sexta-feira, 31 de maio de 2019

Semana Nacional de IMMF 2019



A semana nacional de Infância, Micro e Mini Franciscanos (IMMF) aconteceu de 03 a 13 de maio, neste ano (2019) em nossa sexta edição a maioria dos secretários regionais de IMMF decidiu falar sobre: Família. Logo definimos o tema: minha família é igual as outras?


Compreendemos que há diversas constituições familiares e nossas crianças e adolescentes não são exceção! A família deixou de ser o centro reprodutivo e tornou-se espaço de afeto e amor, surgindo novas e várias representações sociais para ela. Portanto entendemos como família o vinculo afetivo entre criaturas de Deus, Não importa se um só tem mãe, se outro mora com a avó ou com o tio, ou somente com pai, ou ainda pai, mãe e irmãos, o essencial que cada família possua DEUS no centro de suas vidas.
            Para montar o encontro contamos com a ajuda de: irmão Jefferson Eduardo dos Santos Machado (Ordem Franciscana Secular – OFS), Lídia Natasha (Jufra) e Maria Joaquina (Jufra)
            Antes da data programada para semana nacional de IMMF publicamos fotos com diversas constituições familiares, posteriormente convidamos toda a família franciscana para mostrar a sua família para nós, marcando no instagram as #jufradobrasil #semananacionalimmf2019 (Como forma de incentivo os secretario nacionais da Jufra mostrarem a sua família).


Resultados da semana de IMMF


As fraternidades se organizaram e prepararam os encontros e realizaram em diversos estados do Brasil. Duas fraternidades de immf nasceram desde encontro, algumas fraternidades de jufra e OFS realizaram o encontro entre seus membros como forma de conhecer os materiais e a secretaria de IMMF.

Recebemos fotos de vários lugares do pais, dentre essas, tivemos fotos de famílias de IMMF, de jufristas, da ofs, dos frades e das irmãs, assim como fotos dos encontros realizados com a IMMF e também com seus pais.
Percebemos através dos encontros que algumas crianças tinham a ideia de que família é: pai, mãe e filhos. Entretanto foi encantador ver os outros irmãos da IMMF explicaram a seus colegas que eles tem uma constituição familiar diferente e que eles são uma família também, através de algumas resistências concluímos juntos que família é vinculo de afeto e que é essencial buscar a Deus e exercitar nossa fé.

Buscamos também nos aproximar das famílias das IMMF, mostrando o encontro e refletindo em conjunto sobre como podemos educar melhor nossas crianças e adolescente, pois eles são o futuro do mundo e nós somos seus espelhos de fé, amor, caráter, amizade, entre outros. Que possamos fazer poucas coisas, mas faze-las bem feito.

Mas Jesus lhes ordenou: “Deixai vir a mim as crianças, não as impeçais, pois o Reino dos céus pertence aos que se tornam semelhantes a elas”.
Mateus 19:14

Daniele Pereira Mendes
Secretária Nacional de Infância Micro
e Mini Franciscanos (2019-2021)

Sabrina Ferreira da Silva
Secretária Nacional de Infância Micro
e Mini Franciscanos (2016-2019)

Felippe Manoel de Lima Pinheiro
Secretário Nacional de Comunicação Social,
Registro e Arquivo (2019-2021)



Confira todas as fotos em nosso Facebook e Instagram:


terça-feira, 21 de maio de 2019

NOTA DE PESAR - Frei Nazário





Hoje recebemos o comunicado do falecimento de Frei Nazário, OFMCap (como era conhecido), primeiramente, com muita tristeza. Perdemos o Pai da JUFRA dos Regionais Ceará e Piauí. Aquele que durante tantos anos orientou, cuidou e animou o carisma no Nordeste. Que dedicou sua vida pela comunhão das fraternidades, pelo crescimento dos irmãos e pela vocação de cada pessoa que encontrava pelo caminho.

Que fraternidade não possui na história os passos desse querido? Quantas vezes saímos pelas cidades e reunimos os jovens para falar de JUFRA, a partir da coragem desse Assistente? Quantos de nós esquecemos o medo e fomos tomados pelo espírito sonhar de quem acreditava que a JUFRA podia tudo? Quantos jufristas assumiram serviços locais, regionais e nacionais por terem a garantia de sua presença e amizade? Quantas vezes testemunhamos ele chegar em nossas fraternidades, encontros e congressos, tomar a palavra e nos renovar a alma, os compromissos e os caminhos? São muitas memórias! Amado e também incompreendido nesse grande amor pela JUFRA, transpôs barreiras, superou dificuldades, amou acima da medida, expôs-se a tudo para defender seus ideais e escrever preciosas páginas na história da JUFRA do Brasil. Seu grande entusiasmo pela vida de frade, o levou a ser um assistente amigo da JUFRA, com instinto de Pai e humildade de irmão.

A tristeza vai sendo tomada pela nostalgia, e logo, bate um sentimento único de que ele merece o descanso eterno. Ele que tanto nos animou enquanto Família Franciscana, especialmente, nós Juventude Franciscana, não podemos nos tomar pela tristeza. Frei Nazário agora anima o céu! Merece encontrar nosso Pai Francisco no céu e contar os “causos” da caminhada que tanto nos arrancavam risos sinceros!

