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terça-feira, 5 de novembro de 2013


Foi assim que o delegado episcopal para a Causa dos Santos da Arquidiocese do Rio de Janeiro, Dom Roberto Assis Lopes, OSB, denominou o jovem carioca que se inspirou no jovem italiano. Guido Schaffer era médico, surfista, seminarista e tinha um profundo amor pelos doentes e mais necessitados. Uma vida dedicada a Deus e ao outro, o que comprova
que a santidade pode ser alcançada a partir dos atos normais do cotidiano.

O mar era uma das suas paixões. E foi nele, no dia 1º de maio de 2009, com apenas 34 anos e faltando um ano para sua ordenação sacerdotal, que morreu fazendo o que amava: o surfe. Guido foi vítima de um afogamento, enquanto surfava na praia da Barra da Tijuca, no Rio.

Após sua morte, muitos relatos começaram a surgir sobre a vida de Guido e o seu túmulo virou ponto de visitação frequente. Os testemunhos sobre a dedicação aos pobres, busca de profunda intimidade com Deus, ardor pela evangelização, entre outros fatos, começaram a despertar a atenção da Arquidiocese do Rio, que se interessou em investigar a sua trajetória.

“Ele foi um dos jovens, nos últimos tempos da Arquidiocese, que teve grande liderança. No dia de sua Páscoa definitiva, o povo se manifestou. Muitos foram ao enterro e esta é uma característica muito forte”, comenta Dom Roberto. O abade destacou ainda que, nas exéquias, o Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, estendeu um estola sobre o corpo de Guido e afirmou: “Tu não foste sacerdote aqui na terra, mas serás no céu”.

Hoje, a pesquisa está bem avançada e, em 2014, após 5 anos de sua morte, o pedido para abertura do processo de beatificação será feito oficialmente ao Vaticano, de acordo com o delegado episcopal. “O Guido já tem uma associação, totalmente legal, e nós já temos uma documentação muito rica”, explica.

Mais informações e conteúdos sobre Guido podem ser encontrados no site oficial: guidoschaffer.com.br.

O surfista que contemplava Deus no mar

O mar lhe causava um verdadeiro fascínio, mas não por pura aventura. Através dele, se sentia mais perto de Deus, pois considerava poder tocar no mistério e na infinitude do céu.

“O Guido meditava muito sobre esse Deus infinito. E o mar é todo este mistério infinito de Deus. Um local contemplativo e de silêncio. Ali, era o seu local de encontro com Deus”, destaca Dom Roberto ao relatar que Guido já havia manifestado o desejo de morrer no mar pois, para quem é surfista, o mar é uma necessidade, algo que está no “DNA”.

O delegado episcopal comenta também que nas praias do Rio, em meio a outros surfistas, Guido buscava sempre evangelizar e até fundou o grupo “Surfistas de Maria”, no qual conduzia momentos de oração do Santo Terço.

O médico do corpo e da alma

Santa Casa da Misericórdia. O nome da instituição secular expressa bem a experiência e as atitudes de Guido com os doentes e mais necessitados. No local, fez residência em clínica médica e, mesmo na época do seminário, conciliava os estudos com o trabalho voluntário no hospital.

Enfermaria 4 da Santa Casa onde trabalhou.
“Ele teve uma grande participação na Santa Casa como médico e também como evangelizador. Ele movimentou muito aqui e sempre estava presente, ouvindo a todos”, ressaltou um dos professores de residência de Guido, Dr. Milton Arantes. Ele é responsável até hoje das enfermarias 4 e 20, onde o jovem médico atuou. O professor conta que Guido sabia conciliar muito bem o trabalho de médico com a evangelização e não zelava apenas pela saúde do corpo, mas sobretudo da alma.

O local de atuação de Guido foi especialmente a enfermaria 4. Entretanto, por onde passava, seja nas aulas no anfiteatro ou pelos leitos e ambulatórios, sempre deixava marcas, muitas vezes, mais evidentes do que as marcas do tempo do velho prédio do hospital.

O professor fala com emoção sobre a pessoa de Guido e como se deu a última conversa dos dois, um dia antes da sua morte: “No dia 30 de abril de 2009, ele estava em meu gabinete. Conversamos longamente sobre as minhas dúvidas de fé. Ele sempre mostrou com muita segurança a existência de Deus. Quando eu soube da morte, foi um choque muito grande”. Dr. Milton descreve que, após saber da notícia, foi a uma igreja rezar por ele. “Este foi meu primeiro retorno à Igreja, pela fé que o Guido me transmitiu”, recorda.

Festa de Todos os Santos e o testemunho de Guido

Neste dia 1º de novembro, a Igreja, em todo mundo, não celebra a santidade de apenas um cristão que já se encontra na eternidade, mas sim, de todos. Isto, para mostrar concretamente, a vocação universal de todos para a felicidade eterna.

Como aponta o Catecismo da Igreja Católica (CIC 2013), todos são chamados à santidade: “Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade”.
No Brasil, por motivos pastorais, a festa é transferida sempre para o domingo posterior. Neste ano, será celebrada no próximo domingo, 3.

Dom Roberto Lopes, OSB, teve contato muito próximo a Guido e, hoje, está
à frente do processo para uma possível beatificação.
A vida de Guido Schaffer foi uma demonstração clara desta vocação e de que é possível buscar a santidade mesmo nos dias de hoje. Ele era um jovem normal, que namorou, praticou esportes, contudo viveu plenamente o ser cristão, seja na intimidade com Deus, através da oração e contato com a Sagrada Escritura e documentos da Igreja, ou no diálogo com outro, mesmo os mais pobres, como o fez inclusive atuando juntamente às irmãs Missionárias da Caridade, de Madre Tereza de Calcutá.

“Ele era um garoto livre, espontâneo, muito pé no chão. Era muito autêntico e autêntico no sentido de quem se configurou a Cristo”, assim definiu o delegado episcopal ao comentar que tinha muitos e longos diálogos com Guido e ficava impressionado com sua profundidade e conhecimento da Bíblia.

Fonte: jovensconectados
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