sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

XXIV ENCONTRO DAS ÁREAS NORDESTE A e B DA JUFRA DO BRASIL


Ilhéus-BA, 22 a 25 de fevereiro de 2020



Tema: “Missão e profecia: ressignificando a presença da Juventude Franciscana no Nordeste”.

Lema: “Missionárias e Missionários, construtores da civilização do Amor.”



INSCRIÇÕES AQUI >>> https://forms.gle/EnnLJvqSaDxjWi6e7



As/os irmãs/ãos da JUFRA das Áreas NE A e B,  Saudações de PAZ E BEM!


É com muita alegria e entusiasmo que escrevemos esta carta de partilha e aproximação, para anunciar que realizaremos nosso XXIV Encontro das Áreas Nordeste A e B da Juventude Franciscana do Brasil na terra de “Gabriela, Cravo e Canela”. E nesta oportunidade, CONVOCAMOS vocês irmãs/ãos com o desejo de despertar em vocês a disponibilidade e o anseio de participarem desse momento tão abençoado e místico.

O Encontro acontecerá nos dias 22, 23, 24 e 25 de fevereiro de 2020, na cidade de Ilhéus-BA. Viveremos o Tema: “Missão e profecia: ressignificando a presença da Juventude Franciscana no Nordeste”, e o Lema: “Missionárias e Missionários, construtores da civilização do Amor.” O local do congresso será na Casa de Retiro das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras. (Mais informações no documento “orientações gerais”).

Nesse encontro queremos juntos refletir sobre a caminhada da JUFRA no Nordeste, reafirmando nossas perspectivas e nossa missão perante os desafios que a Igreja e o mundo nos apresentam, onde vivenciamos ataques aos direitos dos mais pobres e marginalizados. Destarte, a partir dos problemas sociais, políticos, culturais e econômicos, somos provocados a rever a nossa presença no mundo, sobretudo, dentro das nossas realidades enquanto Jovens Franciscanos e Missionários(as), daí então, surge o tema e o lema do nosso encontro.

Todos os irmãos são convidados a vivenciarem deste encontro. Destacamos, portanto, dentro da realidade formativa dos Regionais, a importância da participação do Secretário Fraterno Regional, Secretário Regional de Formação, Animador Fraterno Regional e Assistente Espiritual Regional.  

O valor da inscrição será de R$ 110,00 (cento e dez reais) por irmão/irmã. O valor incluirá todas as despesas do encontro: hospedagem, alimentação e material do congresso (sendo necessário que cada irmão providencie seu translado até a cidade do encontro).

INSCRIÇÕES AQUI >>> https://forms.gle/EnnLJvqSaDxjWi6e7


Após a inscrição, deve ser feito o depósito na Conta da Séc. Fraterna do Regional NEB4- Bahia Sul. (Mais informações no documento “orientações gerais”), e encaminhamento do comprovante de depósito para o e-mail: areanordesteb@gmail.com 
Destacamos que a sua vaga só será reservada após o depósito e envio do e-mail, e que cada Regional possui o total de 10 vagas disponíveis. 



Para maiores informações entrar em contato com:

Mayra Caroliny de Oliveira Santos
Secretária Nacional para a Área NE A 
(89) 9 9430-6942(Claro/Wpp)

Patrick Martins Santos
Secretário Nacional para a Área NE B 
(73) 9 8816-5839 (OI/Wpp)

Preparemo-nos desde já para esse belo encontro de irmãos! Boa Viagem! 




Mayra Caroliny de Oliveira Santos, JUFRA.  
Secretária Nacional para a Área NE A

Patrick Martins Santos, JUFRA
Secretário Nacional para a Área NE B 

José Douglas Soares Cordeiro de Souza, OFS/JUFRA
Secretário Fraterno (Presidente) Nacional da JUFRA do Brasil 

domingo, 22 de dezembro de 2019

Deus está conosco!



Emanuel: Deus está conosco! Esta é a profecia anunciada pelo profeta Isaías: “Pois bem, o próprio Senhor vos dará um sinal. Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Emanuel.” (Is. 7, 14)

Estamos encerrando nosso tempo de advento, se aproximando ainda mais a vinda de Deus, Ele quer ficar conosco, nascer em nossos corações e não apenas na manjedoura. Emanuel é anunciado pelo profeta como o mistério entre o Pai que já era conhecido e o Filho que nascia de uma mulher para dizer ao seu povo que o próprio Deus estava com e entre eles, sendo os dois um só. Ele veio ao encontro dos homens para lhes oferecer uma proposta de salvação e de vida nova.

O 4º domingo do advento encerra a espera pela vinda de Cristo, antecedendo o Natal, representando os ensinamentos dos profetas que anunciaram um Reino de Paz e Justiça. A própria liturgia deste domingo nos prepara e nos orienta para o nascimento do Jesus, que vem simples, humilde, desapegado de tudo, mas Rei e Senhor. E a Igreja nos põe diante do grande mistério da Encarnação do Verbo. Paralela à fidelidade de Deus que cumpre suas promessas messiânicas, a Igreja nos apresenta a fidelidade de Maria, em quem cumpriram as Escrituras.

