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  • JUFRA DO BRASIL LANÇA 8ª EDIÇÃO DO CADERNO NACIONAL DE FORMAÇÃO!

  • IV CONGRESSO NACIONAL EXTRAORDINÁRIO - INSCRIÇÕES ATÉ DIA 20/04

  • ATENÇÃO REGIONAIS - PRORROGADO ATÉ 10 DE MAIO!

  • ATENÇÃO REGIONAIS - CONTRIBUIÇÃO FRATERNA

  • 2ª ED DO BOLETIM NOS CAMINHOS DA HISTÓRIA!

E SE APROXIMA O IV CONGRESSO EXTRODINARIO

terça-feira, 22 de abril de 2014

‘Ó noite de alegria verdadeira, que prostra o faraó e ergue os hebreus,
Que une de novo ao céu a terra inteira, pondo na treva humana a luz de Deus. (...)
O Círio que acendeu as nossas velas, possa esta noite toda fulgurar;
Misture sua luz à das estrelas, cintile quando o dia despontar.’
Da Proclamação da Páscoa, na Vigília Pascal.




A todos os irmãos e irmãs da JUFRA do Brasil,
Aos/Às Assistentes Espirituais Regionais e Locais,
A todos os membros da Família Franciscana,

Saudações de paz e bem!

         Caros irmãos e irmãs, nestes dias em que temos mergulhado mais profundamente no Mistério Pascal, queremos aqui partilhar desta reflexão com cada jufrista deste nosso imenso Brasil, à luz da experiência pascal que estamos celebrando.

           Diante do momento atual em que se encontra a nossa Fraternidade Nacional, de revisão e reformulação de nossos Documentos formativos e estatutários, temos nos percebido diante de muitas preocupações com nossa formação, nossa vida fraterna, nossa espiritualidade, nossa missão, nossos sonhos, e até... nosso ideal. E daí poderíamos nos perguntar: ‘Estamos de fato vivendo o nosso ideal? Temos nos comprometido com os apelos que ele nos faz?’ Que bom se nos permitirmos nos confrontar, nos incomodar e nos inquietar com tais perguntas!

         De certo, todas as respostas que dermos a esses questionamentos serão válidas e bem intuídas, na medida em que brotarem de um anseio de ir além, de olhar adiante, de estarmos abertos aos desafios dos novos tempos, de prestarmos atenção no futuro que já se constrói no hoje. Mas, ao mesmo tempo, queremos reconhecer que a legitimidade das respostas que damos diante do ‘construir e ensaiar o novo’ deverá sempre encontrar seu fundamento na experiência central e fundante da nossa fé: a Experiência da Ressurreição daquele, que entregando a sua vida livremente, venceu as trevas da morte e nos trouxe a vida nova, que desponta a partir de uma entrega ousada e incondicional de si mesmo, numa cruz! Assim, o Crucificado-Ressuscitado nos mostrou definitivamente que O NOSSO DEUS É O DEUS DA VIDA, DO NOVO, DA VIDA NOVA! É o Deus da esperança, capaz de gerar a nova vida onde antes eram trevas! É desta experiência que devem partir todas as nossas respostas. É do recordar-se continuamente da experiência do Ressuscitado que os nossos anseios devem se alimentar; porque, acreditando nele, temos com quem contar para lidarmos com nossas dúvidas e inquietações, para melhor respondermos aos apelos que são suscitados em nós e assim ‘gerarmos o novo’.

        Em ritmo de preparação para o nosso IV CONJUFRA Extraordinário, deixemos que a luz do Cristo Ressuscitado invada nossos corações e perpasse todos os nossos anseios de continuarmos construindo a JUFRA que queremos ser; abertos às interpelações dos novos tempos e de uma nova formação, não tenhamos medo de ousar, de criar, de gerar o novo, de re-significar nossa caminhada, porém sem perder de vista nosso ideal e a intuição original, presentes em todos os que nos antecederam, e que nos deixaram como legado continuarmos construindo e formando a JUFRA do Brasil.

           Na certeza de podermos contar uns com os outros, e de nos ajudarmos em cada passo novo a ser dado, continuemos a caminhar com o Ressuscitado, no desejo que Ele continue abençoando e iluminando a cada irmão e irmã que constrói e torna viva a nossa Juventude Franciscana do Brasil!

Uma abençoada e renovadora Páscoa! Que o Senhor nos dê a paz!

Mayara Ingrid Sousa Lima, OFS/JUFRA                                                        Frei Wellington Buarque de Souza, OFM
Secretária Fraterna Nacional da JUFRA do Brasil                                                                              Assistente Espiritual Nacional

Belém – PA, 20 de abril de 2014.
Na Solenidade da Páscoa do Senhor.


P.S: Pedimos perdão pelo atraso da mensagem, contudo, nosso site estava temporariamente indisponível.