Nem todos os irmãos em suas fraternidades locais saberão quem foi esse frade, mas em uma comparação justa, ele foi nosso Frei Eurico de Melo. Devemos ao seu companheirismo e ousadia, a maioria das fraternidades de JUFRA do Ceará e Piauí. Devemos ao seu cuidado, a proximidade que temos hoje com os Assistentes Espirituais. Devemos ao seu amor, as estruturas físicas que nos amparam tantas necessidades. Devemos a sua coragem, os caminhos que encontramos abertos e solícitos. E, devemos, não por fim, mas sobretudo, a sua acolhida e alegria, por nossa diversidade e comunhão.

Em comunhão com esse momento, pedimos que toda as fraternidades de JUFRA do Brasil celebrem em suas fraternidades locais a memória desse Assistente que tanto fez pela nossa história.

OBRIGADA FREI NAZÁRIO, por nos ter com amor e ternura todos os anos de sua vida! Dai-lhes agora Senhor o descanso merecido e eterno! E que sua vida seja testemunho para toda JUFRA e Assistência Espiritual.


Brasil, 21 de maio de 2019
Por Jéssica Lima, OFS/JUFRA



terça-feira, 14 de maio de 2019

NOTA EM DEFESA DO DIREITO À EDUCAÇÃO E CONTRA O CORTE DE VERBAS



NOTA DA JUVENTUDE FRANCISCANA DO BRASIL EM DEFESA DO DIREITO À EDUCAÇÃO E CONTRA O CORTE DE VERBAS 



O direito à educação de qualidade é um princípio fundamental previsto na Constituição Federativa do Brasil de 1988 (Art. 6), a partir deste direito se efetiva o desenvolvimento do país e a justiça social. Sendo estruturada pela LDB (Lei de Diretrizes e Bases, Lei n° 9.394/96), a “educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais”.

No entanto, este direito vem sofrendo ataques, com cortes que vão desde a educação básica à graduação e pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado). No dia 29 de março, o Governo Federal publicou o decreto n° 9.741 no qual dispõe sobre o congelamento de recursos, que na educação chega a um total de 30%. Todos esses cortes no orçamento do ensino superior poderão inviabilizar a continuidade das universidades públicas e institutos federais, em vista que prejudica a manutenção, pagamento de funcionários terceirizados, de água, luz e materiais.

Esta situação nos traz preocupação e indignação, pois a falta dos recursos para a manutenção ataca, inclusive de forma estrutural, o direito à uma educação pública, gratuita e de qualidade. E, portanto, de forma direta os mais pobres que veem a educação como porta de ascensão para uma vida de estabilidade. Isso se evidencia com os dados da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) em que mais da metade dos alunos das universidades federais são de baixa renda e integram famílias que ganham por mês menos do que um salário mínimo per capita. É importante destacar ainda, que nos últimos anos fica nítido a inserção dessas famílias no ensino superior, vendo em seus filhos e netos a realização de um sonho e um direito que para si lhes foi negado. Graças também aos diversos programas instituídos pelo MEC e bolsas de assistência estudantil que permitiram a permanência desses jovens no desenvolvimento de atividades de pesquisa, extensão e ensino. O que nos mostra que todas as aberturas nas universidades são sinônimos de crescimento social e que os cortes significam o fim. 

No ano de 2015, o Papa Francisco alertou que “a educação tem-se vindo a tornar elitista e seletiva. Os que tem certo status social ou econômico tem acesso à escola. Quem não o tem, não tem acesso à educação”, e estamos agora acompanhando um processo que pode concretizar o fortalecimento de uma educação privada, elitista e seletiva. E nós, como Juventude Franciscana do Brasil, temos o compromisso de lutar pela igualdade que vem do ensino público de qualidade, que integra e é forma de desenvolver a invejável capacidade da nossa juventude brasileira, ascensão e promoção da dignidade humana e de melhorias na vida dos mais pobres.

Por isso, nós jufristas temos o dever de lutar da maneira que pudermos, com a nossa fala em redes sociais como também com nossa participação de forma direta na luta pelos direitos sociais e pela educação para todos. Conclamamos a todas as Fraternidades Locais e Regionais a empenharem-se nesta luta, e de forma concreta no dia 15 de maio, fortalecendo a paralisação nacional em defesa da educação, contra os cortes e a Reforma da Previdência em todo o Brasil. Vamos às ruas defender a vida em plenitude que também se reflete no direito à educação.


Fraternalmente,
Juventude Franciscana do Brasil

quarta-feira, 1 de maio de 2019

DIA DE LUTA DOS TRABALHADORES/AS

Foto: Católicos/as Contra o Facismo


        “No ventre de Maria, Deus se fez homem
         Mas na oficina de José Deus também se fez classe.”
         (Dom Pedro Casaldáliga)