A celebração do nascimento de Jesus recorda e celebra um fato fundamental: Deus nos ama de tal forma que continua a vir ao nosso encontro. Neste tempo de espera da vinda, fomos convidados a tomar consciência do amor de Deus, que se manifesta numa presença permanente a nosso lado; Ele nos dá a mão e partilha conosco a estrada da vida, para podermos enfrentar todos os desafios.

Neste domingo também somos convidados a inserir e celebrar a campanha “Um Natal Indígena”, elaborada por institutos, comissões, pastorais e movimentos, inclusive a nossa Jufra do Brasil. Essa é uma campanha que nos convida a realizar um gesto de solidariedade com os nossos irmãos das comunidades indígenas neste tempo litúrgico no qual adoramos o Senhor que nasce em uma manjedoura. O Papa Francisco nos convidou a olhar para o Presépio como um SINAL ADMIRÁVEL. Inspirados pelo Deus que nasce no meio dos pobres, como pobre, possamos estar juntos/as daqueles/as que neste momento da história estão na manjedoura sem nenhuma proteção.

Deus conosco, Emanuel. Essa é a mensagem principal do Evangelho. Um Deus bondoso que ainda está no meio de nós, que se faz presente e que quer nascer dentro de cada um, por isso, o tempo do advento é o tempo de preparo e espera para essa vinda, para esse nascimento. Ele não nasce apenas na manjedoura, mas naqueles lugares onde menos esperamos, no meio dos pobres, dos excluídos, do seu povo sofrido e abandonado, onde não há esperança nem olhares.

Que possamos estar com o coração aberto para seu nascimento, atento às comunidades que também esperam a sua vinda e se fazer presente onde o Senhor também quer nascer, se não é possível sua presença, ofereça então sua oração. Que Deus nos abençoe e que possamos recebe-lo da melhor forma possível. Alegrai-vos e exultai, Deus está conosco!

Rafael Carneiro de Sousa
Sec. Fraterno Nacional de Ação Evangelizadora

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

ILUMINAÇÃO FINAL - II SEMINÁRIO NACIONAL EM IMMF



Queria (Francisco de Assis) que
os maiores se unissem aos menores, que os
sábios se ligassem aos simples por um amor fraterno.
(Celano2, n. 191)

Em 2016 no CONJUFRA (Congresso Nacional da Jufra) em Campo Grande - MS
percebeu-se a necessidade de priorizar a Infância, Micro e Mini Franciscanos (IMMF), assim
como repensar as diretrizes de formação e o trabalho da secretaria como um todo.

O Secretariado Fraterno Nacional (SFN) (2016-2019) realizou 6 escolas de Formação e
IMMF com 4 eixos: Ludicidade, Acompanhamento, Evangelização e Protagonismo, no qual foi
utilizado como símbolo o cata-vento, pois são 4 eixos e 4 pontas que se unem para espalhar os
bons ventos da IMMF.

O SFN atual (2019-2022), abraçou o serviço já realizado e se mesclou a equipe do SFN
(2016-2019) para realizar o II Seminário Nacional da Juventude Franciscana do Brasil em IMMF,
no qual atendendo ao pedido das escolas de formação, houve a mudança de nomenclatura.
Portanto a anterior IMMF a partir de 2020 passa a ser chamada de Infância e Adolescência
Franciscana (INAFRA), assim como também houve a mudança (em caráter experimental) das
Diretrizes de Formação e a criação do documento Fraterno Pastoral.

O Seminário contou com a presença de 3 adolescentes da INAFRA que nos ensinaram
qual a INAFRA que eles querem ser, este foi um momento de aprendizagem e vivencia
fraterna.

O seminário contou com a ajuda das 3 OFS de Brasília, com doações de Benfeitores de
toda Familia Franciscana e da Missionszentrale der franziskaner, assim como o trabalho da
Equipe do seminário e do SFN 2019-2022).












domingo, 15 de dezembro de 2019

Advento: é tempo e exultar!




Alegrai-vos! Este é o sentimento que deve transbordar em nossos corações neste 3º domingo do Advento: a alegria! O Senhor está próximo e quer encontrar abrigo dentro de nós. Na primeira leitura, do livro do profeta Isaías (35,1-6a.10), o escritor sagrado ordena que “alegre-se a terra que era deserta e intransitável, exulte a solidão e floresça como um lírio [...] seus habitantes verão a glória do Senhor”. 
Esta deve ser a maior alegria para todos nós: poderemos ver a glória do Senhor, nosso Deus amado! Não pode mais haver solidão para aqueles que amam a Deus, pois ele rasga o céu para se tornar um como nós; Deus quer ser menino! Parece uma loucura ao nosso entendimento, mas Deus é aquele que confunde os sábios e entendidos (cf. I Cor 1,27), para revelar o seu plano de amor aos pequenos e simples. Deus quer estar no meio de nós; a solidão não encontra lugar, e a felicidade plena pode agora florescer!

                Neste tempo de Advento, preparando-nos para celebrar o Natal do Senhor, devemos nos perguntar como está a terra do nosso coração. Se era deserta, permitamo-nos que seja agora uma terra fértil, onde possa brotar o amor, que veio até nós na pobre manjedoura de Belém. É alegria porque “se abrirão os olhos dos cegos e se descerrarão os ouvidos dos surdos. O coxo saltará como um cervo e se desatará a língua dos mudos” (Is 35,5-6a), o povo antes excluído, agora pode festejar, pois o Senhor veio habitar no meio dos pobres, para lhes devolver a dignidade que tantos tiveram prazer em lhes tirar. Deus é justiça, e para defender os seus pobres se vinga (cf. Is 35,4), pois eles são seus preferidos. Atentar contra o pobre é atentar contra o próprio Deus, que fez-se pobre e simples no mistério da sua encarnação.