sábado, 19 de abril de 2014

madalena
Gn 1, 1-2; Gn 22, 1-18; Ex 14, 15 – 15, 1; Ez 36, 16-17a.18-28; Rm 6, 3-11; Sl 117; Lc 24, 1-12
1. Meus irmãos,com a liturgia do Sábado Santo, a Vigília Pascal, encerramos o Tríduo Pascal. A Vigília Pascal que estamos celebrando é já celebração da Páscoa de Jesus, de Sua ressurreição, de Sua passagem desta vida para o Pai, da morte para a vida, da morte para a vida eterna. Trata-se de uma vigília, portanto de uma espera, espera pela ressurreição de Jesus. Trata-se da mais importante, da mais nobre de todas as solenidades do Ano Litúrgico. S. Agostinho dizia que a Vigília Pascal é a “mãe de todas as santas vigílias” (Sermão 219: PL 38, col. 1088). Mas a Vigília Pascal não é apenas espera. Ela é também festa, é a festa da Páscoa de Jesus, é a festa de Sua ressurreição, pela qual foi aberta a porta da vida eterna para toda a humanidade.
2. Começamos esta liturgia com bênção do fogo novo. É a liturgia da luz. A luz representa a fé, mas ela é também o que contrasta com as trevas, que são os nossos pecados. No Natal se lê que Jesus é a “luz que brilha nas trevas” (Jo 1, 7). Jesus, com o seu exemplo, vem iluminar o caminho dos homens. Mas Jesus não é apenas um homem exemplar. Ele é nosso Deus e, além de nos dar o exemplo, Ele nos dá a Sua vida e a Sua graça para seguirmos o Seu exemplo, para vivermos os Seus mandamentos. O “fogo novo”, que há pouco foi abençoado, e que comunicamos uns aos outros, representa o Ressuscitado que vem nos despertar a fé na vida nova, na vida eterna, que Ele manifestou na nossa história, e que dela nos faz participar.
3. Após a bênção do “fogo novo”, acendemos o Círio pascal, esta grande vela que também representa o Ressuscitado. As suas inscrições lembram a cruz e as chagas, a morte que o Cristo experimento, e que a ressurreição veio superar. O Círio tem inscrito o ano de 2014, no qual, no dia de hoje, renovamos a fé em Cristo ressuscitado. Com nossas velas, fomos comunicando uns aos outros a luz de Cristo, que somos nós o novo Povo de Deus, que nos iluminamos pela salvação que o Cristo nos dá.
4. Em seguida, tivemos uma série de textos bíblicos, com os quais a Igreja medita as maravilhas que o Senhor fez para o seu Povo desde a criação, que foi a 1.ª leitura, passando por Abraão, nosso Pai na fé; depois a libertação do Egito, que é a prefiguração da Páscoa de Jesus, que hoje celebramos; por fim, um trecho do profeta Ezequiel que fala do perdão, através do qual experimentamos a salvação que Deus nos dá na vida do Povo, e na vida de cada um de nós. É notável que Ezequiel expressa esse perdão de Deus como uma troca de corações: Deus retira o coração de pedra, duro por causa dos nossos pecados, e o troca por um coração de carne. Deus não nos coloca um coração angelical, celeste, mas um coração de carne. Isto significa com o perdão que Deus nos oferece Ele nos restaura para amar em plenitude, realizando a nova criação, a nova humanidade.
5. Esta série de leituras do Antigo Testamento, que há pouco ouvimos, recorda o braço forte de Deus, as Suas maravilhas no meio de Seu Povo, e expressam também uma caminhada que vai culminar no momento em que o próprio Filho de Deus se fez homem para conduzir o mesmo Povo, na esperança de que a humanidade se salve, e que a Ele seja sempre fiel. Após as leituras do Antigo Testamento, da Antiga Aliança, entoamos o “Hino do Glória”. Ficamos a Quaresma inteira sem cantá-lo, como não cantamos o “Aleluia” no mesmo período, para significar o tempo de recolhimento e de necessário discernimento para a nossa conversão. Hoje contamos o Glória e o Aleluia para expressar a nossa alegria, porque da Ressurreição de Cristo nos veio a nossa salvação.
6. Dentro de alguns momentos daremos início à liturgia batismal. Nós, o Novo Povo de Deus, somos o Povo de batizados, o Povo messiânico, o Povo ungido, crismado. Isto significa que é através do Batismo que nós participamos da Páscoa de Jesus. É como ouvimos após o “Hino do Glória”, na Carta de S. Paulo aos Romanos. No Batismo morremos com Cristo, morremos para o pecado, para com Cristo ressuscitar. E é por isso que sempre no Sábado Santo, renovamos as promessas batismais. E é por isso que se aconselha que no dia de hoje sejais feitos Batismo, o que nos ajuda a recordar o nosso Batismo, o momento em que nós somos feitos cristãos, Filhos de Deus e membros da Igreja, o dia em que salvação entrou em nossas vidas, o dia em que a ressurreição, a vida eterna, passou a acontecer em nossas vidas.
7. O Evangelho de hoje é um dos relatos da ressurreição de Jesus. Trata-se do encontro do Ressuscitado com Maria Madalena. Ela foi a primeira pessoa do Povo de Deus, a primeira de todos os seguidores de Cristo a fazer a experiência, o encontro com o Ressuscitado. E este fato possui um duplo significado. No Antigo Testamento, o relacionamento entre marido e mulher, o casamento, era expressão da Aliança entre Deus – o esposo, com o seu Povo – a esposa. Hoje, no momento em que se consuma a Nova Aliança com a Ressurreição de Jesus é uma mulher que fez pela primeira vez a experiência do Ressuscitado. Maria Madalena, assim, representa todo o Povo de Deus, numa Nova Aliança, realizada entre Deus e Seu Povo, pela morte e ressurreição de Jesus.
8. Mas é também notável que esta mulher é Maria Madalena, que foi curada por Jesus, “de quem tinham saído sete demônios” (Lc 8, 2). Ela foi testemunha da morte de Jesus (Mt 27, 56; Mc 15, 40; Jo 19, 25) e do Seu sepultamento (Mt 27,61; Mc 15, 47). Como lemos no Evangelho de hoje, é Maria Madalena quem chegou cedo ao sepulcro no dia da Páscoa (Jo 20, 1; cf. Mt 28, 1; Mc 16, 1; Lc 24, 10), e foi a primeira testemunha da Ressurreição de Cristo junto aos irmãos. E, já ressuscitado, Jesus a enviou a anunciar aos irmãos a Sua Ressurreição (Jo 20, 17). Esta mulher, que representa todo o Povo de Deus neste momento fundamental que é a ressurreição de Jesus, fez em toda a sua vida uma grande trajetória, uma grande caminhada, como seguidora de Jesus: ela foi curada, se fez seguidora de Jesus, e O acompanhou até a cruz. Vejam que Maria Madalena conseguiu seguir os passos com mais fidelidade e coragem que outros seguidores de Jesus. Ela não O abandonou após a perseguição, e aparece ao lado de Nossa Senhora no momento da crucifixão. E na manhã do dia de Páscoa vai levar aromas para passar no cadáver de Jesus. É lá que ela se depara com o sepulcro vazio e, depois, com o Ressuscitado. Maria Madalena não apenas faz o encontro com o Ressuscitado, mas também pelo Cristo já vencedor da morte, e é tornada missionária. Foi à Madalena que Jesus pediu e, portanto, a enviou, a anunciar aos Apóstolos que novamente se reúnam, para que possam se encontrar com Ele, para que depois possam ao mundo anunciar esta maravilha. E porque Madalena viveu todas estas etapas é que vemos nela uma cristã exemplar, exemplo de seguidora de Jesus, exemplo também de missionária, um exemplo para todos nós. Assim, em Maria Madalena, vemos a Nova Aliança de Deus selada e consumada com o Seu Povo, o Novo Povo de Deus, e também, em Maria Madalena, este mesmo Povo é enviado a todas as nações, a anunciar a salvação oferecida por Deus.
9. Após a liturgia batismal, teremos a liturgia eucarística. Novamente partiremos o pão que já não é mais pão, mas o Corpo redentor de Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, o Cordeiro Pascal da Nova Aliança. É o acabamento da liturgia de hoje, e que expressa a etapa da História da Salvação na qual vivemos. Jesus, na Última ceia, ao instituir a Eucaristia, disse aos discípulos: “Fazei isto em memória de mim”. Na última ceia, Jesus antecipou o Seu sacrifício da Cruz. Jesus não nos pede que repitamos a ceia, mas pede aos Apóstolos e, assim, aos seus sucessores, os Bispos, e aos seus colaboradores, os Padres que, repetindo os Seus gestos na ultima ceia, perpetuemos o seu Sacrifício em sua memória, até a sua segunda vinda. O pedido de Jesus é duplo, celebrar e comungar. A alguns, aos Apóstolos, Jesus pede que celebrem a Eucaristia em sua memória; mas Jesus quer ser o alimento, quer ser a comunhão dos irmãos por Eles salvos. Nós, os Padres e os Bispos, mundo afora, celebramos a Eucaristia, por mandato de Jesus e, pelo mesmo mandato, somos chamados a tomar parte da comunhão que nos alimenta para seguir o Seu caminho. A Eucaristia também nos antecipa o Reino dos Céus, pois estamos em comunhão com o próprio Deus que Se faz alimento de todo o Seu Povo. Assim, alimentados pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, somos robustecidos pelo próprio Deus para a construção do Seu Reino, inaugurado por Cristo na nossa história, e que terá nos Céus a sua consumação.
10. Meus irmãos, hoje celebramos a festa cristã mais importante. Celebramos a Páscoa de Jesus Cristo, a Sua vitória sobre a morte e sobre o pecado. Celebramos a Páscoa de Jesus Cristo, a Sua passagem desta vida para o Pai, da morte para a vida, da morte para a vida eterna. Em Jesus contemplamos o amor de Deus que nos chama à comunhão, que tem início nesta vida e que terá a sua consumação na eternidade. E a ressurreição de Jesus é o penhor desta vida eterna. E ao contemplarmos a ressurreição de Jesus, e ao contemplarmos o amor de Deus, tocados por Ele, somos convocados e enviados pelo Ressuscitado a sermos os construtores do Seu reino de paz. E ao contemplarmos a ressurreição de Jesus e o Seu amor pela humanidade, nós nos comprometemos amar como Ele ama, a amar o próximo por amor de Deus. É esta a comunhão para a qual Deus nos convoca, e é com esta comunhão que se faz a vontade de Deus, e é com esta comunhão que se constrói o Reino de Deus, e esta comunhão que se inicia na vida presente e terá sua plenitude na eternidade, pelos méritos da Páscoa de Cristo, que hoje celebramos. Amém!
Por padre Ari Ribeiro – Doutor em Teologia, pároco da paróquia São Galvão, coordenador da catequese da Diocese de Santo Amaro (SP), membro da Equipe Regional do Ensino Religioso – Regional Sul 1 da CNBB.

