quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Economia de Francisco e Clara: organizações católicas lançam plataforma virtual para fortalecer iniciativa do Papa Francisco


A plataforma virtual www.casacomum.com foi desenvolvida para mobilizar a sociedade brasileira a  se envolver na iniciativa convocada pelo Papa Francisco, que tem como objetivo construir narrativas e práticas para uma economia que seja centrada no cuidado com a casa comum e no desenvolvimento humano e integral de todos os seres. 

Na última terça-feira (09/02/2021) foi lançada a plataforma Casa Comum, um espaço virtual de mobilização, reflexão e intercâmbio de experiências entre organizações católicas que apoiam a agenda do Papa Francisco desde a convocação do evento internacional “Economia de Francisco”. 

A plataforma permitirá que católicos e católicas, organizações da sociedade civil, acadêmicos e demais pessoas interessadas possam apresentar suas reflexões sobre os temas prioritários do evento -- as chamadas Vilas Temáticas. Entre os doze temas principais estão agricultura e justiça, estilos de vida, redução das emissões de gases causadores das mudanças climáticas e a participação das mulheres para construir uma economia com equidade. Além da votação nos temas prioritários, os usuários poderão se inscrever na plataforma para participar do fórum de discussão, assinar uma carta que será enviada ao Papa Francisco, receber materiais sobre o tema e cadastrar eventos e campanhas das suas organizações. 

A Cáritas Brasileira é uma das organizações que participam da coalizão que construiu a plataforma. Para Marcela Vieira, assessora nacional da Cáritas, “a plataforma Casa Comum será um espaço para que nós possamos, em unidade, fortalecer esse anúncio do Papa para fortalecer uma economia que já existe nos territórios, que cuida da criação, que cuida de todos os seres. É um espaço para divulgar nossas ações, fortalecer os debates e visibilizar práticas concretas de economia solidária”. 


O secretário executivo do Observatório Socioambiental Luciano Mendes de Almeida (OLMA), Luiz Felipe Lacerda, também contribui na elaboração e afirma que “ devemos congregar forças, criando sinergias ao redor de temas que abordem elementos estruturais deste sistema que nos ameaça. A Economia de Francisco e Clara é um destes temas e, frente à tamanha diversidade de enfoques que aborda e aos complexos desafios que se propõe a enfrentar, essa plataforma será um espaço importante para convergências, um espaço democrático para que todos e todas possam chegar e construir coletivamente”.

Além da Cáritas e do OLMA, participam do projeto coordenado pela Purpose Climate Labs o Movimento Católico Global Pelo Clima (GCCM), o Conselho Nacional do Laicato, a Pastoral da Juventude Nacional, MAGIS Brasil, SARES - Manaus, Juventude Franciscana (JUFRA) e o Observatório de Juventudes da PUC-PR.


quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Lideranças católicas e evangélicas protocolam um pedido de Impeachment ⚠

Um grupo de padres, pastores e lideranças religiosas formalizaram nesta terça-feira (26 de janeiro) um pedido de impeachment na Câmara dos Deputados.

➡ O pedido em questão concentra-se na denúncia dos crimes de responsabilidade referentes à área de saúde, o manejo criminoso das políticas sanitárias durante a pandemia, o não acesso à vacina, e o desprezo pela vida dos cidadãos e cidadãs brasileiras, usurpando-lhes o direito à saúde e infringindo, assim, diversos artigos da Constituição Federal.

Assinam o documento 380 pessoas ligadas à igrejas cristãs: católicas, anglicanas, luteranas, presbiterianas, batistas, medotistas e 17 movimentos cristãos.


📌 Confira o pedido na íntegra: https://cutt.ly/tj7ipoT


FONTES:
Congresso em Foco: https://cutt.ly/1j7irXW

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Celebração Eucarística: 50 anos da JUFRA do Brasil! 💒


Estamos em época de comemoração! No próximo sábado, dia 30 de janeiro, a Juventude Franciscana de todo o país possui apenas um compromisso: Celebração Eucarística de 50 anos da JUFRA do Brasil! 💝

No dia em que comemoramos os 50 anos da JUFRA do Brasil, vamos realizar uma Celebração Eucarística que será transmitida pelas nossas redes sociais. Juntos e juntas queremos celebrar, agradecer e louvar por estes 50 anos “de braços com a vida em missão na história”!

