:::: MENU ::::
  • CONVOCAÇÃO - JUFRA DO BRASIL NO PLEBISCITO CONSTITUINTE E GRITO DOS EXCLUÍDOS

#JUFRACOMONÃOSEAPAIXONAR?

segunda-feira, 22 de setembro de 2014


No dia 14 de setembro de 2014, Festa de Exaltação da Santa Cruz, as fraternidades Nossa Senhora dos Anjos da Porciúncula - OFS e Monte Alverne - JUFRA, de Porto Alegre-RS, alegraram-se com a Profissão de Vida Evangélica das jufristas Ariana Baccin dos Santos e Jamille Mateus Wiles. 
A Celebração teve como lema :"É isso que eu quero, é isso que eu procuro, é isso que eu desejo fazer de todo coração!" e foi realizada na Paróquia São Francisco de Assis, com a participação de familiares e irmãos da OFM, OFMCap, FFB/RS, Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora Aparecida, Irmãs Franciscanas Bernardinas e OFS.


sexta-feira, 19 de setembro de 2014



              

  Nos dias 29 e 30 de agosto na cidade de Franca São Paulo realizou-se a visita ao Regional Sudeste III. A visita foi realizada pelos irmãos Raphael, animador fraterno da JUFRA do Brasil e Mônica Secretária Nacional para a área sudeste. 

            Em um espírito de fraternidade e missão os irmãos puderam avaliar a caminhada daquele regional assim como traçar metas para o futuro. Os irmãos tiveram a oportunidade de se avaliar no serviço que prestam a JUFRA assim como criar maneiras de melhor servir a aqueles que lhe foram confiados.  Na oportunidade deram inicio os trabalhos de planejamento para o próximo COR que será realizado em 2015 na cidade de Dracena. 

            Um ponto relevante a ser ressaltado é que a maioria dos irmãos desse regional já é professo na OFS o que mostra o desejo da continuidade da vocação franciscana em cada um. Esperamos que cada irmãos desse regional seja fortalecido com as bênçãos de nosso Seráfico Pai São Francisco para que não percam de vista o seu ponto de partida e que possam cada dia mais servir da melhor maneira aos irmãos.
 Paz e bem.

Raphael Rodrigues Taboada, OFS
Animador Fraterno Nacional
Mônica Rodrigues, JUFRA/OFS
Secretária da JUFRA do Brasil para Região Sudeste
visitadores designados para o CORJUFRA.
 

domingo, 14 de setembro de 2014

Na Oração Mariana do Angelus deste domingo (14), o Pontífice recordou da festa que Igreja celebra hoje, da Exaltação da Santa Cruz.
Algumas pessoas não-cristãs podem se perguntar: por que ‘exaltar’ a cruz? Podemos responder que nós não exaltamos uma cruz qualquer ou todas as cruzes: exaltamos a Cruz de Jesus Cristo, porque é nela que foi revelado o máximo amor de Deus pela humanidade.
O Santo Padre fez referência ao Evangelho de João na liturgia de hoje: ‘Deus amou tanto o mundo, que entregou o seu Filho único’. O Pai ‘deu’ o Filho para nos salvar, e isso resultou na morte de Jesus e na morte na cruz. Papa Francisco, então, fez uma reflexão conjunta: “Por quê? Por que foi necessária a Cruz? Por causa da gravidade do mal que nos mantinha escravos”.
A Cruz de Jesus exprime duas coisas: toda a força negativa do mal e toda a suave onipotência da misericórdia de Deus. A Cruz parece decretar o fracasso de Jesus, mas, na realidade, marca a sua vitória. No Calvário, aqueles que o injuriavam, diziam: ‘Se és Filho de Deus, desce da cruz’. Mas a verdade era o oposto: justamente porque era o Filho de Deus, Jesus estava ali, na cruz, fiel até o final ao desígnio do amor do Pai. E exatamente por isso Deus ‘exaltou’ Jesus, dando-lhe uma realeza universal.
O Pontífice, então, explica que, quando olhamos para a Cruz onde Jesus foi pregado, contemplamos o sinal do amor infinito de Deus para cada um de nós e a raiz da nossa salvação. “Daquela Cruz vem a misericórdia do Pai que abraça o mundo inteiro. Através da Cruz de Cristo, se venceu o mal, a morte foi derrotada, a vida nos foi doada e a esperança restituída. A Cruz de Jesus é nossa única e verdadeira esperança!”, complementa o Santo Padre.
É por isso que a Igreja ‘exalta’ a Santa Cruz, e é por isso que, nós, cristãos, nos abençoamos com o sinal da cruz. Mas, atenção: não é um sinal ‘mágico’! Acreditar na Cruz de Jesus significa O seguir no Seu caminho. Dessa maneira, inclusive os cristãos colaboram com a Sua obra de salvação, aceitando com Ele o sacrifício, o sofrimento, como também a morte pelo amor de Deus e dos irmãos. Enquanto contemplamos e celebramos a Santa Cruz, pensamos comovidos por tantos nossos irmãos e irmãs que são perseguidos e mortos por causa da sua fidelidade a Cristo. Isso acontece, em particular, lá onde a liberdade religiosa ainda não é garantida ou plenamente realizada. Acontece, porém, mesmo nos países e ambientes em que, em princípio, protegem a liberdade e os direitos humanos, mas onde concretamente os fiéis e, especialmente, os cristãos, encontram limitações e discriminações. Por isso, hoje, recordamos e rezamos em modo todo especial por eles.
Nesta segunda-feira (15), a Igreja celebra Nossa Senhora das Dores. O Papa também lembrou que era Ela quem estava no Calvário, aos pés da Cruz. “A Ela, confio o presente e o futuro da Igreja, para que todos sempre saibamos descobrir e acolher a mensagem de amor e de salvação da Cruz de Jesus”, finalizou Francisco, na Oração do Angelus.


