segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Papa Francisco acolhe o pedido da canonização da Beata Angela de Foligno, da Ordem Franciscana Secular

Beata Angela de Foligno
Prescindindo do milagre que se requer normalmente para proceder com a canonização como fez recentemente com o Beato João XXIII, o Papa Francisco decidiu inscrever no livro dos santos a Beata Ângela de Foligno, uma mística franciscana dos primeiros anos da Ordem.

A Santa Sé informou que o Santo Padre aprovou isto no último dia 9 de outubro ao receber em audiência o Cardeal Angelo Amato, Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, dia no qual "decidiu estender à Igreja universal o culto litúrgico em honra da beata Ângela de Foligno da Ordem secular de São Francisco, nascida em Foligno (Itália) ao redor de 1248 e falecida no mesmo lugar em 1309".

Ângela de Foligno é uma das místicas mais famosas da Igreja na Idade Média, junto à Santa Catarina de Sena e Santa Catarina de Gênova.

Viveu sua infância e juventude como uma mulher orgulhosa, vaidosa, pouco piedosa e dedicada à vida mundana. Casou-se muito jovem e teve vários filhos. Possuía riquezas, castelos, luxos, joias e imóveis, mas nada disto a fazia feliz.

Quando já tinha 35 anos, morreram sucessivamente sua mãe, seu marido e seus filhos. Em meio desta imensa dor, Ângela recorre a Deus, vai à igreja e escuta a pregação de um sacerdote franciscano e se dá conta do seu erro.

Pediu para confessar-se e depois decidiu ingressar na Terceira Ordem Franciscana. Fez uma peregrinação a Assis, e em uma visão São Francisco lhe pediu para vender tudo o que tinha, dar aos pobres, e dedicar-se a meditar na Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Santa Ângela vendeu todas as suas posses menos um castelo que gostava muitíssimo. Pouco depois, em uma visão escutou que Cristo Crucificado lhe perguntou: "Por amor a teu Redentor não serás capaz de sacrificar também o teu palácio preferido?".

Desta vez decidiu vender absolutamente todos os seus bens, repartiu o dinheiro entre os mais necessitados, e se dedicou a uma vida de contemplação.

Foi tão grande o amor que teve pela Paixão e Morte do Senhor, que bastava para ela olhar uma imagem de Jesus doloroso ou escutar falar do sofrimento de Deus para ficar com o rosto todo vermelho e entrar em êxtase.

Morreu em 4 de janeiro de 1309 conformada plenamente com o Senhor.

Maria de Francisco Wilson
O Papa Francisco, na ocasião aprovou também a publicação do decreto que reconhece as “virtudes heróicas” da irmã Maria de Francisco Wilson.

O reconhecimento das “virtudes heróicas” é uma fase do processo que leva à proclamação de um fiel católico como beato, e permite que, após a verificação de um milagre atribuído à intercessão da irmã Wilson, tenha lugar a sua beatificação, penúltima etapa para a declaração da santidade, refere a Agência Eclesia que noticia a publicação do decreto papal.

Nascida na Índia, filha de pais ingleses, a morreu em Câmara de Lobos, na Madeira, a 18 de Outubro de 1916, após um percurso de vida que a fez converter-se do anglicanismo ao catolicismo, assumindo o nome de irmã Maria de São Francisco.

Na Madeira, onde chegou em Maio de 1881 como enfermeira de uma doente inglesa, fundou a Congregação das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias.

Após ter-se fixado no Funchal, dedicou-se à catequese das crianças, aos doentes e à educação, tendo instituído diversas obras a favor dos pobres.

Em 1907, distinguiu-se pelo apoio às vítimas de uma epidemia de varíola na região sul da Madeira, o que lhe valeu a condecoração ‘Torre e Espada’, foi atribuída pelo rei D. Carlos. Em Outubro de 1910, com a revolução republicana, a congregação foi extinta e a irmã Wilson, depois de presa, foi expulsa para a Inglaterra, acabando por regressar um ano depois à Madeira, onde faleceu, em 1916, no Convento de São Bernardino, em Câmara de Lobos.

O processo de canonização teve início em 1991 na Diocese do Funchal, cidade que tem um núcleo museológico, na rua do Carmo, dedicado à vida e obra da Irmã Maria de Francisco Wilson (1840-1916), fundadora da congregação das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias e de vária instituições de carácter educativo, religioso e benemérito na Ilha da Madeira.

Com informações de: VATICANO, Diocese de Picos, Publicopt, ACI Digital
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