💌 Compartilhem o convite para todas as fraternidades, para todos os irmãos e irmãs jufristas, eternos jufristas, seculares, religiosos e religiosas. Durante a semana compartilharemos mais informações e o link para acessar a transmissão, mas desde já, podemos marcar em nossas agendas: Sábado, 30 de janeiro de 2021 às 19h.


#JUFRA50tão #JubileuDaJUFRA

Que dia é o aniversário da JUFRA do Brasil? 🤔

50 anos da JUFRA do Brasil:

De braços com a vida em missão na história

(1971/2021) 💓




Há 50 anos atrás, entre os dias 25 e 30 de janeiro de 1971, na Assembleia Nacional da OFS, em Recife-PE, a jufrista Ivone Barszcz recebia do Ministro Geral Capuchinho a nomeação de Presidente Nacional da JUFRA do Brasil, e sua Fraternidade Local (em Ponta Grossa-PR), a incumbência de ser a Equipe Piloto para a expansão da JUFRA em território brasileiro.

A nomeação aconteceu no dia 30 de janeiro, sendo este o acontecimento que marca oficialmente o nascimento de nossa Fraternidade Nacional, a Juventude Franciscana do Brasil. 🥳🤩

🌟 Em poucos dias, completaremos 50 anos de muitas histórias, luta e amor! E não podemos esquecer: estamos em Ano Jubilar, nos preparando para o nosso Capítulo Celebrativo da Terceira Ordem Franciscana, que acontecerá entre os dias 21 a 24 de abril de 2022.

🥰💖

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

A exploração animal e o seu impacto ambiental 🌱🐮


Cuidado com a Casa Comum: 
A exploração animal e o seu impacto ambiental 

O Cântico das Criaturas inspira ao cuidado com todos os seres viventes: “Louvado sejas, ó meu Senhor, com todas as tuas criaturas”. Diante disso, quando se fala em cuidar do Planeta, na maioria das vezes limitam-se em cuidados paliativos, mas isso não é suficiente. Sem o intuito de diminuir essa atenção, devemos ampliar os cuidados com formas mais efetivas e que estão em ligação direta com as causas de degradação da Casa Comum. 

É nesse sentido que, alegremente, compreende-se a importância da redução ou retirada completa da carne da alimentação. Afinal, como franciscanos e franciscanas devemos procurar ser irmão e irmã de todas as criaturas. Sabemos que, embora procuremos alcançar esse objetivo, na maioria das vezes não o abraçamos por completo. 

Como viver a fraternidade universal de forma mais consistente?
 
A opção que será apresentada constitui na retirada gradual da carne na alimentação, compreensão do impacto ambiental e cuidado e o amor pelos animais.

De início, é importante compreendermos que a produção pecuária e o agronegócio têm ligação direta com os processos de devastação do meio ambiente. Tristemente, estas constituem-se pelo uso intensivo de água na produção de carnes para o abate e consumo humano. A saber, um típico e bem-nutrido consumidor de carne demanda indiretamente mais de 3.800 litros de água a cada dia e com isso pode-se pensar na quantidade de água que se desperdiça ao longo de sete dias na semana. 

Outro aspecto a ser observado é que o consumo de carne ajuda na degradação da casa comum em razão de que os rebanhos de gados que crescem no Brasil de forma intensa vão em direção a floresta tropical Amazônia. Segundo o relatório da Procuradoria do Meio Ambiente do Ministério Público Federal, o desmatamento da região representava apenas 1% na década de 1970. No entanto, a destruição da floresta acompanhou a evolução do rebanho bovino na Amazônia, que passou de 47 milhões de animais em 2000 para cerca de 85 milhões atualmente. Quase 40% das 215 milhões de cabeça de gado do país pastam em áreas amazônicas. Logo, o consumo de carne tem impacto direto no meio ambiente. 