quarta-feira, 10 de setembro de 2014


A manhã do dia 07 de setembro foi muito significativa para a caminhada da Jufra em MG! Após celebrarem juntos a Eucaristia, os postulantes da Fraternidade da Cruz de São Damião (Província Santa Cruz - OFM), em São João del Rei, tiveram uma formação sobre o cuidado com os irmãos e irmãs através da assistência espiritual. Com a presença de Fr. Wellington Buarque, OFM, assistente espiritual nacional, Fr. Arlaton Luiz, OFM, assistente espiritual regional (Sudeste 1), Ana Carolina Miranda, formadora nacional da Jufra, e representantes da fraternidade local da Jufra, Fraternidade Monte Alverne, os jovens puderam refletir sobre a importância de uma caminhada em comunhão com os irmãos da 3ª Ordem, em especial da Juventude Franciscana. Os assessores expuseram sobre a história da Jufra do Brasil, sua estrutura formativa e organizacional e a importância da Assistência Espiritual na caminhada das fraternidades locais, regionais e nacional. 
Agradecemos à equipe formativa, na pessoa do mestre e guardião, Fr. Luciano Chaves, o espaço para que possamos partilhar desses momentos tão fortes para a nossa espiritualidade franciscana!




sábado, 6 de setembro de 2014


A Secretaria Nacional de DHJUPIC convoca todos os Jufristas a participarem do Plebiscito Popular para Reforma Política. Não deixem de votar. Se organizem! Participem! 
“No diálogo com o Estado e com a sociedade, a Igreja não tem soluções para todas as questões específicas. Mas, juntamente com as várias forças sociais, acompanha as propostas que melhor correspondam à dignidade da pessoa humana e ao bem comum. Ao fazê-lo, propõe sempre com clareza os valores fundamentais da existência humana, para transmitir convicções que possam depois traduzir-se em ações políticas” (Evangelii Gaudium, 241).

sexta-feira, 5 de setembro de 2014



Hoje a JUFRA do Brasil está em festa, pois é dia de nossa linda Comunicadora Nacional, Jéssica Lima... Ela que nos contagia com sua alegria, sua disposição e o seu jeito único de ser...

Nós, só podemos agradecer a Deus por termos nossa irmã como grande amiga e companheira. Com certeza ela ilumina nossas vidas e nossa caminhada...

Jéssica é sinônimo de mulher corajosa, lutadora, feliz, única, meiga e intensa....Por isso e muito mais nós amamos muito essa menina e não sabemos viver sem ela....

Jéssica maravilhosa, Jesus te ama e nós também....

 Feliz Aniversário!!!!

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

1. Nunca achar que somos os primeiros que leram a Santa Escritura. Muitos, muitíssimos, através dos séculos, a leram, meditaram, viveram e transmitiram. Os melhores intérpretes da Bíblia são os santos.