                Neste Natal façamos a experiência que viveu o nosso Pai Francisco, desejando estar presente para contemplar o nascimento de Deus em nosso meio, profundamente reclinado sobre a mística que o envolvia ao recriar a cena da lapinha de Belém, sentiu tanto sabor por estar ali, tão longe, mas tão perto, que ao pronunciar as palavras “menino de Belém” experimentava nos lábios a doçura dessas palavras (cf. 1 Celano 84-87) e isso era suficiente para que o coração de Francisco transbordasse de alegria. Contemplar e saborear a doçura do Deus que se faz pobre e frágil como uma criança recém-nascida, de fato, quebra nossas expectativas de um Deus alheio ao seu povo.

                Que a simplicidade e a extrema pobreza da noite que consideramos a noite mais linda de todos os tempos apague em nós o desejo de grandeza e os resquícios de ganância que teimamos em trazer conosco. Os maiores presentes que podemos oferecê-lo são a nossa força e protagonismo de jovens para que tantas pessoas hoje não sejam abandonadas e discriminadas quando nos pedem socorro ou mesmo um pouco de atenção. Tenho certeza que o nosso coração é grande o suficiente para acolher aqueles que o mundo rejeita, como fez com a família sagrada de Nazaré. Não nos sentemos à nossa mesa para a ceia, sabendo que há alguém à nossa porta com fome, ou mesmo com falta de esperança; se nos falta a consciência do cuidado pelo outro, o Natal será apenas mais um dia mesquinho como todos os outros que vivemos na nossa “vidinha” medíocre, e a flor que deveria brotar em nosso coração, não passará de mais um espinho que será colocado futuramente na cabeça do homem-Deus que essa criança se tornará daqui há 30 e poucos anos.

Frei Henrique Santos - OFMCap.

domingo, 8 de dezembro de 2019

ADVENTO: Solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora




II Domingo do Advento – Solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, que o Senhor lhe dê sua Santa Paz!

Estamos vivendo o caminho da Esperança que nos aproxima a cada dia do Mistério da Encarnação que ilumina e transforma nossa existência humana, de modo a nos colocar dentro da vida divina e até mesmo segurá-la nos braços como fez a Senhora Santa, a Virgem Maria, e seu justo e bom esposo, São José. Neste II Domingo do Advento, a Sagrada Liturgia da Igreja nos convida a celebrar a Solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, a digna morada que o Altíssimo Senhor preparou para seu Filho, o Menininho de Belém.

O Senhor que, como nos lembra Santo Anselmo, “que pode fazer tudo do nada, não quis refazer sem Maria o que fora profanado”. O ser humano, criatura advinda do trabalho das mãos e do sopro de Deus, corrompe-se a si mesmo, quando vira o rosto contra o seu próprio Criador. Admirável e espantoso é o mistério da Encarnação, pois esse mesmo Senhor, não quis salvar a humanidade, sem contar antes com sua colaboração. Estamos diante do humano que escolheu viver sem Deus, e diante de um Deus, que mesmo podendo, não quis salvar a humanidade sem o humano. Desta estupenda loucura divina de humildade e despojamento nasceu a nossa Salvação. Como pode Deus ser assim e como pode o ser humano não querer ser assim?

Digna de todo amor e devoção e glória é a Virgem Santíssima! O Senhor escolheu confiar em suas mãos e em seu seio o rumo de toda a história da Salvação. O Senhor escolheu fazer-se dependente de uma de suas criaturas afim de vir a nós. Graças ao sim de Maria a humanidade pode contemplar o próprio rosto do Mistério, uma Criança envolta em faixas e reclinada no presépio. Que seria de nós sem o Sim desta mulher? “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38).  Em seu útero unem-se a Terra e o Céu, assim como sobre o Altar da Eucaristia, assim como na pobreza do madeiro da Cruz.

Nosso pobrezinho Pai Francisco, tão querido e tão amado, conseguiu enxergar a grandeza desse Mistério, quando viu na Porciúncula, a própria imagem de Maria, mulher digna, que antes de fecundada no útero, era fecunda em seu coração, morada do Altíssimo. No útero de Maria se unem a Divindade e a Humanidade. Na Porciúncula, útero da Família Franciscana se unem a pobreza de Francisco e a Riqueza da Graça de Deus, que tudo pode diante do nosso fiel sim.

Desse encontro nascemos nós, os franciscanos e franciscanas. O quanto poderia Deus realizar na Igreja e no mundo, se o nosso sim fosse como sim da Mãe do Senhor, que na liberdade plena se dignou ser serva, para que o Senhor fosse Senhor?


Boa caminhada rumo ao Natal a todos e todas! Paz e Bem!