http://www.jovensconectados.org.br/vigilia-pascal.html

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Na Sexta-feira Santa a Igreja celebra o Mistério da morte de Jesus na cruz. Ao contrário do que podemos imaginar, não é um dia de tristeza nem de pranto, mas de profunda reflexão acerca do caríssimo preço que Nosso Senhor pagou pela salvação de toda humanidade: oferecendo o dom maior, a própria vida.

Do alto da cruz, a redenção deixou de ser promessa e se tornou realidade. Rompeu-se o bloqueio entre o céu e a terra. Nossa comunhão com Deus, destruída pelo pecado, foi restabelecida pelo sangue derramado de Jesus. Podemos dizer com São João da Cruz: “Na cruz, quando sofria o maior abandono sensível, Cristo realizou a maior obra que superou os grandes milagres e prodígios operados em toda a sua vida: a reconciliação do gênero humano com Deus, pela graça”.

O sacrifício da cruz recuperou para todos nós o Paraíso (eternidade), outrora perdido, por causa de nossos pecados. Portanto, a cruz que era considerada objeto de maldição (cf. Gl 3,13), tornou-se o trono da glória do Filho de Deus e instrumento de salvação.

Também, a morte de Jesus na cruz revelou a condição do homem pecador como ser-para-a-morte. Todos pecaram! A humanidade sem Deus é uma humanidade condenada à morte. Jesus sentiu a solidão da humanidade sem Deus, quando se tornou pecado por nós: “Meu Deus, por que me abandonaste?” (Mc 15,34). O homem, sem Deus, jaz nas trevas e na sombra da morte. Essa imagem de Jesus Crucificado é a imagem final da humanidade, se ela não se converter e permanecer em seu caminho.

Jesus, assumindo nossa dor, experimenta-a na sua mais profunda e crua realidade. Ele sofreu aquilo que na verdade cada pecador deveria padecer. Porém, ao gritar sua angústia, Ele invocou o Pai, chamando-o de: “Meu Deus”, expressando assim, a própria confiança e certeza de que, apesar de todas as aparências, o Pai não está longe, nem surdo.

Diante da súplica de Jesus, o Pai não o livrou da morte, mas o conduziu à suprema vitória. Por essa vitória, Cristo estabeleceu seu Reino de Amor, revelou a salvação a todos povos: “Embora sendo Filho, aprendeu sofrendo o que é obedecer, e já consumado, chegou a ser causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem” (Hb 5,8-9).

Nesta perspectiva, podemos refletir sobre o nosso sofrimento, a nossa cruz! Esta é condição para seguirmos Jesus, Ele mesmo dá um sentido redentor à cruz, quando afirma: “Quem quiser seguir-me negue a si mesmo, carregue sua cruz e me siga” (Mc 8,34).

Então, ser discípulo de Jesus Cristo consiste em percorrer o seu caminho, isto é, não desprezar os próprios sofrimentos. Seremos vitoriosos no Senhor! Muitas vezes, questionamos os porquês destes sofrimentos. Jesus lhes deu um sentido, aplicando-os a serviço do Pai e em prol da humanidade: “Cristo padeceu por vós, deixando-vos um exemplo, para que sigais suas pegadas” (1Pd 2,21).

Portanto, sigamos sem medo, sem reservas os passos de Nosso Senhor e que a celebração da sua Paixão nos ajude a compreender que a dor e o sofrimento não são o fim de tudo, mas o itinerário que nos remete às alegria eternas da Ressurreição.

Fonte: http://jufrapi.blogspot.com.br/2011/04/sexta-feira-santa-crucificacao-e-morte.html
Paz e bem,
amados irmãos!

Nessa Sexta-feira da Paixão, a JUFRA DO BRASIL em mistério de contemplação, reza pela graça da vida do irmão RAPHAEL TABOADA, Animador Fraterno Nacional.


Com muita felicidade, juntos compartilhamos de mais uma primavera contigo, Rapha! Você sempre foi um irmão seguidor dos ensinamentos do Evangelho, e hoje, com toda sua fé, o Santo Espírito está lhe envolvendo e glorificando ainda mais a sua vida.  Nosso coração está alegre pela oportunidade de parabenizá-lo e homenageá-lo neste dia iluminado. Que a paz e o bem de Nosso Senhor Jesus Cristo, faça morada em teu ser, todos os dias da sua jornada, para que continue transmitir a outros irmãos as palavras do Salvador. Que neste dia tão especial o Senhor esteja na tua frente para te mostrar o caminho certo. Que o Senhor esteja ao teu lado, para te abraçar e proteger. Que o Senhor esteja dentro de ti, para te consolar quando estiveres triste. Que o Senhor esteja ao redor de ti, para te defender quando outros te atacarem. Que o Senhor esteja sobre ti abençoando-te sempre. Muita paz e bem pra ti sempre, irmão! A JUFRA do Brasil agradece pelo teu SIM de cada dia! Amamos você, mano! PAZ E BEM!