2. A Escritura é o livro da comunidade eclesial. Nossa leitura, ainda que seja em solidão, jamais poderá ser solitária. Para lê-la com proveito, é preciso inserir-se na grande corrente eclesial que é conduzida e guiada pelo Espírito Santo.

3. A Bíblia é “Alguém”. Por isso, é lida e celebrada ao mesmo tempo. A melhor leitura da Bíblia é a que se faz na Liturgia.

4. O centro da Sagrada Escritura é Cristo; por isso, tudo deve ser lido sob o olhar de Cristo e buscando n’Ele seu cumprimento. Cristo é a chave interpretativa da Sagrada Escritura.

5. Nunca esquecer de que na Bíblia encontramos fatos e frases, obras e palavras intimamente unidos uns aos outros; as palavras anunciam e iluminam os fatos, e os fatos realizam e confirmam as palavras.

6. Uma maneira prática e proveitosa de ler a Escritura é começar com os Santos Evangelhos, continuar com os Atos dos Apóstolos e Cartas e ir misturando com algum livro do Antigo Testamento: Gênesis, Êxodo, Juízes, Samuel etc. Não querer ler o livro do Levítico de uma só vez, por exemplo. Os Salmos devem ser o livro de oração dos grupos bíblicos. Os profetas são a “alma” do Antigo Testamento: é preciso dedicar-lhes um estudo especial.

7. A Bíblia é conquistada como a cidade de Jericó: “dando voltas”. Por isso, é bom ler os lugares paralelos. É um método interessante e muito proveitoso. Um texto esclarece o outro, segundo o que diz Santo Agostinho: “O Antigo Testamento fica patente no Novo e o Novo está latente no Antigo”.

8. A Bíblia deve ser lida e meditada com o mesmo espírito com que foi escrita. O Espírito Santo é o seu principal autor e intérprete. É preciso invocá-lo sempre antes de começar a lê-la e, no final, agradecer-lhe.

9. A Santa Bíblia nunca deve ser utilizada para criticar e condenar os demais.

10. Todo texto bíblico tem um contexto histórico em que se originou e um contexto literário em que foi escrito. Um texto bíblico, fora do sue contexto histórico e literário, é um pretexto para manipular a Palavra de Deus. Isso é tomar o nome de Deus em vão.