Frei Túlio de Oliveira Freitas, OFM
Assistente Espiritural Nacional da JUFRA

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

ADVENTO: TEMPO DE ABRIR O CORAÇÃO


“O Advento nos chama a aproximar-nos, quase na ponta de pés, da gruta de Belém, onde se realizou o acontecimento que mudou o curso da história: o nascimento do Redentor”. (Papa Emérito Bento XVI)

A palavra advento tem origem latina adventum, que significa vinda ou chegada, neste primeiro domingo iniciamos o tempo do Advento, tempo de preparação para a chegada do sumo bem, um Deus que nos visitou em Jesus Cristo, que chegou no Natal. Este tempo nos convida a vigiar, a elevarmos os nossos olhos e abrimos o nosso coração para acolhermos o menino Jesus que vem nascer em nosso meio. Jesus vem como o noivo, como o ladrão, como o amigo que bate a porta à meia noite, sem avisar a hora, chegando quando menos esperamos. É um período de constante vigilância e momento propício para lembrar quem somos e como estamos vivendo, recordando que a vida passa e que o mundo ferido e cansado tem salvação e esperança que é Jesus Cristo.

O advento é vivenciado nas nestas quatro semanas nas quais somos convidados a esperar alegremente pela vinda gloriosa de Jesus e também a fazer um encontro pessoal conosco, no dia que o Senhor chamar a cada um. Nas duas primeiras semanas do advento, a liturgia nos convida a vigiar e esperar a vinda gloriosa do Salvador. Nas duas últimas, lembrando a espera dos profetas e de Maria, nos preparamos mais especialmente para celebrar o nascimento de Jesus Cristo em Belém.

Diante desse tempo litúrgico tão grandioso, sugerimos alguns exercícios diários que poderão contribuir para bem vivenciarmos esse tempo favorável de conversão e de graças que é o Advento; lembrando que existe uma ação de Deus toda especial que nos convida à conversão e ao retorno a vida sobre o senhorio de Jesus. Estamos esperando ansiosos pela vinda do Cristo que nos enche de alegria e esperança, pois sabemos que ele não nos decepcionará, Jesus virá e não tardará. Por isso vamos preparar bem o nosso coração para recebê-lo dignamente!


1º dia – Domingo – A primeira semana do Advento, é o momento de voltar-se para as práticas de oração, já que recordamos a atitude de vigilância diante da abertura e espera do Senhor que virá.

Reflexão: Bendito Sejais, Deus da esperança, pela luz de Cristo, sol de nossa vida. A quem esperamos com toda a ternura do coração.

Ação: Rezar o terço do Advento (Iluminação: Sl 24, 1-3)


2º dia – Segunda - Ação: O Jejum é um ato de fé e exercício de liberdade. Por hoje: Nada de chocolate (ou seu doce preferido). (Iluminação: Jr 31, 10; Is 35, 4)


3º dia – Terça - Ação: Se o alimento é indispensável à saúde do corpo, a Palavra de Deus é alimento para alma. Leia a Palavra de Deus: (Iluminação: Lc 10,21-24; Is 52, 7).


4º dia- Quarta - Ação: Anunciar a Palavra de Deus é também a missão de cada um de nós: Convide alguém para rezar com você! (Iluminação: Hab 2, 3; 1 Cor 4, 5)


5º dia – Quinta - Ação: Na espera de Jesus Salvador é importante o silêncio interior. Por hoje: Silencie seu coração e contemple a natureza. (Iluminação: Sl 118, 151-152)


6º dia – Sexta -Ação: Maria compreendeu a mensagem do anjo graças ao profundo silêncio. Saiba ouvir um amigo ou alguém que você encontre. (Iluminação: Sl 26 (27), 1. 4. 13-14)


7º dia – Sábado - Ação: Como Maria, diga sim e ajude alguém na prática do bem. (Iluminação: Ez 34, 11.23-24)


8º dia – Domingo - A segunda vela acesa nos convida ao desejo de conversão, arrependimento dos nossos pecados e também o compromisso de prepararmos, assim como São João Batista, o caminho do Senhor que virá.

Reflexão: Bendito sejais, Deus da Paz, pela luz do Cristo, sol de nossas vidas, a quem esperamos com toda a ternura do coração.

Ação: Perdoe alguém que te magoou ou faça a confissão. (Iluminação: Is 61, 10)


9º dia – Segunda - Ação: Compartilhe algum bem com os mais necessitados. (Iluminação: Jr 31, 10)


10º dia – Terça - Ação: Reduza o acesso ou deixe de usar o Whatsapp e o Facebook, use esse tempo para se dedicar as pessoas. (Iluminação: Zc 14, 5.7)


11º dia – Quarta - Ação: Hoje, evite o julgar as pessoas. (Iluminação: Hab 2, 3;)


12º dia – Quinta - Ação: Faça uma visita a Jesus Eucarístico. (Iluminação: 1 Cor 4, 5)


13º dia – Sexta - Ação: Em tempos de tanta intolerância, adote um comportamento responsável na internet. (Iluminação: Is 35, 4)


14º dia – Sábado - Ação: Não desperdice alimentos, procure maneiras de reaproveitar os restos de alimentos. (Iluminação: Lc 3, 4.6)


15º dia – Domingo - A terceira vela acesa nos convida à alegria e ao júbilo pela aproximação da chegada de Jesus. Esta vela lembra ainda a alegria celebrada pelo rei Davi e sua promessa que, agora, está se cumprindo em Maria.

Reflexão: Bendito sejais, Deus da alegria, pela luz de Cristo sol de nossa vida, a quem esperamos com toda a ternura do coração.