Cada escolha, por menor que seja, é uma forma de semente que lançamos sobre o canteiro que somos. Um dia, tudo o que agora silenciosamente plantamos, ou deixamos plantar em nós, será plantação que poderá ser vista de longe... [- Padre Fábio de Melo]
  No final da tarde desta Quinta-feira Santa, o Papa Francisco presidiu a Missa da Ceia do Senhor no Centro “Santa Maria da Providência”, em Roma, quando repetiu o gesto de Jesus e lavou os pés de 12 deficientes assistidos pela Fundação Padre Gnocchi. A Missa, num clima de muita intimidade e familiaridade, foi concelebrada pelo Presidente da Fundação, Mons. Angelo Bazzari e pelo Capelão do Centro, Padre Pasquale Schiavulli. O coro era formado por internos e por voluntários do Centro que animam a Missa aos domingos.

Na sua breve homilia, antes do rito do Lava-pés, o Santo Padre recordou que aquilo que Jesus fez na última Ceia foi um gesto de entrega. ”É como a herança que nos deixa”, afirmou. “Ele que é Deus se fez servo, servidor nosso. E esta é a herança: também vós deveis ser servidores uns dos outros. E Ele fez este caminho por amor: também vocês deveis amar-vos e serdes servidores no amor:
“E faz este gesto de lavar os pés, que é um gesto simbólico. O faziam os escravos, os servos aos comensais, às pessoas que vinham para a refeição, porque naquele tempo as estradas eram todas de terra e quando entravam em uma casa era necessário lavar-se os pés”.

“E Jesus faz este gesto - disse o Santo Padre - um trabalho, um serviço de escravo, de servo”, e acrescentou:
“Nós devemos ser servidores uns dos outros. E por isto a Igreja, no dia de hoje, em que se comemora a Última Ceia, quando Jesus instituiu a Eucaristia, também faz, na cerimônia, este gesto de lavar os pés, que nos recorda que nós devemos ser servos uns dos outros. Agora eu farei este gesto, mas todos nós, no nosso coração, pensemos nos outros e pensemos no amor que Jesus nos disse que devemos ter pelos outros, e pensemos também como podemos servi-los melhor, as outras pessoas. Porque isto Jesus quis de nós”.

Após, o Papa Francisco lavou os pés de 12 pessoas assistidas pelo Instituto. O grupo, com idades entre 16 e 86 anos, era formado por italianos e estrangeiros, todos portadores de doenças ortopédicas, neurológicas e oncológicas que provocam invalidez. Entre estes, chamou a atenção o mais jovem do grupo, Oswaldinho, de 16 anos, nascido em Cabo Verde e residente em Roma. Em agosto de 2013, ao jogar-se no mar num local raso, teve um trauma vértebro-medular com tetraplegia imediata. Hoje se locomove em uma cadeira de rodas. Os doze assistidos simbolizam as velhas e novas formas de fragilidade nas quais a comunidade cristã é chamada a reconhecer Cristo sofredor e a dedicar atenção, solidariedade e caridade. 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

“Ai dos maus pastores que apascentam a si mesmos e não ao rebanho!”. Esta forte admoestação dos profetas foi recordada pelo Papa Francisco, ao receber, nesta segunda-feira, os estudantes e superiores do Seminário inter-regional de Anagni, que serve a região do Lácio, a sul de Roma. Um Seminário conhecido como “pontifício” e “leoniano”, pois foi criado pelo Papa Leão XIII, em finais do século XIX.

O Papa Francisco recordou o objetivo de todo e qualquer Seminário: “Preparar os futuros ministros ordenados, num clima de oração, de estudo e de fraternidade”. Segundo ele, esta atmosfera evangélica, esta vida plena de Espírito Santo e de humanidade, que consente aos que nela se imergem assimilar dia a dia os sentimentos de Jesus Cristo, o seu amor ao Pai e à Igreja, a sua dedicação sem reservas ao Povo de Deus”.

“Vós, caros seminaristas, não vos estais preparando para exercer uma profissão, para vos tornardes funcionários de uma empresa ou de um organismo burocrático. Cuidado, estai atentos para não cair nisso!". Trata-se, isso sim – acrescentou o Pontífice – de irem-se tornando pastores à imagem de Jesus, o Bom Pastor, para serem como Ele apascentando as suas ovelhas. “Quem não se sentir disposto a seguir este caminho, com esta atitude e orientação, tenha a coragem de procurar outra estrada, pois há muitos modos, na Igreja, de dar testemunho cristão”.

SEMANA SANTA
“A Semana Santa é um bom momento para nos confessarmos e retomar o caminho certo”. Esta a mensagem tweet do Papa Francisco na manhã desta segunda-feira. Um apelo à reconciliação nesta Semana Santa que ontem teve o seu início com a Solene Eucaristia do Domingo de Ramos.

Jovens de todo o mundo, especialmente do Brasil e da Polônia, estiveram presentes na Praça de São Pedro com o Papa em meio a milhares de peregrinos provenientes de muitas partes do mundo.

Na homilia, improvisada, o Papa, evocando os diversos personagens que interferem na Paixão do Senhor, questionou os fiéis sobre a sua atitude perante Jesus.

“É bom que nos façamos uma pergunta: quem sou eu, quem sou eu diante do meu Senhor, quem sou eu diante de Jesus que entra em festa em Jerusalém? Sou capaz de exprimir a minha alegria, de o louvar, ou ponho-me à distância? Quem sou eu diante de Jesus que sofre?”

“Onde está o meu coração? Com qual destas pessoas me pareço? Que estas perguntas nos acompanhem durante toda a semana”, disse.

No final da Missa, o Papa Francisco antes da oração de Angelus dirigiu uma especial saudação às delegações brasileira e poloneses presentes. Recordando que se celebra no Domingo de Ramos o Dia Mundial da Juventude, o Santo Padre referiu a entrega que teve lugar nesse momento, da parte dos jovens brasileiros, a um grupo de jovens poloneses de Cracóvia, da Cruz que há 30 anos João Paulo II confiou à juventude “para que a levasse por todo o mundo como sinal do amor de Cristo pela humanidade”.

