sábado, 20 de abril de 2019

Colegiado de Assistência Espiritual lança Carta Pascal à Jufra do Brasil



            Queridos irmãos e irmãs jufristas de todo o nosso Brasil,
            Que o Senhor lhes dê a sua paz!


Nestes dias a novidade despertada pelo mistério pascal toma conta da Igreja e nos envolve profundamente de modo a fazer nascer em nós uma vida renovada e alegre! O Senhor, pela boca do profeta Isaías (43,19), assim anuncia e questiona: “Eis que farei uma coisa nova, ela já vem despontando: não a percebeis?” Com toda certeza, todos nós, de alguma forma, desde que as águas de março tocaram nossos pés e refrescaram de dentro para fora o vigor da nossa juventude franciscana fomos surpreendidos pela bela novidade dos irmãos e irmãs que chegaram assumindo o serviço no Secretariado Fraterno Nacional. Também em igual modo rendemos profunda gratidão aos irmãos que se despediam de um trabalho tão admirável já realizado e das ricas partilhas de caminhada enquanto JUFRA NACIONAL.  

Quando o profeta Isaías nos pergunta sobre a habilidade de perceber as coisas novas, coloca-nos diante da importante consideração: Nada poderá se fazer novo em nós se de antemão não nos houver a sensibilidade e docilidade para sentir o suave e constante toque do mistério que a tudo faz viver em plenitude pela força da Ressurreição. A sensibilidade e a docilidade são como as janelas de uma casa: a luz do sol, embora seja intensa e envolva a casa por fora, só poderá visitar e iluminar todos os cômodos da construção, se as janelas e portas estiverem escancaradas. Volta-nos à memória o apelo forte de São João Paulo II no início de seu pontificado em 1978: “Não, não tenhais medo! Antes, procurai abrir, melhor, escancarar as portas a Cristo!” É perigoso deixar entrar ou dar o primeiro lugar de nossas vidas a qualquer outra coisa ou pessoa que não seja o Cristo! Do contrário, nascerá em nós a triste fragmentação de uma felicidade estéril e incompleta.

A atitude de ser sensível e dócil a Cristo e à sua novidade não nasce em nossa capacidade racional, nas nossas ideias, opiniões, habilidades técnicas, formação profissional ou cultural. Ser “escancarado (a) ” a Cristo é questão de coração, e sobre isto nós temos o privilégio de ter entre nós a chama viva e presente de um dos maiores peritos em humanidade e experiência do coração, depois de Jesus: o pobrezinho Francisco de Assis. Para o nosso Seráfico Pai, qualquer empenho, obra ou projeto que não nascesse do coração atingido pelo “Amor não amado”, o Pobre Crucificado, era demasiado frio e vão. Permitamos, portanto, que ele mesmo nos fale: “Inclinai o ouvido de vosso coração e obedecei à voz do Filho de Deus. Guardai em vosso coração os seus mandamentos e cumpri os seus conselhos com a mente perfeita. Proclamai-o, pois ele é bom, e exaltai-o em vossas obras; pois, com este intuito ele vos enviou por todo o mundo, para que, por palavras e obras, deis testemunho de sua voz e anuncieis a todos que não há ninguém além dele” (CO. 6-9).

No deserto do mundo, de onde poderia brotar a água que a tudo reanima? No meio das guerras declaradas ou mascaradas, de onde poderia vir a verdadeira paz? Entre os tantos semelhantes nossos engolidos pelo consumo, pela solidão, pelos emaranhados de uma vida virtualizada e distante, de onde poderia vir o sentido da vida que lhes preencheria a ponto de fazer brilhar seus olhos e sorrir seus lábios? No meio da fome do pão do diálogo e do sincero afeto, de onde poderia se construir a fraternidade? No meio da fumaça, da lama, da poluição, de onde poderia vir a restauração daquele belo jardim que nos foi dado de presente no início de tudo? Irmãos, no meio da morte, de onde se poderia vir a Ressurreição?

