sábado, 14 de agosto de 2010

Agosto - Mês das Vocações

SECRETARIADO FRATERNO NACIONAL DA JUFRA DO BRASIL

SUBSECRETARIA NACIONAL DE AÇÃO EVANGELIZADORA


São Luís – MA, 14 de Agosto de 2010


Ao Secretariado Nacional da JUFRA do Brasil

Aos Secretariados Fraternos Regionais

A todas as Fraternidades Locais,

Saudações de PAZ & BEM!



É com alegria e muito entusiasmo que encaminho a todos os jufristas deste imenso e fraterno Brasil, esta carta formativa e reflexiva sobre as VOCAÇÕES a qual é contemplada no mês de agosto.


Espero que no recebimento desta, todos estejam bem e motivados em suas fraternidades locais para a nossa missão de evangelizar e que este pequeno texto vos ajude a cada vez mais despertar em outros jovens “o desejo de topar com Francisco de Assis”.


Todos nós franciscanos (as) somos vocacionados (as). A maior vocação a que fomos chamados foi à vida. O Documento de Aparecida deu prioridade a este grande dom de Deus. Chega a chamar de a “boa nova da vida”. Que boa nova é esta?


Como cristãos, isto é, discípulos missionários, precisamos ter consciência de que Deus quer vida para todos e vida garantida com dignidade. O Papa Bento XVI assim diz: “Os povo latino-americanos e caribenhos têm direito a uma vida plena, própria dos filhos de Deus, com condições mais humanas, livres das ameaças da fome e de toda forma de violência”.


Precisamos criar a “cultura da vida” e assumir sua defesa. Parece, hoje, que a cultura da morte tornou-se moda sensacional nos meios de comunicação. As crianças e os jovens vivem o terror da insegurança. Isto aparece tanto dentro de casa como fora dela.


Aparecida no nº 464 afirma: “O ser humano, criado a imagem e semelhança de Deus, também possui altíssima dignidade que não podemos pisotear e que somos convocados a respeitar e promover. A vida é presente gratuito de Deus, dom e tarefa que devemos cuidar desde a concepção, em todas as suas etapas, até a morte natural, sem relativismos”.


A cultura da vida significa fazer mais humana, mais digna e mais feliz a vida na terra, num relacionamento fraterno, amoroso com Deus, com os outros, consigo mesmo e com a natureza. É uma missão a ser assumida com urgência por todos, para que o Reino da vida, da promoção humana e do cuidado pelos direitos humanos se faça mais visível, mais proclamado e vivido. Cristo afirmou: “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância”. Nele temos vida humana, vida nova, vida eterna.


As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora lançam um olhar da sua prática em três âmbitos: a pessoa, a comunidade e a sociedade. É aqui que a vida precisa ganhar sua força corajosa na proclamação que o ser humano é dom de Deus, criado por amor e, por isso, garantir a valorização da vida de cada pessoa, sua liberdade, sua responsabilidade e sua dignidade.


É na comunidade que a vida relacional se expande. É espaço de garantia da vivência dos direitos e deveres. É ali que a vida fraterna gera e alimenta atitudes de apoio mútuo, reconciliação, solidariedade e compromisso (DGAE 150).


Outro âmbito da promoção da vida é a sociedade. Nela vemos milhões de abandonados, excluídos e ignorados. Somos chamados a não só contemplar estes múltiplos rostos, mas a praticar gestos visíveis em defesa de sua vida (DGAE 177). São Paulo chama atenção dos cristãos de sua época e hoje: “Ai de mim se eu não evangelizar” (1 Cor 9, 16). Mas evangelizar a partir da vida.


Que todos nós possamos ter este sentimento de propagar a Boa Nova de Nosso Senhor Jesus Cristo à luz do carisma e da espiritualidade franciscana, sem ter medo dos desafios que certamente encontraremos pela caminhada. Mais quero lembrar que a missão pode ser árdua, difícil, mas com certeza é muito mais gratificante.


Já dizia nosso Pai Seráfico São Francisco: “Comecemos a fazer primeiro o necessário, depois o possível e de repente estaremos fazendo o impossível”.


Desejo a todos vocês um abençoado e rendoso mês vocacional. Que possamos colher os frutos desta messe que Deus nos confiou sob a interseção de Nossa Senhora e de Francisco e Clara de Assis.


Um grande e fraternal abraço. A gente se vê!

Do amigo e sempre irmão,

Sandolini Assunção Braga

Subsecretário Nacional de Ação Evangelizadora da JUFRA do Brasil

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