O Papa Francisco referiu-se ainda à canonização de João Paulo II, anunciando que esse Papa passará a ser o patrono das Jornadas Mundiais da Juventude:

“No próximo dia 27 de abril teremos todos a alegria de celebrar a canonização deste Papa, juntamente com João XXIII. João Paulo II, que foi o iniciador das Jornadas Mundiais da Juventude, passará a ser o seu grande patrono: na comunhão dos santos, ele continuará a ser para os jovens do mundo, um pai e um amigo”.

Fonte: Rádio Vaticano

A Semana Santa é uma semana como as outras, com os mesmos dias e horas. Porém, é santa porque, nela, recordamos os últimos momentos da vida de Jesus, desde sua entrada em Jerusalém até a Paixão, Morte, Sepultura e Ressurreição.  Foram dias tensos, onde Cristo passou por dores físicas (prisão, açoites, morte sangrenta) e, também, por ofensas que atingiram seu coração (traição e abandono, humilhação e provocações, falsos testemunhos e condenação de um inocente). Durante todo este processo, manteve uma postura equilibrada e, em momento algum, se alterou; ao contrário, com serenidade e segurança disse o que devia ser dito, ou ficava em silêncio porque, muitas vezes, este é mais eloquente que as palavras; comunicava-se, então, com gestos e olhares de um coração amoroso, cheio de misericórdia e perdão. Por isso “Deus o ressuscitou e o constituiu Cristo e Senhor” (At 2, 32.36).

Como e onde começou a Semana Santa?! Por que tanto sofrimento e jejum?!

Numa ocasião, Jesus foi questionado: por que os fariseus e os discípulos de João Batista jejuam e os apóstolos, não?! Em resposta, disse que os convidados de um casamento não podem ficar de luto, enquanto o noivo está com eles; quando este for tirado, então, jejuarão (cf. Mt 9,14-15). Diante disso, os discípulos reuniam-se na sexta-feira e sábado, em rigoroso jejum, lembrando o sofrimento e morte do Salvador. Logo depois, começou a fazer parte, deste jejum, a quarta-feira, dia em que as lideranças judaicas decidiram matar Jesus (cf. Mc 14,1-2), e a entrada em Jerusalém, montado num jumento (cf. Lc 19,29-39). Mais tarde, uns 400 a 450 anos depois, esta semana começou a semser chamada de Semana Santa, com mais dois desdobramentos: um tempo anterior, chamado de Quaresma (40 dias), e outro posterior, tempo pascal até Pentecostes (50 dias).

Duas “curiosidades” sobre a Semana Santa: por que se come peixe na Sexta-Feira e por que é sempre lua cheia?!

Sobre o comer peixe, há várias opiniões. Uns dizem que é tradição inventada por homens; outros, porque o peixe tem sangue frio; outros, ainda, afirmam que a Igreja quis favorecer os pescadores, na venda de seu pescado; enfim, há estudiosos que veem, na escrita da palavra grega “peixe”, o acróstico “Jesus Cristo, Filho de Deus, é o Salvador”.

Para entender a curiosidade da lua cheia, precisamos estar cientes que a Bíblia relata a caminhada de fé do Povo de Israel, cujo país está localizado no Hemisfério Norte. Ali, o inverno é muito rigoroso, com geadas e neve. A natureza fica como que morta e sem vida. Porém, quando rompe a primavera, tudo se renova. Assim, também, foi a morte de Cristo: tudo parecia estar acabado, mas a Ressurreição trouxe vida nova. Por isso, a festa da Páscoa sempre acontece na primeira lua cheia depois do início da primavera. Ela lembra que o amor de Deus é total, não em partes ou pela metade. “Prova de amor maior não há, do que doar a vida pelo irmão” (Jo 15,13).

Por fim, com nosso pensamento voltado para o Cristo sofredor e ressuscitado, façamos desta semana uma Semana Santa e, não, um simples feriado.


Fonte: http://www.franciscanos.org.br

domingo, 13 de abril de 2014



O Papa Francisco deu início neste domingo aos ritos da Semana Santa, com a procissão de ramos, dia em que a Igreja recorda a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. E o fez entre ramos de oliveiras e palmas, trazidas por milhares de fiéis que vieram até a Praça São Pedro para participar da celebração eucarística. É o início da festa cristã que, ao longo de toda a semana e com diversos atos litúrgicos, celebrará a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.

Na procissão pelo interior da Praça São Pedro, que deu início à celebração eucarística, Francisco foi precedido por jovens da Diocese de Roma e de todos os continentes, por cerca de 100 sacerdotes, bispos e cardeais que concelebram a Santa Missa. 

Cerca de 3 mil ‘parmureli’ – folhas novas brancas de palmeira tramadas – foram usadas na Praça São Pedro. Seguindo uma antiga tradição, estes trabalhos artesanais com valor religioso e também ornamental, foram enviados de San Remo e de Bordighera, região da Ligúria, e foram entregues ao Santo Padre, aos Cardeais, Bispos e fiéis presentes na cerimônia.

A ‘parmurelu’ que foi entregue ao Papa Francisco foi entrelaçada com três folhas de palmeira unidas, simbolizando a Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. A obra foi confeccionada nos dias passados na Cooperativa ‘Il cammino’, junto aos outros 3 mil exemplares de dimensões menores, todos entrelaçados segundo a tradição da Ligúria. 

Francisco também usou um báculo de madeira, trabalhado de um tronco de oliveira, doado por um grupo de detentos da Casa de Detenção de Sanremo, noroeste da Itália, que estão sendo acompanhados por uma cooperativa fundada pelo bispo daquela Diocese, Dom Antonio Suetta. 

Também neste domingo a Igreja celebra a Jornada Mundial da Juventude em nível diocesano. No encerramento da celebração a entrega por jovens brasileiros, dos símbolos da Jornada Mundial da Juventude – a Cruz da redenção e o Ícone de Nossa Senhora – aos jovens poloneses. Recordamos que a próxima JMJ com a presença do Santo Padre será em Cracóvia, em 2016.

O Papa deixou de lado a sua homilia escrita e improvisou uma profunda reflexão recordando os personagens descritos na leitura do Evangelho deste domingo. O Papa pediu um exame de consciência a todos os fiéis, e com qual personagem nos identificamos.

Esta semana tem início com a procissão alegre com os ramos de oliveira – disse o Papa -: todo o povo acolhe Jesus. As crianças, os jovens cantam, louvam a Jesus. Mas esta semana vai avante no mistério da morte de Jesus e da sua ressurreição. Ouvimos as palavras da Paixão do Senhor. Então o Papa faz uma pergunta:

Quem sou eu diante do meu Senhor? Quem sou eu, diante de Jesus que entra em festa em Jerusalém? Eu sou capaz de expressar a minha alegria, de louvá-lo? Ou me distancio? Quem sou eu, diante de Jesus que sofre? Ouvimos muitos nomes: muitos nomes. O grupo de líderes, alguns sacerdotes, alguns fariseus, alguns mestres da lei que tinham decidido matá-lo. Eles estavam esperando a oportunidade para prendê-lo. 