Ação: Visite um doente. (Iluminação: Is 61, 1)


16º dia - Segunda - Ação: Refletindo a alegria e o sorriso de Maria, sorria e seja simpático com alguém. (Iluminação: Sl 84 (85), 8)


17º dia – Terça - Ação: Leve esperança para mais pessoas. Ligue para aquela pessoa que está longe da fé e deixa uma mensagem de carinho. (Iluminação: Is 49, 13)


18º dia – Quarta - Ação: Não ouça músicas. Faça uma reflexão de todos os bons acontecimentos que Deus já lhe concedeu. (Iluminação: Hb 10, 37)


19º dia – Quinta - Ação: Espalhe mais alegria: Elogiar um amigo, cônjuge ou irmão. (Iluminação: LC 1, 78-79)


20º dia – Sexta - Ação: Conheça a história de pessoas que dedicaram a vida a Cristo. Leia um livro sobre a vida dos santos. (Iluminação: Is 11, 1 )


21º dia – Sábado - Ação: A gentileza é uma maneira de propagar boas ações. Seja gentil com alguém. (Iluminação: Lc 1, 31 )


22º dia - Domingo - A quarta vela marca os passos de preparação para acolher o Salvador, nossa expectativa da chegada definitiva da Luz ao mundo. Simboliza ainda nossa fé em Jesus Cristo, que ilumina todo homem que vêm a este mundo e também os ensinamentos dos profetas, que anunciaram a chegada do Salvador.

Reflexão: Bendito sejais, Deus do amor, pela luz de Cristo sol de nossa vida, a quem esperamos com toda a ternura do coração.

Ação: Doe roupas e brinquedos para crianças carentes. (Iluminação: Mt 1, 18-24)


23º dia – Segunda - Ação: Faça uma lista das coisas boas que vivenciou durante o ano e agradeça a Deus por todas elas. (Iluminação: Is 9,6)


24º dia – Terça - Ação: Sorria e aproveite esse dia de alegria com os que ama. . (Iluminação: Lc 2,10 -11).


Ana Raquel de Freitas Aleixo, JUFRA
Secretária Regional de Formação - Nordeste B1 PE/AL

Fraternidade Irmão Menor

domingo, 24 de novembro de 2019

IMMF - JORNADA DE DIREITOS HUMANOS 2019




Baixe aqui >>> https://drive.google.com/file/d/1iOQpVsf3eQUgJwxfpBxOHFg9u5JfNoX9/view?usp=sharing


Quando se pensa em criança, se pensa em alegria, curiosidade, protagonismo. Alegria de estar junto com o outro utilizando-se da liberdade de ser ela mesma. Curiosidade de tentar algo de diferente sem medo de julgamentos. Protagonismo que Deus nos chama todos os dias a assumirmos com responsabilidade, responsabilidade de criança! Sim! Criança desde cedo com muita seriedade, não se impõe barreiras, não se preocupa com o tempo, não se importa em dizer a verdade, não discrimina. Leva a sério o simples fato de V I V E R a v i d a c o m o e l a d e v e s e r v i v i d a . P o r é m , o m u n d o é p e s a d o .

Neste processo de crescimento, a criança cresce e enxerga um mundo chato cheio de inibições. Inibições que podem vir de dentro de casa quando não há diálogo, não há espaço para ideias, não há liberdade de expressão e daí vem a timidez, solidão, a falta de sociabilidade. Um tempo depois, o adolescente então, pode se enxergar em um mundo fechado, onde pessoas mais velhas não o querem escutar e não o tratam com a seriedade que se deveria e então acabam se isolando frente aos smartphones, tablets, computadores, num mundo virtual.

 Segundo o autor Rubem Alves, a criança tem direito ao diálogo (toda criança tem direito de falar sem ser interrompida, de ser levada a sério nas suas ideias, de ter explicação para as suas dúvidas e de escutar uma fala mansa, sem gritos) e ao uso das mãos (toda criança tem direito de pregar pregos, de cortar e raspar a madeira, de lixar, colar, modelar o barro, amarrar barbantes e cordas, de acender o fogo).

Nossas crianças da IMMF estão sedentas de protagonismo. Querem falar, querem agir, querem se sentir importantes, fazer parte. Por isso de 1 a 10 de dezembro de 2019 vamos celebrar mais uma Jornada de Direitos Humanos par IMMF com o Tema: Infância e Adolescência em protagonismo e o lema: "Ouvimos a voz de Deus, devemos acordar, levantar e atuar" (Papa Francisco).

 O desafio é durante a facilitação do encontro buscar o aprendizado com os pequenos franciscanos, para que redescubramos dentro de nós, a delícia de ser criança como assim disse Fernando Pessoa: “Grande é a poesia, a bondade e as danças... mas o melhor do mundo são as crianças” (obra poética 189).


O irmão Rodrigo Santos (Secretário Regional de IMMF A1) montou o encontro reflexivo, a irmã Louise Vieira De Lima (Secretaria Regional de IMMF Nordeste B1) montou algumas atividades complementares, o irmão Tiago Rodrigues (Nordes te A1) fez a diagramação e a revisão foi feita pelas irmãs Lidia Nathacha (Secretaria Regional de IMMF Nordeste A2 e A4), Sabrina Ferreira (Secretaria Nacional de IMMF 2016-2019) e Daniele Mendes (Secretaria Nacional de IMMF 2019- 2022).


