sábado, 12 de junho de 2010

Santo Antônio de Pádua, de Lisboa, dos pobres, dos jovens, Santo Antônio do mundo!

Caríssimos jovens franciscanos

Paz e Bem!

Nunca é demais relembrar os feitos, recordar os dons, até mesmo copiar detalhes, gestos e atitudes de grandes homens e mulheres que marcaram a história da humanidade. De fato, nunca é demais se colocar humildemente diante daqueles que nos precederam no Reino dos Céus e que por diversos motivos se tornaram modelos, dignos de nossa confiança, reverência e respeito.

Estes homens e mulheres, santos, canonizados ou não, são sempre atuais e vivos na memória dos povos que querem como eles viver no mundo o sonho do amor universal, da fraternidade, da partilha, da entrega, da doação. Eles são, sem sombra de duvidas, faróis que nos apontam o norte da existência, o rumo da vida. Eles são: Teresa (de Avila, de Calcutá, de Lisieux), Francisco (de Assis, Xavier, de Sales), Gandhi, Luther King, Edith Stein, ANTÔNIO. Eles foram o que todos queremos ser, sonharam o que todos sonhamos, viveram o que todos queremos viver. Homens e mulheres como nós, filhos de um mesmo Pai, herdeiros de um mesmo céu!

Diletos jovens franciscanos, nossa juventude tão cara e especial, vê-se mergulhada num mundo de atropelos, de exageros, de superficialidades. Deparamo-nos com nossos jovens perdendo-se nas drogas, na busca desenfreada do ter e do prazer, enfim, na falta de perspectivas de um futuro diferente. Onde está a força daqueles jovens que acreditam no amanhã? Daqueles que não se deixam acomodar e que ainda se inquietam com a dor do outro? Existem ainda jovens que abraçam com garra e empenho uma causa e a buscam até o fim? Será que os modelos que temos ainda nos inspiram?

Ele veio de Lisboa, onde nasceu em 1195. Depois de abandonar grandes riquezas e as relações com as camadas da alta sociedade, à qual ele pertencia, tirou as sandálias, cobriu-se com um saco de estopa, cingiu-se com um cordão e começou a percorrer a Itália e a França, da Sicilia a Provença. Era jovem, tinha sonhos, almejava grandes ideais.

Era movido pelo ardor da fé e da caridade cristã que forma os santos: aquele mesmo ardor que inspira os jovens, que atrai os homens, dos mais humildes aos mais sábios, dos mais pobres aos mais ricos. Era movido pelo ardor dos grandes homens, daqueles que ainda acreditam no futuro, nos outros, na doação. Seu maior desejo foi o de ser missionário, porque sua caridade não cabia no seu coração. Ele se chamou Fernando, e quando frade passou a chamar-se Antônio, de Lisboa, de Pádua. Na verdade ele, nosso querido Santo Antonio, não cabia apenas em duas cidades, Antônio hoje é cidadão do mundo todo, como já disse o papa Leão XIII. Depois de oito séculos do seu nascimento, ainda hoje se fala dele como se vivesse em nossos dias, ou como se sua morte tivesse acontecido ontem (13 de junho de 1231). Não há lugar no mundo cristão em que não se tenha edificado igrejas em seu nome, onde arde perenemente a chama da sua devoção e do carinho para com este grande santo.

Ah meu querido Santo Antônio, nossos jovens olham para ti e aspiram coisas grandiosas. Eles também são filhos de Francisco, eles também são cidadãos do mundo, eles também sonham. Ajuda-os a sempre mais desejar as coisas do alto, inspirar-se em modelos de santidade, a gostarem de serem irmãos uns dos outros. Tu és o orgulho da ordem dos menores, pregador do evangelho, mestre sábio da verdade, doutor evangélico. Tu sabes do que nosso mundo precisa e o que nossos jovens querem.

Tua juventude foi a grande força da transformação. Retira a inércia que ainda nos prende, renova a coragem que ainda temos, faz-nos acreditar no menino simples de Belém, envolto em panos. Se capacidade cremos não ter, sede tu o nosso modelo. Antônio, cremos que ainda vale a pena acreditar na humanidade, na fraternidade, no pão partilhado, na vitória daqueles que amam o bem maior, afinal “o mundo cabe a nós salvá-lo ou perdemo-nos com ele”. Nossa terra está cheia de grandes testemunhos, precisamos saber olhar para eles, saber enxergar com os olhos do coração.

Antônio do mundo, chegamos a ti, ou melhor, chegastes a nós. É hora de agradecer, de louvar, de dizer ao Pai que enquanto tivermos homens como você marcando nossas vidas, poderemos confiar na humanidade, no bem, na paz, na caridade, enfim, acreditar no amor. Viva nosso querido Santo Antônio!


Frei Alvaci Mendes da Luz


“Ó meu Senhor Jesus, eu estou pronto a seguir-te mesmo no cárcere,
mesmo até a morte, a imolar a minha vida por teu amor,
porque sacrificaste a tua vida por nós." (Santo Antônio)

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1 comentários:

pvfranciscanos disse...

Quem escreveu este texto????
Não tem autor...