terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Jornada na JUFRA de Uberlândia-MG

No dia 04 de dezembro de 2011, os jovens do núcleo de JUFRA em Uberlândia-MG participaram de um dia de vivência no acampamento do Movimento de Luta pela Terra-MLT. Fomos recepcionados pelos jovens que moram no acampamento, além da coordenação local do MLT. Durante a manhã realizamos uma roda de discussão e conversas.

No primeiro momento os representantes apresentaram a proposta do movimento e esclareceram as nossas dúvidas, um bate papo muito produtivo que permitiu a troca de experiências entre os jovens do meio urbano e rural, uma partilha incrível. Apresentamos também a proposta da Jornada Nacional de Direitos Humanos, explicando sobre a nossa temática e objetivos, fechando esse momento com a apresentação do vídeo que retrata a situação dos índios Guarani Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, após a implantação das grandes indústrias de cana de açúcar.

Para finalizar esse momento da manhã fizemos a leitura/reflexão da Carta do chefe índio de Seattle de 1854, e partilhamos o almoço, jufristas e acampados. Depois conhecemos um pouco do acampamento, onde destacamos a proposta muito interessante de espaços comunitários, como a cozinha, o espaço cultural e a horta comunitária. Fizemos ainda uma caminhada ecológica em direção ao Rio Uberabinha que fica próximo do acampamento.

Segue uma reflexão que sintetiza nossas emoções vivenciadas nesse dia que foi o início de uma grande parceria:

Vivemos atualmente um impasse notório na história da humanidade. A supervalorização do progresso econômico nos trouxe consequências graves, em diversos aspectos, o que nos traz o seguinte questionamento: "Quanto vale esse progre$$o?"

Fomos buscar essa resposta através do exemplo de São Francisco, ouvindo a voz dos excluídos do século presente, e encontramos uma realidade totalmente diferente da que nos é apresentada. Esse progre$$o esconde realidades sombrias, realidades que não são retratadas no cotidiano, onde fere alguns dos direitos básicos do ser humano.

Um pedaço de terra nunca foi tão disputado quanto é hoje. Grandes empresas voltadas para a agricultura, latifundiários, criam um perfil de grandes propriedades rurais, entrando em conflito com quem necessita e vive da terra. Em nome desse progre$$o, índios são expulsos de suas terras e obrigados a serem “civilizados”, a agricultura familiar perde seu espaço geográfico e a de subsistência diminui drasticamente.

Contudo, vimos que a vontade e a coragem de lutar por uma realidade diferente ainda existem em algumas pessoas. Fomos encorajados a mudar nossa concepção social e ambiental e fazer a diferença na sociedade que vivemos. "Quando sonhamos sozinhos, é só um sonho. Quando sonhamos juntos é o começo de uma nova realidade!” (Lema do MLT)

Paz e Bem!

Igor Guilherme Bastos - Uberlândia-MG
Jufrista da Fraternidade iniciante de Uberlândia-MG
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