+ Mario de Gasperín

Bispo de Querétaro – México
Fonte: http://franciscanos.org.br
Foto Comunicação Capuchinhos
Santa Rosa, a qual nasceu por volta de 1235, em Viterbo-Itália, nascida em família de condições financeiras modestas, seus pais João e Catarina, trabalhavam no mosteiro das Damas Pobres seguidoras de Santa Clara (Clarissas), localizado ao lado de sua casa. Com isso, Rosa sempre conviveu com a religiosidade e a espiritualidade francisclariana em sua caminhada.
Revela-se que desde muito cedo, quando possuía apenas 03 anos de idade, Rosa realizou o seu primeiro milagre, devolvendo a vida para sua tia materna através de uma prece dirigida ao céu. Na sua infância, ao invés de brinquedos, Rosa admirava imagens de Santos, bem como realizava orações e falava com Deus, assim, aproximadamente aos 07 anos de idade começou a realizar penitências e a andar de pés descalços.
Rosa distinguiu-se pela sua pureza de vida, pelo exercício da caridade para com os demais e zelo da fé, amou e desejou a pobreza em tudo, renunciando aos anseios da infância e juventude. Através de seu olhar atento e admirador, ela observava a vida dedicada ao Senhor que as irmãs residentes no mosteiro levavam, adquirindo, com o tempo, imensa confiança em Deus e amor pela espiritualidade franciscana. Tornou-se notável em sua cidade natal pelos vários milagres que realizava, passando a fazer pregações pelas praças e ruas de Viterbo, convertendo algumas pessoas para a religião católica.
Ainda jovem Rosa possuía imenso desejo de torna-se monja, sendo que por duas vezes buscou ingressar no mosteiro das Irmãs Clarissas, porém, na primeira ocasião foi lhe dito que era ainda muito jovem e, na segunda tentativa foi lhe justificado que o mosteiro encontrava-se cheio. Mas, conforme relatos de sua biografia, o verdadeiro motivo pelas recusas à entrada de Rosa ao mosteiro foi a sua fama de fanática, bem como o medo de que as pessoas que a seguiam fossem diariamente às grades do mosteiro.
Diante de tamanha dedicação, radicalidade e fervor espiritual, não aceitava injustiças e guerras, foi quando Rosa passou a despertar a atenção do hereges, que se sentiam incomodados com a sua presença e seus gestos religiosos, chegando a ser exilada da cidade de Viterbo, juntamente com seus pais, por ordens do imperador Frederico II. Porém, mesmo no período do exílio, ela continuou a realizar pregações, penitências e milagres. Somente retornou à Viterbo em tempo de paz, após a morte do Imperador.
Em decorrência das intensas penitências, em meados de 1250, Rosa ficou muito doente, sendo curada através de um milagre, no qual Nossa Senhora apareceu a ela e lhe confiou a missão de que realizasse o pedido de admissão junto à Ordem Franciscana Secular. Rosa realizou a sua profissão na OFS e vestiu o hábito, como era de costume, quando possuía apenas 17 anos de idade.
Em 06 de março de 1251, de causas naturais, morreu Santa Rosa, tendo o seu corpo sepultado num cemitério junto a Igreja Paroquial. Em 04 de setembro de 1257, foi ordenada a exumação e transferência do corpo de Santa Rosa ao mosteiro das Damas Pobres, onde a Santa foi recusada em duas oportunidades enquanto era viva, a partir deste momento o mosteiro passou a ser chamado de mosteiro de Santa Rosa e seu corpo continua incorrupto há mais de 700 anos. Neste contexto, a festa solene de Santa Rosa de Viterbo é celebrada no dia 04 de setembro, bem como, no dia de sua morte, 06 de março, estabelecido como dia nacional da Juventude Franciscana.
Importante ressaltar que a mensagem propagada por Santa Rosa de Viterbo, à sua época, continua válida atualmente, mais do que nunca a necessidade de conversão está presente, a fidelidade ao evangelho precisa ser restaurada e os mandamentos de amar a Deus e ao próximo necessita de um revigoramento. Por ser uma jovem de coragem, lutadora por seus ideais, e por ter vivenciado o Evangelho à luz da espiritualidade de Francisco e Clara de Assis é que Santa Rosa de Viterbo tornou-se Padroeira da JUFRA.

terça-feira, 2 de setembro de 2014




O I Encontro dos Eternos Jufristas aconteceu nos dias 30 e 31 de Agosto de 2014 em Triunfo/PE. O nome foi dado pois ser jufrista é algo para eterno.

A ideia surgiu a partir de algumas pessoas que foram da Jufra, e professaram na OFS, com o intuito de reunir todos que participaram da Jufra NE B1 PE/AL para reviver as suas histórias e sentirem a alegria de ser franciscano e também leva os Eternos Jufristas que não professaram na OFS, a fazerem uma reflexão sobre não ter dado continuidade na vida em fraternidade, fazendo com que eles se sensibilizem e voltem a viver esse carisma.  Muitos levaram sua família para participar.

O momento que foi de muita descontração, de alegria de reencontrar amigos e irmãos de tantos anos que a Jufra uniu. Reviveram com fotos, os momentos de convívio fraterno, de congressos, perfeitas alegrias e de fraternidade que participaram. Lembraram as dificuldades de participar de ser Jufra, de como partilhavam tudo e descreveram o que a levam de aprendizagem da Jufra para a vida. Foram momentos de muita emoção. O que os fez perceber que ser jufrista é algo que é para a vida toda.

Um fato curioso é que esse tipo de encontro também aconteceu e acontecerão em outros países sem que tenha sido feito a divulgação. O encontro teve o apoio da Jufra Estrela de Assis de Triunfo que foi a equipe minorítica. Todos saíram mais firmes em sua fé franciscana, e feliz por reverem seus irmãos de caminhada e com a certeza de que esse será o primeiro de muitos, pois o próximo está marcado para 2015 em Caruaru/PE.

Por Aryanne Ferreira


CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL
Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude
Brasília, 1o de Setembro de 2014.

Caros párocos e demais responsáveis pela evangelização da juventude no Brasil.

Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância”
(Jo 10,10)

Jesus Cristo vem ao nosso meio para resgatar, libertar, potencializar, defender a vida. O Deus da Vida que não suporta ver seus filhos na miséria, injustiçados, explorados, marginalizados, violentados nos convoca a um mutirão. Se a missão do Mestre é esta de servir ao Pai nos irmãos, a nossa, seus seguidores, não poderia ser diferente! (Jo 13,14-15). Setembro: mês da Bíblia no mês da Primavera, recordando-nos que o Criador sempre está nos recriando em seu amor e nos convocando à missão de florir de sentido a vida dos irmãos.

“Obrigado por me devolverem a vida!”, foi o que testemunhou uma jovem aos fundadores da Fazenda da Esperança, no 15o ano de sua instalação na cidade de Rio Brilhante, MS. As suas lágrimas de emoção se misturavam com uma grande ação de graças pelo serviço da Igreja no processo de sua libertação e resgate do sentido da vida. À semelhança desta magnifica obra de Deus, tantas outras têm se dedicado a “devolver” a vida aos adolescentes e jovens, como a primavera que anualmente se renova em flor. A vida, criada e acompanhada pelo Criador, clama, mais do que nunca, pela defesa das novas gerações e pelo cultivo de seus valores.

O serviço de evangelização da juventude, além de proporcionar condições para a formação integral dos jovens em suas várias dimensões, conta, também, com ações pontuais e proféticas da instituição eclesial na luta pela garantia dos direitos básicos das juventudes. A presença qualificada da Igreja na sociedade sugere, cobra, acompanha e defende projetos favoráveis aos jovens. “Frente à situação de extrema vulnerabilidade a que está submetida a maioria dos jovens brasileiros, é necessária uma firme atuação de todos os segmentos da Igreja no sentido de garantir o direito dos jovens à vida digna e ao pleno desenvolvimento de suas potencialidades. Isso se desdobra e concretiza no direito à educação, ao trabalho e à renda, à cultura e ao lazer, à segurança, à assistência social à saúde e à participação social” (Doc. 85 CNBB, n. 230).

O Encontro de Revitalização da Pastoral Juvenil no Brasil, ocorrido em dezembro passado à luz do Documento 85 da CNBB, ao se referir sobre a 8ª. Linha de Ação – DIREITO À VIDA – definiu, assim, para os próximos anos, as duas PISTAS DE AÇÃO:

1. articular ações contra as violências que atentam ao direito à vida da juventude;

2. estimular a inserção da Igreja nos conselhos de direito e nos espaços de decisão política, em todas as suas instâncias.

Essas duas pistas de ação são bem claras e desafiadoras. A primeira nos remete para a necessidade de detectar e combater as diversas formas de violência contra a juventude. E a segunda, nos convoca a assumirmos os diversos espaços privilegiados de intervenção em vista daquelas políticas públicas consonantes com os princípios e as orientações da Igreja, a favor dos jovens.

Estamos às portas das eleições e o cristão deve estar atento para levar ao poder aqueles e aquelas que realmente estão comprometidos com a defesa da vida de todos os cidadãos, desde a sua concepção natural. Deus nos livre de candidatos e partidos que defendem, explícita ou implicitamente, temas destruidores da vida das novas gerações, como, por exemplo: o aborto, os métodos repressivos de combate à violência, a redução da maioridade penal, a liberação da maconha, a licenciosidade sexual, etc.  “Uma experiência cristã madura impõe o enfrentamento da realidade e sua transformação para que todos tenham vida em plenitude. O Papa Francisco lembra a importância da participação política dos cristãos e sua responsabilidade na difícil, porém necessária, construção de uma sociedade mais justa: ‘devemos envolver-nos na política, pois a política é uma das formas mais altas da caridade, porque busca o bem comum’. Segundo o Papa, se a política se tornou uma coisa ‘suja’, isso se deve também ao fato de que ‘os cristãos se envolveram na política sem espírito evangélico’. É preciso que o cristão deixe de colocar em outras pessoas a responsabilidade pela situação atual da sociedade e que cada um passe a perguntar a si mesmo o que pode fazer para tornar concreta a mudança que se deseja.” (Desafios diante das Eleições 2014, CNBB, p.12).

