu viver na pobreza absoluta, o que muito desejava, retirou-se primeiro para Eisenach, depois para o Castelo de Pottenstein e, finalmente para uma modesta residência em Marburgo. Ali fundou um hospital com parte da herança do marido e passou a viver numa humilde choupana, de onde atendia os pobres que acolhia. A capela do Hospital de Marburgo foi dedicada em honra a São Francisco de Assis.
Dias antes de sua morte, Nossa Senhora apareceu-lhe cercada de anjos e prometeu-lhe o céu, visão esta que causou profunda alegria ao coração de Isabel. Faleceu na noite de 17 de novembro de 1231, com apenas 24 anos. Foi sepultada com grandes honras e seu túmulo foi e ainda é palco de inúmeros milagres realizados por sua intercessão.
Foi canonizada pelo Papa Gregório IX em 1235. Também o seu marido Luís e a sua filha Gertrudes seriam elevados à honra dos altares e honrados como santos.
Santa Isabel da Hungria, rogai por nós!


Referências: 





Fraternalmente, 

Mayra Caroliny de Oliveira Santos, JUFRA/ OFS 
Secretária Nacional para a Área NE A
Secretária Fraterna Regional - NE A2 Ce/Pi
Fraternidade Nossa Senhora das Graças, Floriano/PI
(89) 9 9430 6942 (Claro)

Francisco Carlos Rocha, JUFRA/OFS
Assessor da Rede de Benfeitores da JUFRA do Brasil
Secretário Regional de Formação - NE A2 Ce/Pi
Fraternidade Nossa Senhora das Graças, Floriano/PI                                                                   rcarlos.rocha13@gmail.com                                                                                                    (89) 99433 3291 (Tim)
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