Saudações fraternas, a todos/as nós jufristas, trabalhadores/as e/ou filhos/as da classe trabalhadora. O 1° de Maio é um dia marcado pela luta e pela reivindicação dos trabalhadores que foram as ruas de Chicago/EUA em 1886, pela redução da jornada de trabalho. São Francisco, desde muito cedo, se opôs a sua posição privilegiada de pertencente à elite econômica e passou a atuar na garantia da vida e dignidade dos empobrecidos. A luta pela vida e dignidade de nós trabalhadores também faz parte do carisma franciscano e urge a necessidade de assumirmos esse aspecto de forma concreta. Estamos vivenciando as consequências desastrosas da “reforma” trabalhista que entrou em vigor desde novembro de 2017. (Lei N° 13.467, de 13 de Julho de 2017)
Uma lei que foi aprovada sob as promessas mentirosas de aumento das vagas de emprego e da redução das taxas de informalidade no mercado de trabalho. Uma lei que alterou pontos cruciais, feriu e trouxe o desmonte das conquistas históricas da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). Reforma esta que amplia a jornada de trabalho para o máximo de 44 horas semanais, 220 horas mensais e até 12 horas diárias, desde que seja respeitada as 36 horas subsequentes de descanso, além do tempo de descanso que passa a ser de 30 minutos. Este desmonte das leis trabalhistas ainda permite a contratação de empresas e trabalhadores terceirizados para a realização de funções relacionadas às atividades principais do negócio, sendo estes empregos com condições precárias e insalubres. Além disso, permite que mulheres grávidas e lactantes possam trabalhar em ambientes insalubres de qualquer grau. Pra completar o pacote de maldades aprovado nessa reforma, está a proposta de relação direta entre patrão e empregado, nas decisões e mediações a cerca das condições de trabalho, abdicando da importância que têm os órgãos da justiça do trabalho na garantia de medidas protetivas do trabalhador. E o fim da contribuição sindical obrigatória que tem por consequência o sucateamento e falência das organizações sindicais, instrumentos importantíssimos para a organização e luta da classe trabalhadora.
Atualmente a taxa de desemprego no país subiu para 12,4% e chega a atingir 13,1 milhões de pessoas. Sendo que cerca de 4,9 milhões, estão sobrevivendo sem nenhuma perspectiva e desistiram de procurar emprego, formando um número exorbitante de pessoas desalentadas. (IBGE, 2019) E nos entristece saber que a maior público atingido por esses índices de desemprego e desalento são as juventudes, que se vêm ainda mais massacradas e sem horizontes de futuro com a atual proposta de “reforma” da previdência, que está em processo de tramitação no Congresso Nacional. (PEC 6/2019)
Esta reforma da previdência propõe o aumento do tempo de contribuição de 15 para 20 anos, prejudicando principalmente as mulheres; propõe o fim da aposentadoria especial para os trabalhadores rurais, colocando em risco o acesso a esse benefício; além de outras medidas temerosas, com essa PEC (Proposta de Emenda à Constituição), se passaria a exigir 60 anos de idade e 30 anos de contribuição para a aposentadoria de professores e professoras. Portanto, se faz urgente a discussão e reflexão em nossas fraternidades locais, sobre essas e outras questões que atingem de forma direta ou indiretamente os nossos cotidianos. E a luz da fé, fazer a opção evangélica em defesa dos trabalhadores/as, oprimidos/as por essas condições, que degradam suas condições de vida e dignidade humana. E se faz necessário nos reafirmar CONTRA essa reforma da previdência em defesa da aposentadoria e a favor da revogação da reforma trabalhista.

Fraternalmente, 

Lucas Tadeu Rodrigues Lins
Fraternidade Sagrado Coração de Jesus
Secretário Regional de DHJUPIC (NE A2 CE/PI)

http://www.jufracepi.org/2019/05/dia-de-luta-dos-trabalhadoresas.html

quinta-feira, 25 de abril de 2019

VI Semana da Infância Micro e Mini Franciscanos da JUFRA do Brasil

https://drive.google.com/open?id=1Rfdm9VKDjB1lfp4cU8foLGiEyraWCgOE


Irmãos e irmãs, toda paz e todo bem! 

De 03 a 13 de maio deste ano realizaremos VI Semana da Infância Micro e Mini Franciscanos da JUFRA do Brasil! E esse ano, após uma discussão com a maioria dos secretários regionais de IMMF foi decidido falar sobre família

Aparentemente, um assunto simples, fácil de ser conduzido para as crianças. Entretanto, é oportuno observar as diversas constituições de família atualmente existentes bem como estimular o diálogo familiar. 

A família deixou de ser o centro reprodutivo e tornou-se espaço de afeto e amor, surgindo novas e várias representações sociais para ela. As relações familiares são dadas a partir da dignidade de cada indivíduo, as pessoas passaram a viver em uma sociedade mais tolerante e com mais liberdade, buscando serem felizes sem se sentirem premiadas a ficarem inseridas em estruturas preestabelecidas e engessadoras. 

Dessa forma, criamos um encontro reflexivo e algumas oficinas com sugestões de atividades diversas para envolver nossos mini-franciscanos na discussão do tema para compreenderem que os modelos de famílias podem ser diferentes, mas o amor é igual em todas. Não importa se um só tem mãe, se o outro mora com a avó ou com o tio, ou somente com pai, ou ainda pai, mãe e irmãos, o essencial que cada família possua DEUS no centro de suas vidas. É importante ressaltar que o irmão Jefferson Eduardo dos Santos Machado – Formador da OFS Nossa Senhora Aparecida no Rio de Janeiro – aceitou prontamente o convite para elaboração do encontro reflexivo e mostrou-se muito grato em contribuir com esse material. 

O Agradecimento se estende ainda as irmãs Lidia Natasha– Seretária Regional de IMMF A4 – e a irmã Maria Joaquina – Secretaria Regional de IMMF A1 – que elaboraram as sugestões de atividades complementares. 

Gratidão pelo amor aos mini-franciscanos! 