Baixe aqui >>> https://drive.google.com/file/d/1iOQpVsf3eQUgJwxfpBxOHFg9u5JfNoX9/view?usp=sharing

domingo, 17 de novembro de 2019

SANTA ISABEL DA HUNGRIA


Santa Isabel da Hungria sempre teve como premissa a humildade, servindo aos doentes e mais pobres. Filha de André II, rei da Hungria, nasceu em uma época em que os acordos se firmavam com o casamento. Assim, ela foi prometida em casamento para o Luís IV (duque hereditário da Turíngia) aos quatro anos de idade, casando-se aos 14 anos.
Mulher de oração e de tamanha generosidade em meio a todo o sofrimento, sempre foi socorrida por Deus diante de suas ações. Em uma determinada situação, ao ser avisado pelos nobres da corte de que a esposa havia acolhido um leproso sobre o próprio leito, Luís correu para lá enojado, achando que a esposa havia enlouquecido, mas os olhos de sua alma se abriram e ele contemplou uma imagem de Cristo Crucificado.
Quando casada e com três filhos, perdeu o marido em Cruzadas a caminho da Terra Santa, sendo expulsa da corte pelos cunhados. Numa noite fria de inverno, ela saiu carregando suas crianças pequenas, enfrentando gelo e neve, dirigindo-se a aldeia onde não conseguiu acolhimento pelos moradores que foram proibidos de ajudá-la sob pena de castigo. 
Isabel teria ficado em situação complicada se não fosse resgatada mais tarde por sua tia Matilde, Abadessa do Convento Cisterciense de Kitzingen. Seu tio Otão, que era Bispo de Bamberg, tentou convencê-la a se casar novamente com outro príncipe europeu, mas Isabel não quis. Foi então que tomou a decisão mais difícil de sua vida: preferiu confiar a seus parentes a educação dos três filhos - Hermano, Sofia e Gertrudes - e quis tomar o hábito da Ordem Terceira de São Francisco, junto de suas duas fiéis damas de companhia Judite e Isentrude.
Algum tempo depois, entretanto, os cavaleiros que tinham acompanhado o Duque da Turíngia à cruzada voltaram, trazendo seu corpo. Corajosamente enfrentaram os Príncipes, irmãos do duque falecido e exprobraram-lhes a crueldade praticada contra a viúva do seu próprio irmão e contra seus sobrinhos. Os príncipes não resistiram às palavras dos cavaleiros e pediram perdão a Santa Isabel e a restauraram em seus bens e propriedades. Também o Papa havia forçado Henrique a devolver a coroa e a fortuna à cunhada, sob pena de excomunhão.
Isabel preferiu viver na pobreza absoluta, o que muito desejava, retirou-se primeiro para Eisenach, depois para o Castelo de Pottenstein e, finalmente para uma modesta residência em Marburgo. Ali fundou um hospital com parte da herança do marido e passou a viver numa humilde choupana, de onde atendia os pobres que acolhia. A capela do Hospital de Marburgo foi dedicada em honra a São Francisco de Assis.
Dias antes de sua morte, Nossa Senhora apareceu-lhe cercada de anjos e prometeu-lhe o céu, visão esta que causou profunda alegria ao coração de Isabel. Faleceu na noite de 17 de novembro de 1231, com apenas 24 anos. Foi sepultada com grandes honras e seu túmulo foi e ainda é palco de inúmeros milagres realizados por sua intercessão.
Foi canonizada pelo Papa Gregório IX em 1235. Também o seu marido Luís e a sua filha Gertrudes seriam elevados à honra dos altares e honrados como santos.
Santa Isabel da Hungria, rogai por nós!


Referências: 





Fraternalmente, 

Mayra Caroliny de Oliveira Santos, JUFRA/ OFS 
Secretária Nacional para a Área NE A
Secretária Fraterna Regional - NE A2 Ce/Pi
Fraternidade Nossa Senhora das Graças, Floriano/PI
(89) 9 9430 6942 (Claro)

Francisco Carlos Rocha, JUFRA/OFS
Assessor da Rede de Benfeitores da JUFRA do Brasil
Secretário Regional de Formação - NE A2 Ce/Pi
Fraternidade Nossa Senhora das Graças, Floriano/PI                                                                   rcarlos.rocha13@gmail.com                                                                                                    (89) 99433 3291 (Tim)

sábado, 2 de novembro de 2019

II SEMINÁRIO NACIONAL DA JUFRA EM IMMF




Irmãos e irmãs, desde já, sejam bem vindos ao II Seminário Nacional da Juventude Franciscana, que nessa ocasião se debruça sobre o serviço da IMMF. A partir daqui, deixemo-nos tocar pela sensibilidade de nossas crianças e adolescentes, e assim sejamos tomados pela graça de Deus.

Abaixo, temos o formulário de inscrição e documentos muito importantes que precisam ser lidos e entendidos previamente à realização do Seminário. Todos estão disponíveis no link disponibilizado. Baixem, leiam, preencham conforme as orientações o quanto antes, para nos prepararmos de todo o coração para nosso encontro. E até logo!