Não poderíamos ter dúvidas de que o Senhor respondeu a todas estas difíceis perguntas no dia em que Ele, pelo seu Santo Espírito depositou em nossas frágeis vidas o dom do Carisma Franciscano. Este é o nosso caminho de conversão íntima e pessoal; este é o nosso modo louco de mudar o mundo “normal”; esta é a nossa vida de santidade; este é, por excelência, o nosso caminho para o céu!  O nosso carisma é a vontade de Deus, é o Santo Evangelho a ser lido nas páginas de nossas vidas, sem medo da radicalidade ou do arriscar-se! É Ele quem chama e envia, e isso basta! Agora podemos entender o motivo pelo qual Francisco não hesita em pedir como lembrávamos acima: “Inclinai o ouvido de vosso coração; obedecei à voz; guardai em vosso coração; cumpri os seus conselhos; proclamai-o; exaltai-o; deis testemunho; e anuncieis”. Notemos a intensidade destes verbos! Tenhamos a certeza de que aí escondido está o profundo gesto de cuidado do nosso Pai Francisco ao nos dizer: é por aqui que se vai meus filhinhos, é por aqui! Não se afastem de seu carisma, nele está a Vida Nova!

A mais potente forma de Ressurreição e a que de fato importa é aquela que vem depois de uma total doação de vida pelo carisma, pelo ideal, pela causa do Evangelho. O Santo Padre, o Papa Francisco, no frescor de sua nova Exortação Apostólica Christus vivit nos lembra que o “Senhor «entregou o seu espírito» (Mt 27,50) numa cruz, quando tinha pouco mais de 30 anos de idade (cf. Lc 3,23). É importante tomar consciência de que Jesus foi um jovem. Deu a sua vida numa fase que hoje se define como a dum jovem adulto. Em plena juventude, começou a sua missão pública e, assim, brilhou «uma grande luz» (Mt 4,16), sobretudo quando levou até ao extremo o dom da sua vida. Esse final não foi improvisado, mas teve uma preciosa preparação em toda a sua juventude, em cada um dos seus momentos, porque «tudo, na vida de Jesus, é sinal do seu mistério» e «toda a vida de Cristo é mistério de redenção»” (23).

Este é o nosso grande desejo para esta Páscoa, caríssimas irmãs e irmãos Jufristas: que o primeiro (e o mais fundamental) passo rumo à revolução franciscana seja o de transformar-nos verdadeiramente em amantes do Carisma que recebemos. Isto é, viver o Santo Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, pobre e crucificado. Garante-nos o próprio Evangelho, se esta for nossa primeira e maior preocupação, tudo mais virá por acréscimo (Mt 6,33). Permita-se se fazer sensível a esta verdade! Ela liberta a fraternidade de ser uma mera reunião de pessoas com ideias diversas e conflituosas; ela liberta o diálogo de ser uma troca egoísta de farpas que ferem a tão sonhada minoridade; ela liberta o silêncio da vida de oração de ser rejeitado em nome de palavras vazias e numerosas; ela liberta o compromisso com o respeito acima de tudo de ser denegrido pelas avassaladoras “fake News”; ela liberta o amor pelos pobres por causa de Cristo de ser confundido como razão para a incitação à violência e ao ódio; ela liberta a Vida de ser um barato produto de sobrevivência a preço de mercado.  

No fundo, descobrimos que a Páscoa é fruto de um longo caminho de reconstrução da nossa Igrejinha em ruínas. A graça de Deus se encontra e se casa com nosso profundo desejo de servi-lo. Daí nasce a reconstrução, a ressurreição de Cristo em nós. Cada irmãos e irmã jufrista deste Brasil é um tijolo único e insubstituível aos olhos do Pai das Misericórdias. Ele nos deu uns aos outros, e não foi por acaso, antes, quis a Divina Providência que estivéssemos lado a lado e de mãos dadas lembrando-nos uns aos outros que Cristo “está em ti, está contigo e jamais te deixa. Por mais que te possas afastar, junto de ti está o Ressuscitado, que te chama e espera por ti para recomeçar. Quando te sentires envelhecido pela tristeza, os rancores, os medos, as dúvidas ou os fracassos, Jesus estará a teu lado para te devolver a força e a esperança” (Christus vivit, 2). Ele vive e não nos abandona porque seu nome é AMOR!