Neste processo de defesa da vida, a Igreja sempre acreditou na importância da participação dos próprios jovens em vista de seus direitos. Desde a adolescência é importante auxiliá-los na percepção dos problemas sócio-econômico-culturais, na sensibilidade diante do sofrimento do próximo, no amadurecimento do exercício de sua cidadania. Um dos preciosos contributos para a capacitação dos jovens se encontra nas oportunidades oferecidas pela paróquia em vista do desenvolvimento de suas habilidades de líder e do exercício do protagonismo para o bem comum.  “A Igreja deposita confiança na força transformadora que brota dos jovens. Nesse sentido, insiste para que se abram a eles ‘canais de participação e envolvimento nas decisões, que possibilitem uma experiência autêntica de corresponsabilidade, de diálogo, de escuta e o envolvimento no processo de renovação contínua da Igreja. Trata-se de valorizar a participação dos jovens nos conselhos, reuniões de grupos, assembleias, equipes, nos processos de avaliação e planejamento’. Essa pedagogia do engajamento na comunidade deve, por sua vez, motivar um envolvimento real dos jovens na construção de uma sociedade mais justa, impulsionando-os a uma participação mais efetiva nas decisões políticas” (Desafios diante das Eleições 2014, CNBB, p.15).

Os jovens têm “direito à vida” e nós, adultos, somos chamados a ajudá-los em suas conquistas. Em âmbito paroquial podemos fazer muito mais do que já estamos fazendo para a capacitação destes jovens cidadãos cristãos. Eis algumas sugestões que poderiam fazer a diferença:

1) organizar anualmente, com as várias forças paroquiais, atividades de conscientização e combate firme às drogas ilícitas;

2) conhecer e divulgar o trabalho precioso das Comunidades Terapêuticas locais, da Pastoral da Sobriedade e das outras iniciativas em vista da recuperação dos adolescentes e dos jovens alcoólatras;

3) inteirar-se da Campanha nacional, encabeçada pelas Pastorais da Juventude, contra a violência aos jovens;

4) ousar um projeto arrojado, com as várias forças locais, em vista da defesa da instituição familiar, como primeiro espaço de direito à vida;

5) proporcionar ao jovem um adequado conhecimento da Doutrina Social da Igreja, com estudos sistemáticos e elaboração de projetos por ele inspirados, para suscitar encantamento pelo bem comum e fomentar a militância dos jovens na sociedade;

6) averiguar, principalmente na catequese e nos espaços juvenis paroquiais, a frequência e a qualidade dos debates sobre temas que violentam cotidianamente a vida dos jovens: drogas, redução da maioridade penal, violência juvenil, desestruturação familiar, destruição da natureza, desemprego, aborto, condicionamentos midiáticos, vivência inadequada da sexualidade, etc.

7) coletar assinaturas dos jovens para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular de Reforma Política Democrática, cuja elaboração contou com a significativa participação da CNBB;

8) incentivar os jovens a descobrirem e organizarem novas formas de defesa da vida e combate aos contra valores culturais, por meio das redes sociais, da arte, da música, do teatro, da dança e de outras expressões da cultura juvenil, encontros que despertem suas lideranças para a defesa da vida;

9) incentivar os jovens mais adultos da paróquia a se engajarem nos espaços públicos de decisão, principalmente no Conselho Municipal da Juventude;

10) sensibilizar os paroquianos adultos para uma maior participação no poder público em vista da efetivação de mais projetos e leis a favor da vida dos jovens e da instituição familiar.

O empenho por uma sociedade mais justa e solidária é um dos passos mais importantes para a instauração do Reino de Deus, mas não basta. A Igreja tem plena consciência de seu permanente papel de anunciar e mostrar ao povo o único “caminho, verdade e vida” – Jesus Cristo – sem o qual todas as nossas lutas sempre carecerão de sustento consistente e de sentido profundo da existência humana. Ao anunciar a origem e a finalidade da vida, ao celebrar a relação amorosa da criatura com o Criador e ao se empenhar pela caridade evangélica que transforma desde dentro as pessoas, estaremos prestando o mais nobre serviço de defesa da vida e dos valores que a dignificam.

Inclinemo-nos diante de Maria, a filha predileta de Deus, que deu sentido à própria vida entregando-se por inteira ao projeto do Pai. Acolhamos suas inúmeras intercessões e seu modelo de discípula missionária em nossas buscas de fidelidade na vocação de servir à vida.

Com estima,

Dom Eduardo Pinheiro da Silva, sdb
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB
Fonte: Jovens Conectados
Entre em Contato com a Jufra do Brasiljufrabrasil@gmail.com