Outrossim, sabe-se que a maioria das pessoas adoram ter animais domésticos, os famosos “pets”, esses que fazem a alegria de casas, famílias. Infelizmente, compreende-se que não são todos os animais que gozam do amor familiar, muitos são mortos em abatedouros de forma cruel. Há pessoas que vão dizer que amam os animais, contudo que amor é esse que mata? Como amar alguns seres vivos, mas ser conivente com a morte de outros?  Os animais utilizados para consumo (porcos, vacas, galinhas) são seres sencientes capazes de sofrer e sentir alegria e que, portanto, merecem respeito e consideração moral, não se pode enxergar meramente como objeto a dispor dos seres humanos. 

Apesar da imagem geralmente divulgada ao público de “fazendas felizes”, não é isso o que realmente ocorre na esmagadora maioria dos casos. As atuais granjas industriais, onde são criados mais de 90% dos animais ditos “de produção”, mais se parecem com fábricas – a diferença é que as “máquinas” são os próprios animais, explorados e utilizados como se fossem qualquer objeto inanimado. 

Por exemplo, os frangos ditos “de corte” vivem cerca de 40 dias em ritmo acelerado com modificações genéticas e rações específicas, atingem peso aproximadamente 2,5 kg e são levados ao abate. E essas formas de exploração animal se estendem aos porcos os quais são colocados em espaços pequenos para reprodução, os bois e as vacas mesmo que criados de forma extensiva o destino final será sempre o abate, depois do processo de engorda à base ração. Ainda podemos citar a produção de leite de vaca que ocorre em confinamento e extração mecânica e mais o processo de inseminação das vacas e a retirada dos filhotes em poucos dias após o parto. 

Por conseguinte, enxerga-se a necessidade da retirada da carne como forma alimentar, essa cultura que começa a ser questionada em âmbito social se expande ao ambiente espiritual, pois como ser irmão de todas as criaturas se ainda nos alimentamos de animais? É impossível ocorrer o respeito e amor por animais enquanto se enxergar como alimento. Ao contrário disso, deve-se ver como irmãos. 

Considere tornar-se vegetariano: seja pelos animais, pelo planeta e por você mesmo.



Aislan Soares Viçosa 
Secretário Regional de Formação/RS 

Fontes: 

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Oração e sintonia pelo Brasil e pelo povo Manauara! 🙏

 


Hoje, dia 15 de Janeiro, o Conselho Nacional do Laicato do Brasil, convida a todos os Cristãos Leigos e Leigas de todo o Brasil para juntos, através de uma corrente de oração. estarmos unidos e unidas pela página do CNLB para rezar em sintonia, solidariedade e suplicando pelo povo do Brasil e principalmente pelo povo manauara.


📌 Hoje (15/01) às 19h30min
Ao vivo pelo Facebook: https://www.facebook.com/conselhodeleigos/

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Circular da JUFRA do Brasil: Resolução Pandemia

 


Meus irmãos, paz e bem!

Segue em anexo a Circular da JUFRA do Brasil, tratando de alguns aspectos nesse tempo de pandemia, junto a ela a Resolução e algumas Orientações do Conselho Internacional da OFS, peço a gentileza de encaminharem esse e-mail para os demais membros do Secretariado Fraterno Regional e Secretariados Fraternos Locais. Leiam com atenção tudo o que colocamos, para que assim consigamos colocar tudo em prática, e guardar o bem mais precioso que temos, a VIDA!

Com o desejo de um Santo Advento, me despeço;

 

José Douglas S. C. de Souza, OFS/JUFRA

Secretário Fraterno Nacional da JUFRA do Brasil

Anexo 1:
Circular JUFRA do Brasil

Anexo 2:
Resolução 001/2020

Anexo 3:
Orientações CIOFS para Pandemia

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

XI Jornada Franciscana Pelos Direitos Humanos - INAFRA


 
Irmãos e Irmãs a paz e todo o bem!
Baixe os Materiais clicando aqui! 

Estamos na semana da JORNADA FRANCISCANA DE DIREITOS HUMANOS! A Juventude Franciscana está em sua XI edição e a INAFRA do Brasil (na modalidade de material complementar/conjunto) em sua IX edição.