Feliz e Santa Páscoa!
Paz e Bem!

Solenidade da Páscoa do Senhor – 2019


Frei Henrique Ferreira dos Santos, OFMCap
Irmã Viviane Ramos da Costa, FDM
Frei Túlio de Oliveira Freitas, OFM

Assistentes Espirituais Nacionais
da Juventude Franciscana do Brasil

Carta por ocasião da Semana Santa e da Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo

Carta por ocasião da Semana Santa e da Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo 

“O Amor não é amado! Como os homens podem amar uns aos outros e não amar o Amor?” 
São Francisco de Assis 


Rio de Janeiro, 20 de abril de 2019. 

Paz e bem, irmãos e irmãs da OFS e da JUFRA do Brasil! 

É com grande amor e fé que somos chamados a viver a experiência desta Semana Santa do ano de 2019! Essa ocasião é momento propício de recolhimento, conversão, amadurecimento da fé e abertura para o diálogo com Deus, com Sua Igreja e com a sociedade, recordando, de modo especial, os 800 anos do encontro e conversa entre Francisco e o Sultão, sinal concreto da crença e vivência do Evangelho de Jesus Cristo. 

Para nós, franciscanos seculares, a Semana Santa é especial por diversos motivos. O primeiro deles é que ela nos recorda o “sim” de Santa Clara, representado por seu gesto corajoso no Domingo de Ramos de 1212, renunciando a uma vida de luxo e riqueza, abrindo mão de seus ricos trajes pela túnica áspera, tomando como escolha de vida seguir a Jesus, assumindo a simplicidade, a pobreza e o despojamento, como decidira viver Francisco de Assis. 

O caminho de vida abraçado pelos santos de Assis nos é apresentado na Quinta-feira, no gesto do Lava-pés e da instituição da Eucaristia. Contrariando toda a vaidade e desejo de poder que permeiam a história da civilização, Jesus, o Verbo que se fez carne e habitou entre nós (João 1, 14), lava os pés daqueles que o seguem, demonstrado seu amor por cada um e colocando a humildade e o serviço como aspectos centrais de sua mensagem. Na Última Ceia, Jesus oferece Seu Corpo e Sangue ao Pai e o entrega aos seus apóstolos, concretizando sua permanência entre nós, nos encorajando a nos reunirmos e, recordando d'Ele, continuarmos a construção de um Reino de justiça e paz. 

Na Sexta-feira recordamos a imensurável dor da morte de Cristo no Calvário. Para Francisco, este aspecto da vida do Mestre só é compreensível pela ótica do amor. De acordo com um antigo escrito franciscano, intitulado “Considerações sobre os Sacrossantos Estigmas”, enquanto estava no Alverne, o Pobrezinho de Assis dirigiu a seguinte oração a Jesus: “Ó Senhor meu Jesus Cristo, duas graças te peço que me faças antes que eu morra: a primeira é que em vida eu sinta na alma e no corpo, quanto for possível, aquelas dores que tu, doce Jesus, suportaste na hora de tua arcebíssima paixão; a segunda é que eu sinta no meu coração, quanto for possível, aquele excessivo amor do qual tu, Filho de Deus, estavas inflamado para voluntariamente suportar uma tal paixão por nós pecadores”. Francisco abraçou o Evangelho de tal maneira que levava Jesus não apenas na sua boca, mas nos seus olhos, ouvidos, membros e coração. Ao fazer isto, com seu testemunho de vida, nos mostra a necessidade de nos afartamos da vivência infantil da fé. Sua experiência de passar do Evangelho à vida e da vida ao Evangelho nos desafia a enxergar a relação entre a Paixão de Cristo e sua vivência diária entre os pobres, pescadores, pecadores, iletrados, prostituras e demais marginalizados de seu tempo, sendo um convite para nós, cristão e franciscanos, tomarmos nossa cruz e sermos presença amorosa e integradora na vida dos excluídos, reforçando a opção preferencial pelos pobres, assumida por nossa Igreja. 