E com a finalidade de ampliar a apresentação do tema, seguem ainda diversas propostas de atividades complementares e um encarte com sugestões de dinâmica para que a fraternidade de JUFRA local possam fazer com os pais das crianças. 

Afinal, não dá para falar de família sem tê-la por presente junto da família franciscana – uma excelente oportunidade inclusive de vocação para OFS ao trazer esses pais para próximo da família franciscana. 

Registrem os encontros, as atividades, o teatro e tudo mais que realizarem com nossos minifranciscanos e suas famílias com fotos e vídeos e usem as #semananacionaldeIMMF2019 #jufradobrasil. 

As fraternidades que ainda não tem IMMF podem usar esse material para dar os primeiros passos. 

BAIXE AGORA O MATERIAL COMPLETO: https://drive.google.com/open?id=1Rfdm9VKDjB1lfp4cU8foLGiEyraWCgOE




Danielle Pereira Mendes 
Secretária Nacional de Infância Micro e Mini Franciscanos 
(2019-2021) 

Sabrina Ferreira da Silva 
Secretária Nacional de Infância Micro e Mini Franciscanos 
(2016-2019)

sábado, 20 de abril de 2019

Colegiado de Assistência Espiritual lança Carta Pascal à Jufra do Brasil



            Queridos irmãos e irmãs jufristas de todo o nosso Brasil,
            Que o Senhor lhes dê a sua paz!


Nestes dias a novidade despertada pelo mistério pascal toma conta da Igreja e nos envolve profundamente de modo a fazer nascer em nós uma vida renovada e alegre! O Senhor, pela boca do profeta Isaías (43,19), assim anuncia e questiona: “Eis que farei uma coisa nova, ela já vem despontando: não a percebeis?” Com toda certeza, todos nós, de alguma forma, desde que as águas de março tocaram nossos pés e refrescaram de dentro para fora o vigor da nossa juventude franciscana fomos surpreendidos pela bela novidade dos irmãos e irmãs que chegaram assumindo o serviço no Secretariado Fraterno Nacional. Também em igual modo rendemos profunda gratidão aos irmãos que se despediam de um trabalho tão admirável já realizado e das ricas partilhas de caminhada enquanto JUFRA NACIONAL.  

Quando o profeta Isaías nos pergunta sobre a habilidade de perceber as coisas novas, coloca-nos diante da importante consideração: Nada poderá se fazer novo em nós se de antemão não nos houver a sensibilidade e docilidade para sentir o suave e constante toque do mistério que a tudo faz viver em plenitude pela força da Ressurreição. A sensibilidade e a docilidade são como as janelas de uma casa: a luz do sol, embora seja intensa e envolva a casa por fora, só poderá visitar e iluminar todos os cômodos da construção, se as janelas e portas estiverem escancaradas. Volta-nos à memória o apelo forte de São João Paulo II no início de seu pontificado em 1978: “Não, não tenhais medo! Antes, procurai abrir, melhor, escancarar as portas a Cristo!” É perigoso deixar entrar ou dar o primeiro lugar de nossas vidas a qualquer outra coisa ou pessoa que não seja o Cristo! Do contrário, nascerá em nós a triste fragmentação de uma felicidade estéril e incompleta.

A atitude de ser sensível e dócil a Cristo e à sua novidade não nasce em nossa capacidade racional, nas nossas ideias, opiniões, habilidades técnicas, formação profissional ou cultural. Ser “escancarado (a) ” a Cristo é questão de coração, e sobre isto nós temos o privilégio de ter entre nós a chama viva e presente de um dos maiores peritos em humanidade e experiência do coração, depois de Jesus: o pobrezinho Francisco de Assis. Para o nosso Seráfico Pai, qualquer empenho, obra ou projeto que não nascesse do coração atingido pelo “Amor não amado”, o Pobre Crucificado, era demasiado frio e vão. Permitamos, portanto, que ele mesmo nos fale: “Inclinai o ouvido de vosso coração e obedecei à voz do Filho de Deus. Guardai em vosso coração os seus mandamentos e cumpri os seus conselhos com a mente perfeita. Proclamai-o, pois ele é bom, e exaltai-o em vossas obras; pois, com este intuito ele vos enviou por todo o mundo, para que, por palavras e obras, deis testemunho de sua voz e anuncieis a todos que não há ninguém além dele” (CO. 6-9).

No deserto do mundo, de onde poderia brotar a água que a tudo reanima? No meio das guerras declaradas ou mascaradas, de onde poderia vir a verdadeira paz? Entre os tantos semelhantes nossos engolidos pelo consumo, pela solidão, pelos emaranhados de uma vida virtualizada e distante, de onde poderia vir o sentido da vida que lhes preencheria a ponto de fazer brilhar seus olhos e sorrir seus lábios? No meio da fome do pão do diálogo e do sincero afeto, de onde poderia se construir a fraternidade? No meio da fumaça, da lama, da poluição, de onde poderia vir a restauração daquele belo jardim que nos foi dado de presente no início de tudo? Irmãos, no meio da morte, de onde se poderia vir a Ressurreição?

