terça-feira, 17 de dezembro de 2013

CNBB lança Livro Civilização do Amor

Coordenação Nacional da Pastoral Juvenil
Criado por diversas lideranças latino americanas, livro será usado nas diversas expressões juvenis, movimentos, novas comunidades, congregações religiosas e outras forças da Igreja visando a vida do jovem

A Comissão Episcopal Pastoral para Juventude, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), lançou o documento “Civilização do Amor: Projeto e Missão”,na última sexta-feira (13), no Encontro Nacional de Revitalização da Pastoral Juvenil.
O documento, criado por diversas lideranças juvenis, faz parte do projeto de revitalização da Pastoral Juvenil na América Latina e Caribe, e busca empreender uma dimensão de vida e prática nova a partir da vida dos jovens nos diferentes contextos e de uma profunda conversão pessoal, pastoral e eclesial, com o intuito de incitar o caminho de discipulado missionário em cada um.
Assessor Nacional da Comissão para Juventude, o padre Antônio Ramos Prado destaca que o Documento possui oito linhas de ação, que propiciam a formação integral do jovem em todos os aspectos, pensando o ser humano em sua totalidade.
De acordo com o presidente da Comissão, Dom Eduardo Pinheiro da Silva, esse material tem um conteúdo muito importante na área teológica e eclesial e auxilia a fundamentar os trabalhos junto aos jovens de diversas expressões. “Percebemos a vontade da Igreja em avançar cada vez mais nesses novos tempos com as várias expressões juvenis, como as Pastorais da Juventude (PJs), movimentos, novas comunidades, congregações religiosas e outras forças em vista da vida do jovem”, defende.
Para o presidente, a tradução a cada realidade do país deve se dar no conjunto e unidade dessas várias expressões, para possibilitar a criação de novas pistas de evangelização em unidade com a América Latina.
Dentro desse discurso da fomentação do fortalecimento de protagonismo juvenil católico, o bispo de Caxias (MA), Dom Vilson Bassos destaca a importância de que os líderes jovens e adultos propaguem e façam desse documento fonte de estudo. “É preciso que vocês carreguem a Bíblia, o Documento 85 e o Civilização do Amor. Se queremos construir essa Civilização, aqui tem o roteiro e manual”, ressalta.
Construindo a Civilização do Amor
Diversas expressões juvenis presentes no Encontro de Revitalização apresentaram suas perspectivas e anseios na utilização do Documento Civilização do Amor:
Luana Padilha, da Pastoral da Juventude, aponta que o Documento Civilização do Amor: Projeto e Missão é a continuidade de um caminho, já que existiu o estudo e vivência do Civilização do Amor: Tarefa e Esperança, um documento que embasou a caminhada da Pastoral ao longo dos anos.
Para ela, o documento chega num momento para agregar como Igreja no Brasil a outros grupos. “O que para nós como PJ já é cotidiano é muita riqueza e ternura pensar toda a proposta de Jesus Cristo inscrita nesse documento e agregar outros jovens a pensarem sob essa perspectiva; o mais importante é ir colocar o documento na mochila e ir ao encontro da juventude”, afirma.
Civilização do amor, para Luana, é viver em uma sociedade muito negativa que não enxerga as coisas boas que estão acontecendo, porém, quando existe em um projeto que traz ao jovem Jesus que é a esperança.
Integrante do Ministério Jovem, Fernando dos Santos Gomes, destaca que para os jovens pertencentes à Renovação Carismática Católica (RCC), o Documento contribuirá no processo formativo, dando passos concretos para a formação integral: humana, sociopolítica, transformadora e para a missão.
Segundo ele, o processo de implantação do estudo será dividido em duas partes: formação de lideranças nos encontros nacionais do MJ e RCC; a segunda etapa está na ampla divulgação para o grande público, por meio das redes sociais e meios de comunicação.
A civilização do amor, para Fernando, é uma realidade onde o evangelho pode ser mais propagado e vivenciado pelas pessoas. “É a vivência entre os povos de uma cultura da solidariedade, do encontro e diálogo, onde todos têm seu espaço na sociedade, sem guerra, fome, onde haja pão e a Palavra”, espera o jovem.
Nilton Júnior, da comunidade Pantokraator, aponta que o documento demonstra toda a riqueza da Igreja que tem sido muito eficaz para a unidade e crescimento evangelizador das novas comunidades e demais expressões eclesiais. “Será possível levar cada um com seu carisma a colocar em prática esse documento de uma forma específica com sua identidade própria, contribuindo para que sejamos Igreja e vivamos essa unidade”, diz.
Ele ressalta que os jovens participantes das novas comunidades estudarão o Documento Civilização do Amor e serão multiplicadores da riqueza da Igreja, com objetivo de atingir aos que estão se aproximando agora de uma obra de evangelização.
Nilton acredita que a definição de Civilização do Amor é ter Jesus Cristo como centro de tudo. “Ele é o verdadeiro e único amor e cada um assumindo isso, viveremos com plenitude o essa Civilização”, ressalta.
Alex Bastos, da Juventude Franciscana (JUFRA) acredita que para sua expressão, o documento  é uma forma de unidade com a Igreja e a ideia para a aplicação desse material é um encontro em sintonia eclesial, se encaixando na essência do que se prega.
A Civilização do Amor para ele é uma realidade de vida plena. “Sonhamos com uma terra sem males, com harmonia, onde o jovem seja valorizado, tenha seu papel de protagonismo, construção e a busca da apresentação do rosto de Jesus Cristo para os outros jovens que precisam conhecê-lo integralmente”, deseja.
Por Maria Amélia Saad - Jovens Conectados
O que achou?

1 comentários:

Francine G. Noronha disse...

Como faz para adquirir o livro??