No Sábado Santo permanecemos meditando a Paixão e Morte de Cristo. Neste momento, recordamos que Ele desceu à mansão dos mortos. Aguardamos com as lâmpadas acesas, como quem espera alguém chegar. Esta espera, em oração e jejum, serenidade e simplicidade, esperança e confiança, nos recorda a sabedoria e sobriedade necessárias para passar pelas trevas, atravessadas por Jesus nesse período. Os desafios se apresentam em nossa vida familiar, profissional, pessoal, nos diversos aspectos de nossas vida, e, também, em fraternidade. Jesus, a luz de todo que Nele crê, nos guia pelas trevas e nos indica o caminho da terra prometida e da vida eterna. 

O Domingo é o dia mais importante para os cristãos, pois celebramos a Páscoa, que, em hebreu, significa passagem da escravidão para a liberdade. Com a ressureição de Cristo temos a destruição da morte e a confirmação da plenitude e eternidade da vida, dada a cada um de nós através do Amor Divino e da misericórdia do Pai. 

Que, através da celebração da Páscoa, façamos morrer tudo o que faz mal a nós e a nossos irmãos e, a exemplo de Francisco e Clara, abraçando o Amor que não é amado, sejamos novos homens e mulheres, que levam esperança, verdade e libertação. 

Uma Santa, Abençoada e Feliz Páscoa a todos! 

Fraternalmente, 
Maria José Coelho | Ministra Nacional da OFS
José Douglas Soares Cordeiro de Souza | Secretário Fraterno Nacional da JUFRA



terça-feira, 16 de abril de 2019

ANIVERSÁRIO DE FUNDAÇÃO DA ORDEM FRANCISCANA

Aniversário de fundação da Ordem Franciscana

Memória de São Francisco. Renovação da Profissão religiosa.


São Francisco de Assis, o místico cantor das criaturas, santo do Amor e da Fraternidade, renovador da sociedade no espírito do Evangelho, estigmatizado por Cristo após a sua conversão acolheu os discípulos que queriam ficar sob sua direção. Primeiro, foram doze, depois aumentaram cada vez mais. “A Ordem dos Frades Menores” brotou da mente e do coração de Francisco, que já era todo de Deus e das almas, em Rivotorto, na Porciúncula.

Ele escreveu breve Regra e foi a Roma com os onze primeiros discípulos. Obteve de Inocêncio III a aprovação da Ordem no dia 16 de abril de 1209 verbalmente. Seria esta a primeira Regra, perdida. Na volta de Roma passam por Orte e se estabelecem em Rivotorto perto de Assis, num rancho abandonado. Por escrito, obtém a aprovação de Honório III em 29 de novembro de 1223, com a Bula “Solet annuere“. A seus seguidores, o Pobrezinho os entregou seu amor à pobreza, sua mensagem de paz e bem e o código do Evangelho como norma de vida.

Os filhos de São Francisco estão espalhados por todo o mundo e desenvolvem atividades pastorais, missionárias, científicas, educacionais, sociais, de beneficência. Eles são o mais forte movimento no serviço da Igreja. Franciscanos chamam todos os que pertencem às três ordens introduzidas por São Francisco.
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PRIMEIRA ORDEM

Está dividida em três famílias:

Ordem dos Frades Menores: Propõem-se viver em conformidade com Cristo na pobreza evangélica, no apostolado da pregação aos fiéis e aos infiéis; 

Ordem dos Frades Menores Conventuais: Propõem-se a observar o Evangelho de Jesus Cristo vivendo em obediência, sem propriedade e em castidade e no apostolado em todas as suas formas, entre fiéis, dissidentes  e infiéis; 

Ordem dos Frades Menores Capuchinhos:  Proposta da imitação de Cristo no ascetismo e no apostolado, de acordo com a mais estrita tradição franciscana. 