Não poderíamos ter dúvidas de que o Senhor respondeu a todas estas difíceis perguntas no dia em que Ele, pelo seu Santo Espírito depositou em nossas frágeis vidas o dom do Carisma Franciscano. Este é o nosso caminho de conversão íntima e pessoal; este é o nosso modo louco de mudar o mundo “normal”; esta é a nossa vida de santidade; este é, por excelência, o nosso caminho para o céu!  O nosso carisma é a vontade de Deus, é o Santo Evangelho a ser lido nas páginas de nossas vidas, sem medo da radicalidade ou do arriscar-se! É Ele quem chama e envia, e isso basta! Agora podemos entender o motivo pelo qual Francisco não hesita em pedir como lembrávamos acima: “Inclinai o ouvido de vosso coração; obedecei à voz; guardai em vosso coração; cumpri os seus conselhos; proclamai-o; exaltai-o; deis testemunho; e anuncieis”. Notemos a intensidade destes verbos! Tenhamos a certeza de que aí escondido está o profundo gesto de cuidado do nosso Pai Francisco ao nos dizer: é por aqui que se vai meus filhinhos, é por aqui! Não se afastem de seu carisma, nele está a Vida Nova!

A mais potente forma de Ressurreição e a que de fato importa é aquela que vem depois de uma total doação de vida pelo carisma, pelo ideal, pela causa do Evangelho. O Santo Padre, o Papa Francisco, no frescor de sua nova Exortação Apostólica Christus vivit nos lembra que o “Senhor «entregou o seu espírito» (Mt 27,50) numa cruz, quando tinha pouco mais de 30 anos de idade (cf. Lc 3,23). É importante tomar consciência de que Jesus foi um jovem. Deu a sua vida numa fase que hoje se define como a dum jovem adulto. Em plena juventude, começou a sua missão pública e, assim, brilhou «uma grande luz» (Mt 4,16), sobretudo quando levou até ao extremo o dom da sua vida. Esse final não foi improvisado, mas teve uma preciosa preparação em toda a sua juventude, em cada um dos seus momentos, porque «tudo, na vida de Jesus, é sinal do seu mistério» e «toda a vida de Cristo é mistério de redenção»” (23).

Este é o nosso grande desejo para esta Páscoa, caríssimas irmãs e irmãos Jufristas: que o primeiro (e o mais fundamental) passo rumo à revolução franciscana seja o de transformar-nos verdadeiramente em amantes do Carisma que recebemos. Isto é, viver o Santo Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, pobre e crucificado. Garante-nos o próprio Evangelho, se esta for nossa primeira e maior preocupação, tudo mais virá por acréscimo (Mt 6,33). Permita-se se fazer sensível a esta verdade! Ela liberta a fraternidade de ser uma mera reunião de pessoas com ideias diversas e conflituosas; ela liberta o diálogo de ser uma troca egoísta de farpas que ferem a tão sonhada minoridade; ela liberta o silêncio da vida de oração de ser rejeitado em nome de palavras vazias e numerosas; ela liberta o compromisso com o respeito acima de tudo de ser denegrido pelas avassaladoras “fake News”; ela liberta o amor pelos pobres por causa de Cristo de ser confundido como razão para a incitação à violência e ao ódio; ela liberta a Vida de ser um barato produto de sobrevivência a preço de mercado.  

No fundo, descobrimos que a Páscoa é fruto de um longo caminho de reconstrução da nossa Igrejinha em ruínas. A graça de Deus se encontra e se casa com nosso profundo desejo de servi-lo. Daí nasce a reconstrução, a ressurreição de Cristo em nós. Cada irmãos e irmã jufrista deste Brasil é um tijolo único e insubstituível aos olhos do Pai das Misericórdias. Ele nos deu uns aos outros, e não foi por acaso, antes, quis a Divina Providência que estivéssemos lado a lado e de mãos dadas lembrando-nos uns aos outros que Cristo “está em ti, está contigo e jamais te deixa. Por mais que te possas afastar, junto de ti está o Ressuscitado, que te chama e espera por ti para recomeçar. Quando te sentires envelhecido pela tristeza, os rancores, os medos, as dúvidas ou os fracassos, Jesus estará a teu lado para te devolver a força e a esperança” (Christus vivit, 2). Ele vive e não nos abandona porque seu nome é AMOR!

Feliz e Santa Páscoa!
Paz e Bem!

Solenidade da Páscoa do Senhor – 2019


Frei Henrique Ferreira dos Santos, OFMCap
Irmã Viviane Ramos da Costa, FDM
Frei Túlio de Oliveira Freitas, OFM

Assistentes Espirituais Nacionais
da Juventude Franciscana do Brasil

Carta por ocasião da Semana Santa e da Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo

Carta por ocasião da Semana Santa e da Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo 

“O Amor não é amado! Como os homens podem amar uns aos outros e não amar o Amor?” 
São Francisco de Assis 


Rio de Janeiro, 20 de abril de 2019. 

Paz e bem, irmãos e irmãs da OFS e da JUFRA do Brasil! 

É com grande amor e fé que somos chamados a viver a experiência desta Semana Santa do ano de 2019! Essa ocasião é momento propício de recolhimento, conversão, amadurecimento da fé e abertura para o diálogo com Deus, com Sua Igreja e com a sociedade, recordando, de modo especial, os 800 anos do encontro e conversa entre Francisco e o Sultão, sinal concreto da crença e vivência do Evangelho de Jesus Cristo. 

Para nós, franciscanos seculares, a Semana Santa é especial por diversos motivos. O primeiro deles é que ela nos recorda o “sim” de Santa Clara, representado por seu gesto corajoso no Domingo de Ramos de 1212, renunciando a uma vida de luxo e riqueza, abrindo mão de seus ricos trajes pela túnica áspera, tomando como escolha de vida seguir a Jesus, assumindo a simplicidade, a pobreza e o despojamento, como decidira viver Francisco de Assis. 