E o Papa continua as suas perguntas:

Eu sou como um deles? Também ouvimos outro nome: Judas. 30 moedas. Eu sou como Judas? Ouvimos ainda outros nomes: os discípulos que não entendiam nada, que se adormentavam enquanto o Senhor sofria.

A minha vida está adormentada? Ou sou como os discípulos, que não entendiam o que significava trair Jesus? Como aquele discípulo que queria resolver tudo com a espada: eu sou como eles? 

Eu sou como Judas, que finge amar e beija o Mestre para entregá-lo, para traí-lo? Eu sou um traidor? Eu sou como os líderes que, com pressa, fazem o tribunal e procuram falsos testemunhos: Eu sou como eles? E quando eu faço essas coisas, se eu as faço, acredito que com isso salvo o povo?

Francisco continua com as suas perguntas em meio a uma Praça silenciosa e reflexiva. 

Eu sou como Pilatos que, quando vejo que a situação está difícil, eu lavo as minhas mãos e não sei assumir a minha responsabilidade e deixo condenar - ou condeno eu - as pessoas? Eu sou como aquela multidão que não sabia bem se se encontravam em uma reunião religiosa, ou num processo ou em um circo, e escolhe Barrabás? Para eles é a mesma coisa: era mais divertido humilhar Jesus.

Eu sou como os soldados que batem no Senhor, cospem n’Ele, O insultam, se divertem com a humilhação do Senhor? Eu sou como o Cirineu, que voltava do trabalho, cansado, mas ele teve a boa vontade de ajudar o Senhor a carregar a cruz ? Eu sou como aqueles que passavam diante da Cruz de Jesus e zombavam d’Ele: “Mas ... tão corajoso! Desça da cruz, e nós vamos acreditar n’Ele”. O insulto a Jesus ... Eu sou como aquelas mulheres corajosas, e como a Mãe de Jesus, que estavam ali, sofrendo em silêncio? 

Eu sou como José, o discípulo escondido, que leva o corpo de Jesus com amor, para sepultá-lo? Eu sou como essas duas Marias que permanecem na porta do sepulcro, chorando, rezando? Eu sou como esses líderes que no dia seguinte foram a Pilatos para dizer: “Mas, olha ele dizia que iria ressuscitar; que não seja mais um engano”, e bloqueiam a vida, bloqueando o sepulcro para defender a doutrina, para que a vida não venha para fora? Onde está meu coração? 

E o Papa conclui: “A qual dessas pessoas eu me assemelho? Que esta pergunta nos acompanhe durante toda a semana".


do site da Rádio Vaticano 

sábado, 12 de abril de 2014


Atenção jovens de todo o Brasil: está disponível para download o subsídio da Jornada Diocesana da Juventude (JDJ) deste ano. O material foi preparado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude e pela coordenação da Pastoral Juvenil Nacional (PJN).
A Jornada Diocesana da Juventude (JDJ) deste ano, que é a Jornada Mundial da Juventude realizada em âmbito diocesano, será celebrada no dia 13 de abril, Domingo de Ramos, com o tema “Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu” (Mt 5,3), escolhido pelo Papa Francisco.
Download: http://www.jovensconectados.org.br/wp-content/uploads/2014/04/JDJ2014.pdf
Fonte: www.jovensconectados.org.br


terça-feira, 8 de abril de 2014


Foi com sentimento de muita alegria que a JUFRA de Minas Gerais se reuniu na cidade de Sabará, entre os dias 04 a 06 de abril, para Celebrar seu XVI Congresso Regional Eletivo (CORJUFRA). O tema do congresso foi: “Eis me aqui! Envia-me!”, com o lema: “Ide sem medo para servir!”.

Estiveram presentes representantes das nove fraternidades que compõe o regional da JUFRA de Minas (Betim, Divinópolis, Salinas, Itambacuri, Patos de Minas, Lagoa Formosa, Carmo do Paranaíba, São João del Rei e Uberlândia). A presidência do CORJUFRA foi feita pelo Subsecretário Nacional para área Oeste, Henrique Bruno Pereira Ribeiro.

Também esteve presente o Assistente Espiritual Nacional, Frei Wellington Buarque, ofm, que conduziu a reflexão do tema e lema. 




Em clima de muita emoção e coragem foram eleitos os irmãos/as que estarão à frente do regional nos próximos três anos. Com certeza uma eleição que ficará marcada em nossos corações, mas também na memória viva deste regional. Agradecemos aos irmãos/as do Secretariado cessante (2011-2014) pelo frutuoso trabalho e aos que assumem pedimos coragem e perseverança ao corajoso sim à nossa Juventude Franciscana!

Segue abaixo o nome dos eleitos:

Secretária Fraterna Regional:
Sthefania Gonçalves Pires Cruz (Fraternidade Santo Antônio, Divinópolis -MG)

Subsecretária Distrital para o 1º Distrito:
Patrícia Carneiro (Frat. Nossa Senhora dos Anjos, lagoa Formosa-MG)

Sub. Distrital para o 2º Distrito:
Diogo Andrade (Frat. Monte Alverne, São João Del Rei-MG)

Sub. Distrital para o 3° Distrito:
Rayderlony (Frat. Santa Clara, Itambacuri - MG)

Assessora para o 3º Distrito:
Larissa Lima (Frat. São Francisco - Salinas- MG)