No geral, os frades franciscanos da Primeira Ordem são cerca de 33 mil para cerca de 5 mil conventos religiosos no mundo.
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SEGUNDA ORDEM

Fundada por São Francisco na Porciúncula em 18 de março de 1212, quando ele recebeu Santa Clara e fundou a Ordem das Damas Pobres de São Damião. As Clarissas, divididos em famílias diferentes, são cerca de 20 mil em mais de 1.800 conventos.

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TERCEIRA ORDEM

Instituída por São Francisco em 1221, para convidar aqueles que vivem no mundo a uma vida evangélica mais perfeita. Hoje, divide-se em Ordem Terceira Regular (que vivem em comunidades), com cerca de 3 mil religiosos e cerca de 100 mil religiosas de várias congregações e institutos. E a Ordem Terceira Secular conta com cerca de 2 milhões de professos no mundo.

E aí estamos! A Juventude franciscana é o lugar onde os membros entre as idades de 14 e 30 anos - reunidos em fraternidade - abraçamos um verdadeiro espírito comunitário e desenvolvem um sentimento de pertença. Com espírito de comunidade, sentido de pertença e contínuo apoio da Ordem Franciscana Secular e dos assistentes espirituais franciscanos, crescemos em fraternidades nas experiência de vida cristã, à luz da mensagem de São Francisco de Assis, aprofundando a própria vocação no âmbito da Ordem Franciscana Secular.


Fonte: Província Franciscana

segunda-feira, 18 de março de 2019

NOTA POR OCASIÃO DO FALECIMENTO DE PAULO MACHADO

Nota por ocasião do falecimento de Paulo Machado
“Louvado sejas, meu Senhor, por nossa irmã a Morte corporal, da qual homem algum pode escapar. (...)
Felizes os que ela achar conformes á tua santíssima vontade,porque a morte segunda não lhes fará mal!” (Cântico das criaturas)

Rio de Janeiro, 18 de março de 2019.

É com o coração triste que comunicamos o falecimento de nosso amado irmão Paulo Machado da Costa e Silva. Após 101 anos de uma presença fraterna e de uma vida dedicada ao carisma franciscano, de modo especial à OFS, com coerência e amor, Paulo Machado nos deixou na madrugada deste dia 18 de março.
Paulo nasceu em Petrópolis, em 17 de maio de 1917, primogênito entre 9  filhos de Iria Maciél Costa e Silva e José Machado Costa e Silva. Ingressou na Ordem Franciscana Secular (OFS) e foi Ministro da Fraternidade Sagrado Coração de Jesus, em Petrópolis, e Ministro Nacional, além de Conselheiro Internacional e Assessor Jurídico Nacional. No Capitulo Eletivo Nacional de 2012, ocorrido em Manaus, foi declarado pela Assembleia como Assessor Jurídico Vitalício da OFS do Brasil.
Para fazer memória da vida deste irmão, retomamos as palavras de Frei Almir Ribeiro, OFM, por ocasião de uma visita feita a Paulo Machado no ano de 2017: “Ali estava um pai de família extremado, professor de português e de história, vereador, advogado, assessor da Câmara Municipal, sobretudo um homem reto, um ser humano límpido e transparente, um cristão, um devoto profundo de Maria e honra da Família Franciscana de modo especial dos franciscanos seculares. Exerceu cargos na OFS em muitos escalões. Foi colaborador na redação da preciosa Regra dos terceiros, aprovada pelo Papa Paulo VI em junho de 1978. Um homem que concretizava o ideal do cristão leigo franciscano vivendo no mundo e sempre com o coração a dizer que ele  precisava ser contemplativo. Um contemplativo na ação. Nos últimos anos andou se despojando de tudo e passou a viver  apenas com o estrito necessário.”
Paulo Machado teve papel fundamental da unificação da OFS sob uma única obediência, o que aconteceu a partir de 1972, com um trabalho incansável junto a Frei Mateus Hoepers, OFM, que resultou na elaboração da Regra, confirmada por Paulo VI em 1978, e na reforma das Constituições Gerais em caráter experimental.
A história de Paulo, exemplo de presença franciscana secular no mundo, se confunde com a história da OFS do Brasil. Seu testemunho de vida fraterna exemplar ilumina o agir dos franciscanos seculares nos desafios que se apresentam em nossos tempos.
Agradecemos a Deus pela vocação e vida centenária deste irmão tão especial e nos solidarizamos à sua família, que sofre por sua passagem, unindo-nos em orações e preces.
Reconforta-nos a certeza de que a morte corporal não fará mal ao nosso irmão Paulo Machado. Abraçando a irmã morte, ele abraça também a vida eterna.