O caminho de vida abraçado pelos santos de Assis nos é apresentado na Quinta-feira, no gesto do Lava-pés e da instituição da Eucaristia. Contrariando toda a vaidade e desejo de poder que permeiam a história da civilização, Jesus, o Verbo que se fez carne e habitou entre nós (João 1, 14), lava os pés daqueles que o seguem, demonstrado seu amor por cada um e colocando a humildade e o serviço como aspectos centrais de sua mensagem. Na Última Ceia, Jesus oferece Seu Corpo e Sangue ao Pai e o entrega aos seus apóstolos, concretizando sua permanência entre nós, nos encorajando a nos reunirmos e, recordando d'Ele, continuarmos a construção de um Reino de justiça e paz. 

Na Sexta-feira recordamos a imensurável dor da morte de Cristo no Calvário. Para Francisco, este aspecto da vida do Mestre só é compreensível pela ótica do amor. De acordo com um antigo escrito franciscano, intitulado “Considerações sobre os Sacrossantos Estigmas”, enquanto estava no Alverne, o Pobrezinho de Assis dirigiu a seguinte oração a Jesus: “Ó Senhor meu Jesus Cristo, duas graças te peço que me faças antes que eu morra: a primeira é que em vida eu sinta na alma e no corpo, quanto for possível, aquelas dores que tu, doce Jesus, suportaste na hora de tua arcebíssima paixão; a segunda é que eu sinta no meu coração, quanto for possível, aquele excessivo amor do qual tu, Filho de Deus, estavas inflamado para voluntariamente suportar uma tal paixão por nós pecadores”. Francisco abraçou o Evangelho de tal maneira que levava Jesus não apenas na sua boca, mas nos seus olhos, ouvidos, membros e coração. Ao fazer isto, com seu testemunho de vida, nos mostra a necessidade de nos afartamos da vivência infantil da fé. Sua experiência de passar do Evangelho à vida e da vida ao Evangelho nos desafia a enxergar a relação entre a Paixão de Cristo e sua vivência diária entre os pobres, pescadores, pecadores, iletrados, prostituras e demais marginalizados de seu tempo, sendo um convite para nós, cristão e franciscanos, tomarmos nossa cruz e sermos presença amorosa e integradora na vida dos excluídos, reforçando a opção preferencial pelos pobres, assumida por nossa Igreja. 

No Sábado Santo permanecemos meditando a Paixão e Morte de Cristo. Neste momento, recordamos que Ele desceu à mansão dos mortos. Aguardamos com as lâmpadas acesas, como quem espera alguém chegar. Esta espera, em oração e jejum, serenidade e simplicidade, esperança e confiança, nos recorda a sabedoria e sobriedade necessárias para passar pelas trevas, atravessadas por Jesus nesse período. Os desafios se apresentam em nossa vida familiar, profissional, pessoal, nos diversos aspectos de nossas vida, e, também, em fraternidade. Jesus, a luz de todo que Nele crê, nos guia pelas trevas e nos indica o caminho da terra prometida e da vida eterna. 

O Domingo é o dia mais importante para os cristãos, pois celebramos a Páscoa, que, em hebreu, significa passagem da escravidão para a liberdade. Com a ressureição de Cristo temos a destruição da morte e a confirmação da plenitude e eternidade da vida, dada a cada um de nós através do Amor Divino e da misericórdia do Pai. 

Que, através da celebração da Páscoa, façamos morrer tudo o que faz mal a nós e a nossos irmãos e, a exemplo de Francisco e Clara, abraçando o Amor que não é amado, sejamos novos homens e mulheres, que levam esperança, verdade e libertação. 

Uma Santa, Abençoada e Feliz Páscoa a todos! 

Fraternalmente, 
Maria José Coelho | Ministra Nacional da OFS
José Douglas Soares Cordeiro de Souza | Secretário Fraterno Nacional da JUFRA



terça-feira, 16 de abril de 2019

ANIVERSÁRIO DE FUNDAÇÃO DA ORDEM FRANCISCANA

Aniversário de fundação da Ordem Franciscana

Memória de São Francisco. Renovação da Profissão religiosa.


São Francisco de Assis, o místico cantor das criaturas, santo do Amor e da Fraternidade, renovador da sociedade no espírito do Evangelho, estigmatizado por Cristo após a sua conversão acolheu os discípulos que queriam ficar sob sua direção. Primeiro, foram doze, depois aumentaram cada vez mais. “A Ordem dos Frades Menores” brotou da mente e do coração de Francisco, que já era todo de Deus e das almas, em Rivotorto, na Porciúncula.

Ele escreveu breve Regra e foi a Roma com os onze primeiros discípulos. Obteve de Inocêncio III a aprovação da Ordem no dia 16 de abril de 1209 verbalmente. Seria esta a primeira Regra, perdida. Na volta de Roma passam por Orte e se estabelecem em Rivotorto perto de Assis, num rancho abandonado. Por escrito, obtém a aprovação de Honório III em 29 de novembro de 1223, com a Bula “Solet annuere“. A seus seguidores, o Pobrezinho os entregou seu amor à pobreza, sua mensagem de paz e bem e o código do Evangelho como norma de vida.