 Por Sthefania Gonçalves Pires Cruz.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Rezar é como falar com um amigo: por isso «a oração deve ser livre, corajosa, insistente», até chegar a «repreender» o Senhor. Com a consciência de que o Espírito Santo está sempre presente e ensina como fazer. Foi o modelo da oração de Moisés que o Papa Francisco propôs na missa celebrada na manhã de quinta-feira 3 de Abril, na capela da Casa de Santa Marta.
Este breve «manual» de oração foi sugerido ao Pontífice pela leitura do trecho do livro do Êxodo (32, 7-14) que narra «a oração de Moisés pelo povo que tinha caído no pecado gravíssimo da idolatria». O Senhor – explicou o Papa – «repreende Moisés» e diz-lhe: «Vai, desce, porque o teu povo, que fizeste sair da terra do Egipto, se perverteu».
Eis então que Moisés começa a sua oração, «uma verdadeira luta com Deus». É «a luta do chefe do povo para salvar o seu povo, que é o povo de Deus». Moisés «fala livremente diante do Senhor». E fazendo assim «ensina-nos rezar: sem medo, livremente, até com insistência». Moisés «insiste, é corajoso: a oração deve ser assim!».
De facto, pronunciar palavras e nada mais não significa rezar. Devemos saber também «negociar» com Deus. Precisamente «como faz Moisés, recordando a Deus, com argumentações, a relação que tem com o seu povo». Portanto, «procura “convencer” a Deus» que se derramasse a sua ira contra o povo faria «uma triste figura diante de todos os egípcios». Com efeito, no livro do Êxodo lêem-se estas palavras de Moisés a Deus: «Por que deveriam dizer os egípcios: “com malícia fê-los sair, para os fazer morrer no meio das montanhas e desaparecer da terra”? Desiste do ardor da tua ira e abandona o propósito de fazer mal ao teu povo».
A oração obteve bom êxito porque «no final Moisés consegue “convencer” o Senhor». O Papa frisou que «é bonito o fim deste trecho» da Escritura: «O Senhor arrepende-se do mal que tinha ameaçado praticar contra o seu povo». Certamente, explicou, «o Senhor estava um pouco cansado por causa deste povo infiel». Mas «quando lemos, na última palavra do trecho, que o Senhor se arrepende» e «muda a atitude» devemos perguntar: Quem mudou deveras? O Senhor? «Eu acredito que não» respondeu o bispo de Roma: mudou Moisés. Porque ele – afirmou o Pontífice – acreditava que o Senhor teria destruído o povo. E «procura recordar-se como o Senhor foi bom com o seu povo, como o tinha libertado da escravidão do Egipto para o levar em frente com uma promessa».
O Papa Francisco recordou também que, depois do diálogo directo com Deus, «Moisés desceu do monte com novas forças. Conheceu mais o Senhor. E com aquela força que lhe tinha dado retoma a sua missão de guiar o povo rumo à terra prometida». Portanto «a oração reforça-nos».
O Pontífice concluiu pedindo ao Senhor que «conceda a todos nós a graça, porque rezar é uma graça». E exortou a recordar sempre que «quando rezamos a Deus, não é um diálogo a dois» mas a três, «porque sempre em cada oração está presente o Espírito Santo». Por conseguinte, «não podemos rezar sem o Espírito Santo: é ele quem ora em nós, é ele quem nos muda o coração, é ele quem nos ensina a dizer “pai” a Deus».
É ao Espírito Santo, acrescentou o Papa, que devemos pedir para nos ensinar a rezar «como rezava Moisés, a “negociar” com Deus com liberdade de espírito, com coragem». E «o Espírito Santo, que está sempre presente na nossa oração, nos guie pelo caminho».

sábado, 5 de abril de 2014

Trupe Disfarça
Os integrantes do Grupo de Teatro "Trupe Disfarça" Matheus Menger (jufrista da fraternidade Paróquia Santa Clara), André Lopes da Silva e Bruna Lopes da Silva (integrantes da OFS) participam de um belíssimo espetáculo intitulado "A rua da Amargura". A primeira apresentação ocorreu neste sábado, 05 de abril, na Paróquia São Francisco. A terceira e última apresentação será na sexta-feira Santa, dia 18 de abril, na Paróquia Rede de Comunidades Santa Clara, em Porto Alegre-RS.

"O texto de autoria de Arildo Barros é baseado em "O Mártir do Calvário", do português Eduardo Garrido e  foi interpretado originalmente no Brasil pelo Grupo Galpão.
Descreve, em linguagem melodramática, entre divertida e comovente, o nascimento, vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Harmonizando humor, poesia e dramaticidade e reelaborando com rigor estético a autenticidade a singeleza da fé popular, "A Rua da Amargura" atinge o público pela emoção e o arrebata ao expor o sentido profundo do ato e da festa teatral".

Ficha Tecnica:
Direção - Andre Lopes da Silva
Produção Executiva - Vera Munhoz
Produção: Vera Munhoz, Bianca Ramos, Katherine Esper  , Verônica Veiga e Beatriz Cunha

Elenco:
Bruna Lopes da Silva
Felipe Jacques
Leonardo Machado
Marcos Rossner
Jaqueline Pagote
Verônica Veiga
Pablo Gonçalves
Matheus Menger
Matheus Vian
Andre Lopes da Silva

http://trupedisfarca.blogspot.com.br/

sexta-feira, 4 de abril de 2014

CLIQUE AQUI!



Fiel a tradição de cinco décadas, a CF de 2014 objetiva identificar as práticas de tráfico humano em suas
várias formas e denunciá-lo como violação da dignidade e da liberdade humana, mobilizando cristãos e a sociedade brasileira para erradicar esse mal, com vista ao resgate da vida dos filhos e filhas de Deus.

Assim nós, da JUFRA do Brasil, na vivência de nosso carisma Franciscano, juntos com toda a Igreja e suas pastorais estamos refletindo sobre o Tráfico Humano. Esta cartilha foi criada para auxiliar nas discussões e colaborar para o desenvolvimento de ações concretas. Preparem suas fraternidades e comunidades para juntos lutarmos contra essa triste realidade que se sustenta em um sistema injusto, em que o valor econômico sobressai ao valor da vida. Para baixar CLIQUE AQUI.

Fraternalmente, 

Igor Bastos 
Subsecretário Nacional de Direitos Humanos, Justiça, Paz e Integridade da Criação



 CLIQUE AQUI
CARILHA DE ENCONTRO PARA A QUARESMA

Irmãos e irmãs, 
A Quaresma é um período forte de apelo à vida de oração e à conversão. Era um momento de profundo recolhimento e reflexão também para o nosso Pai Seráfico São Francisco de Assis, pensando nisso a Subsecretaria Nacional de Infância, Micro e Mini Franciscanos lança agora dois encontros: um sobre a quaresma e outro sobre a Campanha da Fraternidade, e uma Via-Sacra para crianças e adolescentes, tudo preparado com muito carinho e numa linguagem voltada para os nossos irmãos e irmãs menores. Que todos possamos viver bem este momento e meditar a Paixão e Morte de Nosso Senhor para, assim, vivermos também com Cristo sua gloriosa Páscoa. 

Para baixar a Cartilha CLIQUE AQUI.

 Fraternalmente,

Rebecca Nascimento de Oliveira
Subsecretária Nacional de Infância, Micro e Mini Franciscanos



Paz e bem, amados irmãos!
Hoje a felicidade é em dobro!
Comemoramos o aniversário dos nossos queridos irmãos:

Sandolini Braga, Subsecretário Nacional para a Área Nordeste A
O irmão Sando está de parabéns! Queremos agradece-lo por tudo que tens feito pela Jufra, junto ao seu Regional (MA) e ao Secretariado Fraterno Nacional, contribuindo fielmente para a formação e motivação de novos Jufristas. Parabéns, que possa ter muitos anos de vida, abençoados e felizes, e que estes dias futuros sejam todos de harmonia, paz e desejos realizados. Que seu coração, esteja sempre em festa, porque você é um ser de luz e especial para todos nós. Que seu caminhar seja sempre premiado com a presença de Deus, guiando seus passos e intuindo suas decisões, para que suas conquistas e vitórias, sejam constantes em seus dias. Parabéns por hoje, mas felicidades sempre.