FAÇA A SUA INSCRIÇÃO >>>
 https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScnPwL50qvxPvdtd5_15gvPGUn0REIOY1SVWLZbWQcRdluDRQ/viewform



Fraternalmente
Equipe do Seminário Nacional em IMMF


01 - CARTA DE CONVOCAÇÃO
https://drive.google.com/file/d/1nCxDv2Pxlx7EHgQUf577X3ol8SVfGL4w/view?usp=sharing

02 - ORIENTAÇÕES GERAIS
https://drive.google.com/file/d/1BpJYN4ZXue-haFoUeRiQMgr7rQVqeAbG/view?usp=sharing

03 - AGENDA
https://drive.google.com/file/d/1ZY4i2NxpQI2JgP-hI9rxcbMCAHjAdPP2/view?usp=sharing

04 - MAPEAMENTO DAS REALIDADES
https://drive.google.com/file/d/1gehK4D9nRZQCPahJV9Wn9Vhr2oslpeeO/view?usp=sharing

05 - AUTORIZAÇÃO PARA MENORES PARTICIPAREM DO ENCONTRO (AUTENTICADO EM CARTÓRIO)
https://drive.google.com/file/d/1jwb1ewUtASCN_sxpy28Xzqg_-UOPLIdX/view?usp=sharing

06 - FORMULÁRIO DE AUTORIZAÇÃO DE VIAGEM DE MENORES (2 VIAS AUTENTICADAS EM CARTÓRIO)
https://drive.google.com/file/d/1Qba31XPrEabNMaeudjaHx-gW9fLiY9D-/view?usp=sharing

07 - BANNER DO ENCONTRO
https://drive.google.com/file/d/1cdPFX6ZMZQ9aX47pe4dD6q_iwa1PBSP1/view?usp=sharing

08 - TRABALHO PREPARATÓRIO PARA O SEMINÁRIO
https://drive.google.com/file/d/1cy3C7CZyJjkQjvej-zq5KlILp6Ok6gG6/view?usp=sharing

09 - COMUNICAÇÃO DA JUFRA AO RESPONSÁVEL
https://drive.google.com/file/d/1imNiLGLQZ9actD67Gd_zjZEO6Td_2Lst/view?usp=sharing



BANNER OFICIAL


NOS AJUDE A FAZER O SEMINÁRIO ACONTECER!

Para a realização do nosso Seminário de IMMF, que acontecerá de 22-24 de novembro, em Brasília, contávamos com um valor destinado ao projeto pela Missão Central da Alemanha. Ocorre que, desde que o dinheiro foi oficialmente liberado para a JUFRA do Brasil, vários entraves dificultaram a finalização desse processo, relativos desde ao CNPJ da própria JUFRA, mudança nos titulares da conta do Banco (que são alterados a cada triênio) e documentos necessários para a liberação do dinheiro. Assim, mesmo que muitos passos foram dados e chegamos nos últimos procedimentos, ainda é necessário o pagamento de um imposto que só é possível pela emissão de guia pela Secretaria da Fazenda do Estado do Rio de Janeiro.
Mas, devido ao curto espaço de tempo que nos separa do nosso evento, não podemos mais esperar e devemos agir, confiando na providência divina, para possibilitar a realização do tão sonhado Seminário de IMMF, mesmo que o dinheiro ainda não esteja em nossas mãos – muito embora, com a graça de Deus, em breve estará. 

Por isso, gostaríamos de solicitar aos irmãos e irmãs dos regionais que tentem articular doações ou empréstimos para viabilizar a compra imediata das passagens aéreas dos convocados (secretários regionais de formação e IMMF e uma criança por área), além do pagamento das inscrições (R$ 200,00 para os convocados e 100 para convidados), na perspectiva de estarmos todos juntos e em comunhão, em menos de um mês. Àqueles que evidenciarem dificuldades ou estiverem impossibilitados de fazer essa articulação, solicitamos que nos relatem também, para que a equipe de organização do Seminário possa ajudar. 

Vamos, unidos, fazer esse Seminário acontecer! Com confiança no nosso Deus e com as bênçãos de nosso Pai São Francisco e nossa mãe Santa Clara.

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

FRANCISCOS DA AMAZÔNIA



" Irmãos e irmãs, Paz e Bem!
Apresento a todos nossa 4º edição do projeto “Franciscos da Amazônia” na Área Norte.
As Fraternidades de Jufra da Área Norte estão convocadas a darem vida a esse projeto, realizando esse encontro e se comprometendo com a ação concreta.

Diante de todos os acontecimentos que têm causado danos em nossa Amazônia e em sintonia com o Sínodo para a Amazônia, esta edição vem como convite para exercermos o nosso compromisso franciscano de vida e praticar a Fraternidade universal. Sejamos sempre atentos à necessidade do outro. Vamos refletir e agir juntos em prol da vida.

Que possamos nos unir cada vez mais como irmãos, Fraternidades e família para que juntos sejamos o instrumento da paz e do bem. Nesse sentido de pertença a uma família, convido todas as Fraternidades da Família Franciscana a realizarem junto com os jufristas esse encontro e a ação concreta.

Agradeço aos secretários regionais por contribuírem e se comprometerem na realização de mais uma edição do nosso projeto Franciscos da Amazônia: o apoio de vocês é fundamental. A Amazônia precisa do nosso cuidado e atenção e cada Fraternidade dessa área é corresponsável nas lutas em defesa de nossa casa comum e da vida. Então, vamos ser presença franciscana em nossas realidades e dar vida a esse projeto.  