Na edição deste ano, buscamos trazer reflexão sobre as desigualdades sociais, em especial sobre os 3 T’s – Teto, Trabalho e Terra. Almejamos diminuir as desigualdades que existem em nossa sociedade, assim como apresentar as crianças e adolescentes seus direitos e deveres sociais.

Nise da Silveira nos ensina que "É necessário se espantar, se indignar e se contagiar, só assim é possível mudar a realidade" esse foi o caminho de São Francisco de Assis, através do amor ele entregou sua vida a servir.

Compreendemos que para mudar as desigualdades sociais em nosso País, é necessário conhece-las e os 3 T’s são apenas algumas delas. Portanto a JUFRA do Brasil lançou 2 encontros virtuais e um presencial, assim sendo, a INAFRA preparou um encontro para infância, um para a adolescência e um encontro de atividades complementares.

Vale ressaltar que os encontros da INAFRA foram montados inspirados no belíssimo material da Jufra. O encontro da Infância foi carinhosamente preparado por Ana Kátia Santos da Silva- Secretária Regional de INAFRA NE B3-BA (Norte); Secretária Regional da Jufra em Sergipe NEB2-SE, Sara Cândido Batista- Secretária Regional de INAFRA de Sergipe e Letícia Fernandes de Andrade- Secretária de INAFRA Regional SE I; Articulador Nacional da INAFRA do Brasil para a Dimensão Ludicidade. O encontro da Adolescência foi carinhosamente preparado por Ana Clara Barbosa Santos, Articuladora Nacional da INAFRA do Brasil, para a Dimensão Protagonismo, Gabriel Arantes Kabke Secretario de INAFRA do regional Sul 1 distrito e Antonia Lais Nogueira das Chagas, Secretária de INAFRA Regional Norte 2 Articuladora Nacional da INAFRA do Brasil, para a Dimensão Evangelização. As atividades complementares foram amorosamente preparadas por todos os irmãos citados acima.

A oração da Jornada foi amorosamente preparada pela Irmã Claudenice Assistente Espiritual para JUFRA/INAFRA do Brasil, recebemos também orações amorosamente preparadas por Frei Moiseis da Costa Brito, OFM Cap.- Assistente Regional da Jufra NEB1 e NEB4.

A Infância e Adolescência do Brasil agradece a contribuição, o carinho e o comprometimento de vocês. 


Apresentação do tema: Daniele Mendes

(Secretária Nacional da Infância e Adolescência Franciscana - INAFRA)  

!Baixe os Materiais clicando aqui

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Entrevista: Teologia Negra ✊🏿

O que é Teologia? Entende-se como a ciência que busca estudar o entendimento do que se constitui como Deus, junto dos aspectos de natureza, os atributos e as relações com o ser humano, e ainda, o universo. Na pesquisa etimológica, a palavra teologia vem do grego Theos (Deus) + logos (estudo ou palavra) = Estudo de Deus. Além da teologia clássica, tem-se outras teologias, por exemplo a Teologia Negra. 

Para falar sobre Teologia Negra, convidamos Frei Renieverton, OFM, da Província Santa Cruz. Atualmente, o frei mora em Belo Horizonte e está encerrando a faculdade de teologia. 



➡ O que é a Teologia Negra? E por que falar dela nos dias de hoje?