Os filhos de São Francisco estão espalhados por todo o mundo e desenvolvem atividades pastorais, missionárias, científicas, educacionais, sociais, de beneficência. Eles são o mais forte movimento no serviço da Igreja. Franciscanos chamam todos os que pertencem às três ordens introduzidas por São Francisco.
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PRIMEIRA ORDEM

Está dividida em três famílias:

Ordem dos Frades Menores: Propõem-se viver em conformidade com Cristo na pobreza evangélica, no apostolado da pregação aos fiéis e aos infiéis; 

Ordem dos Frades Menores Conventuais: Propõem-se a observar o Evangelho de Jesus Cristo vivendo em obediência, sem propriedade e em castidade e no apostolado em todas as suas formas, entre fiéis, dissidentes  e infiéis; 

Ordem dos Frades Menores Capuchinhos:  Proposta da imitação de Cristo no ascetismo e no apostolado, de acordo com a mais estrita tradição franciscana. 

No geral, os frades franciscanos da Primeira Ordem são cerca de 33 mil para cerca de 5 mil conventos religiosos no mundo.
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SEGUNDA ORDEM

Fundada por São Francisco na Porciúncula em 18 de março de 1212, quando ele recebeu Santa Clara e fundou a Ordem das Damas Pobres de São Damião. As Clarissas, divididos em famílias diferentes, são cerca de 20 mil em mais de 1.800 conventos.

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TERCEIRA ORDEM

Instituída por São Francisco em 1221, para convidar aqueles que vivem no mundo a uma vida evangélica mais perfeita. Hoje, divide-se em Ordem Terceira Regular (que vivem em comunidades), com cerca de 3 mil religiosos e cerca de 100 mil religiosas de várias congregações e institutos. E a Ordem Terceira Secular conta com cerca de 2 milhões de professos no mundo.

E aí estamos! A Juventude franciscana é o lugar onde os membros entre as idades de 14 e 30 anos - reunidos em fraternidade - abraçamos um verdadeiro espírito comunitário e desenvolvem um sentimento de pertença. Com espírito de comunidade, sentido de pertença e contínuo apoio da Ordem Franciscana Secular e dos assistentes espirituais franciscanos, crescemos em fraternidades nas experiência de vida cristã, à luz da mensagem de São Francisco de Assis, aprofundando a própria vocação no âmbito da Ordem Franciscana Secular.


Fonte: Província Franciscana

segunda-feira, 18 de março de 2019

NOTA POR OCASIÃO DO FALECIMENTO DE PAULO MACHADO

Nota por ocasião do falecimento de Paulo Machado
“Louvado sejas, meu Senhor, por nossa irmã a Morte corporal, da qual homem algum pode escapar. (...)
Felizes os que ela achar conformes á tua santíssima vontade,porque a morte segunda não lhes fará mal!” (Cântico das criaturas)

Rio de Janeiro, 18 de março de 2019.

É com o coração triste que comunicamos o falecimento de nosso amado irmão Paulo Machado da Costa e Silva. Após 101 anos de uma presença fraterna e de uma vida dedicada ao carisma franciscano, de modo especial à OFS, com coerência e amor, Paulo Machado nos deixou na madrugada deste dia 18 de março.
Paulo nasceu em Petrópolis, em 17 de maio de 1917, primogênito entre 9  filhos de Iria Maciél Costa e Silva e José Machado Costa e Silva. Ingressou na Ordem Franciscana Secular (OFS) e foi Ministro da Fraternidade Sagrado Coração de Jesus, em Petrópolis, e Ministro Nacional, além de Conselheiro Internacional e Assessor Jurídico Nacional. No Capitulo Eletivo Nacional de 2012, ocorrido em Manaus, foi declarado pela Assembleia como Assessor Jurídico Vitalício da OFS do Brasil.
Para fazer memória da vida deste irmão, retomamos as palavras de Frei Almir Ribeiro, OFM, por ocasião de uma visita feita a Paulo Machado no ano de 2017: “Ali estava um pai de família extremado, professor de português e de história, vereador, advogado, assessor da Câmara Municipal, sobretudo um homem reto, um ser humano límpido e transparente, um cristão, um devoto profundo de Maria e honra da Família Franciscana de modo especial dos franciscanos seculares. Exerceu cargos na OFS em muitos escalões. Foi colaborador na redação da preciosa Regra dos terceiros, aprovada pelo Papa Paulo VI em junho de 1978. Um homem que concretizava o ideal do cristão leigo franciscano vivendo no mundo e sempre com o coração a dizer que ele  precisava ser contemplativo. Um contemplativo na ação. Nos últimos anos andou se despojando de tudo e passou a viver  apenas com o estrito necessário.”
Paulo Machado teve papel fundamental da unificação da OFS sob uma única obediência, o que aconteceu a partir de 1972, com um trabalho incansável junto a Frei Mateus Hoepers, OFM, que resultou na elaboração da Regra, confirmada por Paulo VI em 1978, e na reforma das Constituições Gerais em caráter experimental.
A história de Paulo, exemplo de presença franciscana secular no mundo, se confunde com a história da OFS do Brasil. Seu testemunho de vida fraterna exemplar ilumina o agir dos franciscanos seculares nos desafios que se apresentam em nossos tempos.
Agradecemos a Deus pela vocação e vida centenária deste irmão tão especial e nos solidarizamos à sua família, que sofre por sua passagem, unindo-nos em orações e preces.
Reconforta-nos a certeza de que a morte corporal não fará mal ao nosso irmão Paulo Machado. Abraçando a irmã morte, ele abraça também a vida eterna.