Desejo um bom encontro a todos! "
  
Fraternalmente
Adrielly Alves
Secretária Nacional da JUFRA DO BRASIL para a Área Norte Triênio 2019 – 2022


BAIXE O MATERIAL >>> https://drive.google.com/open?id=1ETcd2FWD3HNaK9nLbWUQ2MDywxxhZJIp <<<

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

UMA IGREJA COM O ROSTO AMAZÓNICO E INDÍGENA



A Igreja tem vivido a experiência de verdadeiros sopros da divina Ruah, que ventilam nossas estruturas, olhares e dimensões da nossa fé. Recentemente vivemos atividades voltadas para o protagonismo do laicato, em seguida refletimos a dimensão da fé e do discernimento vocacional da juventude.
Agora, estamos voltando nossos olhares para a região da Pan-amazônica, nossa presença e relação com os povos originários. Por isso, é oportuno entender o Sínodo dos Bispos como uma reorientação das práticas e vivências pastorais na região amazônica, buscando novos caminhos, ou como diria São Francisco, novas formas de caminhar, nos quais a Igreja possa retornar às suas raízes, sempre num processo de redescoberta, purificação e vivência autêntica do grande conteúdo da mensagem de Jesus, reencarnando-a em nosso tempo.
  E na busca por uma autentica vivência do evangelho, que o Papa Francisco em janeiro do ano de 2018 viajou ao Peru, precisamente para Puerto Maldonado, e lá dirigiu-se a um encontro com os povos indígenas da Amazônia peruana, com o intuito de ver e ouvir os povos da região. Após todo o processo de escuta, Francisco anunciou: “Hoje aqui inicia o Sínodo para a Amazônia”.
   A igreja nos propõe através do Sínodo a reafirmarmos nossa “opção sincera em defesa da vida, defesa da terra e defesa das culturas”. De forma que, o Sínodo possa ser um espaço para o diálogo com os povos nativos, resgatando as tradições, direitos e a espiritualidade, de modo que os povos indígenas da Amazônia sejam “os principais interlocutores” nesse processo e, assim, “dialogando com todos, podeis plasmar uma Igreja com rosto amazônico e uma Igreja com rosto indígena”, afirmou o Papa Francisco.
O sínodo nos guia através do seguinte tema: “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”. Nesse sentido, somos convidados enquanto cristãos, e sobretudo franciscanos, a juntamente com a Igreja abraçar esta missão, e idealizar “novos caminhos”, e não apenas nos ater aos velhos, sendo ousados na busca de uma ecologia integral, pois os ‘novos caminhos’ exigem ‘avançar no caminho de uma conversão pastoral e missionário.
Desse modo, é importante compreender que no âmbito da Igreja no Brasil existem várias missões pastorais para a região pan-amazônica, apoiando  as comunidades indígenas. Todavia elas estão longe de uma plena participação nos processos de evangelização, já que a igreja reserva:

 “Aos ministérios de liderança eclesial mais decisiva, como a dos presbíteros ou bispos, a Igreja exige, além do celibato, formação acadêmica, culturalmente inadequada e, economicamente, inacessível aos povos indígenas “(...) Para os povos indígenas, o problema de uma Igreja alienígena não é a cor branca dos seus representantes, mas a incapacidade deles, de falar a sua língua, conhecer seu passado, comer a sua comida e compreender seu pensamento.” (Paulo Suess)

      Baseando nesse contexto, é de fundamental importância compreender que, ao contrário do que muitos pensam, o Sínodo não tem a pretensão de domesticar os povos nativos da região pan-amazônica, uma vez que, segundo o Papa Francisco “a Igreja se esqueceu da maneira adequada de se aproximar de um povo, acabou não se inculturando e chegou a menosprezar determinados povos. E, até hoje, nos lamentamos desses fracassos”.
   Reafirmando a intencionalidade e um novo impulso de caminhar nesta porção de terra, um significativo número da assembleia sinodal assinou o Pacto das Catacumbas pela Casa Comum. Depois de 50 anos da assinatura do primeiro Pacto das Catacumbas, os novos signatários reafirmam o desejo de “assumir uma Igreja com rosto amazônico, pobre e servidora, profética e samaritana”, onde os povos originários são o alvo do compromisso e opção preferencial, sendo os novos protagonistas na Igreja e na sociedade. O documento também ratifica e convida à “abandonar, como decorrência, em nossas paróquias, dioceses e grupos de toda espécie de mentalidade e postura colonialista, acolhendo e valorizando a diversidade cultural, étnica e linguística num diálogo respeitoso com todas as tradições espirituais”.
Peçamos a Deus para estar sensíveis e abertos para experimentar a força do Evangelho atuando por meio dos “numerosos povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, migrantes, comunidades na periferia das cidades desse imenso território”. Que o encontro com esses povos nos interpele e nos convide a uma ecologia integral, vivendo de forma mais simples e fraterna, “assumindo diante da avalanche do consumismo um estilo de vida alegremente sóbrio, simples e solidário com os que pouco ou nada tem” (Pacto das Catacumbas pela Casa Comum).


Fontes:

Patrick Martins Santos
Secretário Regional de Formação - Nordeste B4

Muhammed Hochay da Costa Araújo
Secretário Regional de Formação - Nordeste A3