A Teologia Negra é fruto da experiência dos africanos da disporá estadunidense, que passaram por todo o processo de escravização. Esta por sua vez, não tem a mesma origem da teologia negra africana. A Teologia Negra diaspórica é resultado das lutas dos negros e negras que viveram ou, ainda, vivem em condição de segregação e marginalização numa sociedade branca, heteronormativa e racista. É uma realidade da cultura e das igrejas negras nos EUA, que se estendeu ao Caribe, Latinoamérica e África do Sul, na resistência contra a desumanidade causada pelo racismo – É uma teologia emergente, de fronteira e decolonial. Uma luta negra antirracista das igrejas e de movimentos sociais, iniciada na metade da década de 1960 entre os cristãos negros no EUA e liderada pelo pastor batista Martin Luther King e as lutas dos movimentos pelos Direitos Civis e do Black Power. ATeologia Negra estadunidense lutava por justiça, libertação social, política e econômica numa sociedade dominada pelos brancos. Logo, a Teologia Negra é a evocação epistêmica na contramão do colonialismo, que com toda sua pretensão, categoriza todas as outras formas de fazer teologia como marginal, periférica, herética, contextual e militante. A Teologia Negra pensa fora das categorias colonizadoras, sua práxis é dialogal, macro ecumênica, totalmente voltada ao diálogo inter-religioso, rejeitando totalmente a perspectiva universalista, salvacionista e eurocêntrica cristã. Para a Teologia Negra nenhuma religião tem si o monopólio da verdade. Por isso, a Teologia Negra não se proclama como única e acabada, pelo contrário, é uma teologia da territorialidade, do corpo e da materialidade, vivenciada e escrita todos os dias. Por isso, sua importância nos dias hoje para combater intolerâncias, racismos e todas as outras formas de segregação.


➡ Em quais pontos a teologia negra converge e em quais (se existir) ela diverge da Teologia Clássica?

A Teologia Clássica está marcada por aspectos coloniais, hegemônicos e eurocêntricos, ao passo que a Teologia Negra nos desperta para uma decolonialidade epistêmica, tendo como ponto de partida o protagonismo do povo negro, em que os mesmos possam falar das suas próprias experiências religiosas. Segundo Cone (1985), a Teologia Negra é uma teologia do povo negro e para ele, um exame de suas histórias, contos e ditos. É uma investigação da mente feita nas matérias-primas de nossa peregrinação, contando as histórias de como nós vencemos.


➡ Quais os pontos podem nos ajudar a denegrir, tornar negro, o nosso olhar de fé?

O primeiro ponto é reconhecer que fomos ensinados a ter experiências de fé que não questionam relações de subalternidade onde nosso olhar não chega às pessoas que são excluídas simplesmente por serem negras. É sempre importante se perguntar se seu olhar de fé ultrapassa os muros do dogmatismo. Um olhar de fé autêntico e enraizado na pessoa de Jesus Cristo não silencia diante de situações de racismo, opressão ou quaisquer outras formas de marginalização. É preciso questionar como as pessoas negras na sua comunidade se sentem, elas são participantes dos movimentos, assumem cargos e pastorais... um olhar de fé enegrecido é aquele que traz as pessoas que estão à margem para o centro.


➡ É possível falar de vários olhares teológicos (teologia negra, indigenista, mulherista, queer…) e como eles concretizam o experienciar Deus?

Todas as pessoas têm o direito de fazerem suas experiências com Deus, todavia, essas experiências não podem ser impostas por perspectivas teológicas em que as pessoas não se sintam representadas. As teologias de fronteira (teologia negra, indigenista, mulherista...) concretizam suas experiências com Deus a partir do momento que se tornam libertadoras e capazes transformarem a vida das pessoas. Não é possível fazer teologia se a mesma não nos tira da nossa zona de conforto ou da zona da invisibilidade, neste sentindo, tais teologias impulsionam novas categorias de existir e resistir.


➡ Você consegue destacar para nós quais os pontos do carisma franciscano que conversam com esse resgate e vivência da negritude do evangelho?

O carisma franciscano tem em sua essência o diálogo e o respeito à dignidade humana. Pontos importantes da luta negra que busca resgatar a perspectiva de uma sociedade antirracista e com equidade. Porém, se tais pontos não chegam a questão racial, ou mesmo a questão de gênero, migratória e tantas outras, nosso discurso franciscano está na superficialidade. O carisma franciscano não pode e nem deve ser dialogal apenas com uma esfera já privilegiada.


➡ Por fim, como podemos efetivar uma vivência da teologia negra dentro da fé católica e no seio franciscano? É possível inculturar a negritude, resgatando elementos advindos das religiões afro-brasileiras, sem perder a identidade?