“Que a nossa irmã morte seja bem acolhida, como a gente acolhe o sono depois de um dia bem ocupado.” (Frei Joel Postma, OFM)  

Respeitosamente,
Conselho Nacional da OFS do Brasil

Fonte: https://www.ofs.org.br/noticias/item/1702-nota-por-ocasiao-do-falecimento-de-paulo-machado

sábado, 9 de março de 2019

MINAS GERAIS ACOLHERÁ XVIII CONJUFRA



No carnaval de 2022, a terra que acolherá a Juventude Franciscana do Brasil, para celebrar o 18° Congresso Nacional, será Santos Dumont, no regional Sudeste 1, Minas Gerais. Peçamos a São Francisco de Assis, a intercessão para que aqueles que irão preparar com muito carinho, esse encontro de irmãos. Nos vemos em 2022, na ‘cidade que deu asas ao mundo’.

Paz e bem!

José Douglas Cordeiro Soares
Secretário Fraterno Nacional - Triênio 2019-2022

sexta-feira, 8 de março de 2019

JUVENTUDE E PROFECIA: ÁGUAS PARA A VIDA - XVII CONGRESSO NACIONAL DA JUFRA DO BRASIL



Entre os dias 1º e 05 de março, na cidade de Anápolis, Goiás, foi celebrado o XVII Congresso Nacional Ordinário da Juventude Franciscana do Brasil. O Congresso contou com a participação de aproximadamente cem irmãos e irmãs representantes de todos os 18 Regionais. A temática principal foi assessorada por Roberto Malvezzi (Gogó), que apresentou um panorama da questão da água no Brasil e no mundo, e em seguida os presentes partilharam suas experiências de infância e atuais com as águas.

Organizados em seis grupos, denominados com os nomes dos Rios Amazonas, São Francisco, Paraopeba, Paraguai, Iguaçu e Parnaíba, os participantes discutiram e apontaram desafios e propostas concretas com foco nas Fraternidades Locais nos eixos de Expansão, Comunicação e Novas Lideranças. Em plenária, também foram apresentados os “Bons ventos da IMMF”, trazendo o processo e as discussões em torno das Escolas de Formação e Infância, Micro e Mini Franciscanos.

Todos os Regionais apresentaram os seus Relatórios a partir dos avanços, dificuldades e perspectivas, demonstrando como foram trabalhadas as três prioridades do Triênio 2016/2019, o serviço de IMMF, a formação para a gestão econômica das Fraternidades e as propostas do Seminário Nacional em Ação Evangelizadora e DHJUPIC. Também o Secretariado Fraterno Nacional apresentou as atividades realizadas ao longo do Triênio a partir das Prioridades, Resoluções e Recomendações.

Um dos pontos mais importantes no CONJUFRA foi a Celebração dos 35 anos do Acordo de Anápolis (1984/2019), hoje Diretório das Mútuas Relações OFS/JUFRA, celebrando a Animação Fraterna como uma das grandes riquezas da JUFRA do Brasil. Em comemoração aos 800 anos do Encontro entre São Francisco e o Sultão, foi realizada uma bonita Celebração Inter-religiosa pela Superação da Violência, com representantes do Islã, da Umbanda, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana e da Igreja Católica, orando juntos pela Paz.

O Congresso também elegeu o novo Secretariado Fraterno Nacional da JUFRA do Brasil para o Triênio 2019/2021, que foram: Douglas Soares (Bom Conselho-PE) Secretário Fraterno Nacional, Adrielly Alves (Santarém-PA) Secretária Nacional para a Área Norte, Mayra Caroliny (Teresina-PI) Secretário Nacional para a Área Nordeste A, Patrick Martins (Vitória da Conquista-BA) Secretário Nacional para a Área Nordeste B, Débora Patrícia (Anápolis-GO) Secretária Nacional para a Área Centro-Oeste, Mateus Garcia (Franca-SP) Secretário Nacional para a Área Sudeste, Katherine Esper (Porto Alegre-RS) Secretária Nacional para a Área Sul e  Gabriela Consolaro (Florianópolis-SC) Secretária Nacional de Formação. Também foram indicados nomes para a Animação Fraterna e Assistência Espiritual. A Equipe nomeará os responsáveis pelas Secretarias de DHJUPIC, Ação Evangelizadora, Finanças, Comunicação Social/Registro/Arquivo e Infância, Micro e Mini Franciscanos.

A JUFRA do Brasil celebrou com muita festa e compromisso este XVII CONJUFRA, escolhendo como prioridades do Triênio 2019/2021: Expansão e fortalecimento das fraternidades locais da JUFRA e IMMF; Serviço de Comunicação Social, Registro e Arquivo; e Jubileu de Ouro da JUFRA do Brasil. Na mística das águas, à beira do poço, encontramos uma juventude comprometida com a profecia no hoje da história... e assim bebemos das “águas de março fechando o verão...”.

Emanuelson Matias de Lima, OFS/JUFRA
Assessor Nacional para Registro e Arquivo (Triênio 2016/2019)
Conselheiro Internacional da JUFRA América do Sul / CIOFS (2017/2020)