Antonio Benedito, Ministro Nacional da OFS


Hoje é dia de festa, comemoramos mais um ano de vida, do nosso irmão Benedito. Que neste dia tão especial, Deus possa está a frente de sua vida, guiando seus passos e iluminando os seus caminhos. Que todos os dons e amor que tens colocados a serviço da nossa Ordem, se reverta em graças para sua vida.

terça-feira, 1 de abril de 2014


         A Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude (CEPJ), desde seu nascimento em 2011, tem promovido encontros relacionados à juventude na Igreja do Brasil. A JUFRA não quer está de fora da conjuntura que os jovens católicos do Brasil vivem. Nesse contexto, no ultimo final de semana entre os dias 28 e 30, estivemos representados no I encontro nacional de líderes jovens de congregações por : Mayara Ingrid (secretária Nacional da JUFRA do Brasil), Washington Lima (Subsecretário Nacional de Ação evangelizadora), Frei Wellington Buarque - OFM (Assistente espiritual Nacional da JUFRA do Brasil) e Raphael Taboada - OFS (Animador Fraterno Nacional da JUFRA do Brasil).
          A Juventude católica do Brasil constrói nesse tempo da igreja e da sociedade novos métodos e estruturas que venham atender a seus anseios, com a ideia geral de ser uma juventude protagonista da sua própria  história. De fato, foram dias de grande crescimento e partilha.


    
          O tema: “Juventudes e Fé: Construtores da Tenda de Carismas” nos proporcionou aprofundamento da fé a partir do nosso próprio Carisma. Foi belíssimo ver que nossa Juventude é fermento nessa realidade, sentir que nossas quatro décadas de história nos proporcionam partilhas incríveis, formamos junto aos diversos carismas uma família Cristã de raízes profundas.
         

                 Estar ali foi mergulhar na história e sentir na pele que aquela escolha diversa e cheia de significados de Cristo por seus doze apóstolos continua a ser feita, são jovens diversos mas com a mesma inspiração bíblica.                
                  Um momento importante no encontro foi a possibilidade de mostrarmos nosso rosto franciscano:

       
              Após palestras, momentos de espiritualidade e convívio, retornamos com a certeza de que podemos construir juntos uma melhor realidade para nossa juventude, a partir do pressuposto que: Só existe a possibilidade de entender e traçar metas para a juventude,com e por essa mesma juventude que vive na experiência concreta seu fenômeno . Paz e bem!

segunda-feira, 31 de março de 2014

 "Quando alimentei os pobres chamaram-me santo, mas quando perguntei por que há gente pobre chamaram-me COMUNISTA"
Dom Helder Câmara

O Golpe Militar de 1964 foi uma ocupação violenta de todos os aparelhos de Estado, regida por atos institucionais, pela tirania, pela violação dos direitos humanos, pela repressão e pela violência.

O então Presidente da República João Goulart defendia reformas de base para modificar as estruturas sociais e econômicas do país. "Não apenas pela reforma agrária, mas pela reforma tributária, pela reforma eleitoral ampla, pelo voto do analfabeto, pela elegibilidade de todos os brasileiros, pela pureza da vida democrática, pela justiça social e pelo progresso do Brasil".

Em consequência, a opção pelos mais pobres e a luta por uma estrutura econômica mais justa gerou a manipulação da ideia da conspiração Comunista contra a pátria. O fortalecimento das organizações populares, como os sindicatos, levou à acusação de que se queria implantar uma “República Sindicalista”. Num mundo bipolar, em plena guerra fria, entre os Estados Unidos e a União Soviética, os militares, as elites brasileiras e a mídia se organizaram e difundiram que as reformas pretendidas pelo governo de João Goulart eram comunistas. Iniciou-se um processo de denuncismo e difundiram a idéia de que o país seria submisso à União Soviética e que os valores cristãos seriam destruídos. Na verdade tinham medo de perder seus privilégios.

Nessa época, muitos jovens católicos estavam em movimentos ligados à Ação Católica, como a Juventude Universitária Católica (JUC), a Juventude Operária Católica (JOC) e a Juventude Estudantil Católica (JEC). Um importante movimento, que foi tomando consciência dos problemas brasileiros era a Ação Popular que nasceu dentro da JUC anos de 1959/60. Após o golpe militar esses movimentos foram enxergados como laboratórios de idéias comunistas, e os seus participantes foram duramente perseguidos pelo regime militar. 

Por mais de 20 anos prevaleceu o medo e o martírio imposto a população brasileira. Jovens estudantes, operários, padres, frades, irmãs e todos os que se opuseram ao regime militar estavam sujeitos as barbáries executadas pelos militares.
Recentemente, documentos revelados pela Comissão Nacional da Verdade evidenciaram que a JUFRA foi objeto de investigação na época da Ditadura Militar. O prontuário de Nº 002800, de 30 de maio de 1974, com o título de “Juventude Franciscana – JUFRA” alegava que “é interessante que as atividades da organização passem a ser acompanhadas, pois dada a sua estrutura e poder de envolvimento psicológico do jovem, pode tornar-se perigoso instrumento de atividades subversivas no futuro, como ocorreu com várias organizações, entre as quais a AP (Ação Popular), que inicialmente tinham finalidades salutares, mas que depois tornaram-se facções de cunho esquerdista”.

Na realidade, o grande perigo no Brasil e na América Latina sempre foi o capitalismo selvagem que criou o maior fosso de desigualdades entre ricos e pobres, sem paralelos no mundo até os dias atuais. O golpe de 64 não foi um golpe contra o presidente João Goulart, e sim contra o povo brasileiro. O Golpe implantou uma ditadura que oprimiu o povo. Através da chamada doutrina de segurança nacional, os militares censuraram, torturam e mataram.  Milhares de dirigentes torturados, mortos, desaparecidos, outros tantos exilados, documentos e sindicatos destruídos.

Passaram-se 50 anos, mas ainda continua denuncismo moralista a serviço do enfraquecimento do Estado, os interesses do capital internacional, as elites com sua resistência às políticas sociais e aos direitos do povo, e uma mídia golpista. A memória é fundamental e junto com ela o julgamento dos crimes da ditadura, para que nunca mais se repitam.

Para conferir os documentos de investigação da Jufra clique aqui:

Fraternalmente,

Igor Bastos
Subsecretário Nacional de Direitos Humanos, Justiça, Paz e Integridade da Criação
Juventude Franciscana do Brasil
Email: igorguilherme.bastos@hotmail.com
www.dhjupic.blogspot.com
Entre em Contato com a Jufra do Brasiljufrabrasil@gmail.com