O primeiro passo para tornar efetivo uma vivência teológica, eclesiológica e sociológica a partir da negritude é reconhecer que estamos inseridos num contexto estruturalmente racista. Ademais, aprofundar nos estudos sobre Teologia Negra, como o racismo em todas as suas esferas coloca a comunidade negra na subalternidade, questionar o porquê de pessoas negras não estarem em posições de poder e destaque como pessoas brancas. É preciso consumir produtos de pessoas negras, contratar pessoas negras para todos os cargos, se informar sobre questões raciais, cotas, políticas afirmativas. Ler autores e autoras negros, reconhecer, valorizar e respeitar as pessoas negras, sua descendência africana, sua cultura e história. Compreender seus valores e lutas, ser sensível ao sofrimento causado por tantas formas de desqualificação: apelidos depreciativos, brincadeiras, piadas de mau gosto sugerindo incapacidade, ridicularizando seus traços físicos, a textura de seus cabelos, fazendo pouco das religiões de raiz africana. Implica criar condições para que os estudantes negros e negras não sejam rejeitados em virtude da cor da sua pele, e sobretudo, não sejam “desencorajados” de prosseguir nos estudos e nos seus sonhos.


Reconhecer Jesus nas feições negras, que Ele se encarnou
e se encarna e vive a vida do povo.”


Construção das perguntas e contribuições:  

Muhamed Hochai -  Jufrista/RN - PB
Maiara Bulhão - Jufrista/MA
Aislan Viçosa - Jufrista/RS
Frei Faustino, OFM
Frei Lorrane , OFM

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Alteração na data do Capítulo Celebrativo 📆


Nota da Coordenação Geral do Capítulo Celebrativo da
Terceira Ordem Franciscana
 

 “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.” (Eclesiastes 3,1)

 Alteração na data do Capítulo Celebrativo

 

A Coordenação Geral do Capítulo Celebrativo da Terceira Ordem vem, por meio desta, comunicar a todos os irmãos e irmãs da Família Franciscana, especialmente à Terceira Ordem, que o evento foi adiado para os dias 21 a 24 de abril do ano de 2022.

Essa medida foi tomada em virtude das incertezas causadas pelo momento em que atravessamos a pandemia do Novo Coronavírus, que impactam profundamente em diversos aspectos da nossa realidade, dentre eles: a saúde e vida de nossos irmãos e irmãs, especialmente, e a situação econômica.

O primeiro ponto é o mais importante deles: nada está acima do dom da vida, criação divina. Nosso evento somente será realizado quando houver comprovação científica de que ele possa ocorrer sem riscos aos participantes. O segundo aspecto abordado é de grande relevância, pois interfere diretamente na participação de nossos irmãos e irmãs e dele dependem os acertos com os prestadores de serviços que garantirão a boa realização de nosso aguardado Capítulo Celebrativo.

Enquanto nos resguardamos e nos preparamos para essa grande festa a ser celebrada em 2022, temos um convite especial. Para garantir nossa unidade e manter acesa a chama que nos leva de Assis a Canindé, queremos motivar a todos para que realizem celebrações a nível regional durante o ano de 2021. Sugerimos que se articulem a partir de sua realidade local, respeitando recomendações das autoridades sanitárias, encontrando-se presencial ou virtualmente, mobilizando a Família Franciscana da região em data a ser acordada nos próprios regionais.

Tendo em vista o tema e lema de nosso Capítulo (“De Assis a Canindé: memória, compromisso e esperança” - "Do Evangelho à vida e da vida ao Evangelho”), esperamos que esse período de preparação nos ajude a viver com coerência esse processo de resgate e fortalecimento de vivência como Família Franciscana, comprometidos com a realidade que nos cerca e envolvidos na construção da Boa Nova.

Despedimo-nos agradecendo a todos e todas que estão trabalhando nessa construção tão bonita e, na esperança de que dias melhores estão por vir, pedimos a Deus que abençoe a todos.

Equipe Geral


Canindé/CE, 17 de novembro de 2020. 

Festa de Santa Isabel da Hungria,  padroeira da Terceira Ordem Franciscana


Contatos: celebracao3ordem@gmail.com


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