“Que a nossa irmã morte seja bem acolhida, como a gente acolhe o sono depois de um dia bem ocupado.” (Frei Joel Postma, OFM)  

Respeitosamente,
Conselho Nacional da OFS do Brasil

Fonte: https://www.ofs.org.br/noticias/item/1702-nota-por-ocasiao-do-falecimento-de-paulo-machado

sábado, 9 de março de 2019

MINAS GERAIS ACOLHERÁ XVIII CONJUFRA



No carnaval de 2022, a terra que acolherá a Juventude Franciscana do Brasil, para celebrar o 18° Congresso Nacional, será Santos Dumont, no regional Sudeste 1, Minas Gerais. Peçamos a São Francisco de Assis, a intercessão para que aqueles que irão preparar com muito carinho, esse encontro de irmãos. Nos vemos em 2022, na ‘cidade que deu asas ao mundo’.

Paz e bem!

José Douglas Cordeiro Soares
Secretário Fraterno Nacional - Triênio 2019-2022

sexta-feira, 8 de março de 2019

JUVENTUDE E PROFECIA: ÁGUAS PARA A VIDA - XVII CONGRESSO NACIONAL DA JUFRA DO BRASIL



Entre os dias 1º e 05 de março, na cidade de Anápolis, Goiás, foi celebrado o XVII Congresso Nacional Ordinário da Juventude Franciscana do Brasil. O Congresso contou com a participação de aproximadamente cem irmãos e irmãs representantes de todos os 18 Regionais. A temática principal foi assessorada por Roberto Malvezzi (Gogó), que apresentou um panorama da questão da água no Brasil e no mundo, e em seguida os presentes partilharam suas experiências de infância e atuais com as águas.

Organizados em seis grupos, denominados com os nomes dos Rios Amazonas, São Francisco, Paraopeba, Paraguai, Iguaçu e Parnaíba, os participantes discutiram e apontaram desafios e propostas concretas com foco nas Fraternidades Locais nos eixos de Expansão, Comunicação e Novas Lideranças. Em plenária, também foram apresentados os “Bons ventos da IMMF”, trazendo o processo e as discussões em torno das Escolas de Formação e Infância, Micro e Mini Franciscanos.

Todos os Regionais apresentaram os seus Relatórios a partir dos avanços, dificuldades e perspectivas, demonstrando como foram trabalhadas as três prioridades do Triênio 2016/2019, o serviço de IMMF, a formação para a gestão econômica das Fraternidades e as propostas do Seminário Nacional em Ação Evangelizadora e DHJUPIC. Também o Secretariado Fraterno Nacional apresentou as atividades realizadas ao longo do Triênio a partir das Prioridades, Resoluções e Recomendações.

Um dos pontos mais importantes no CONJUFRA foi a Celebração dos 35 anos do Acordo de Anápolis (1984/2019), hoje Diretório das Mútuas Relações OFS/JUFRA, celebrando a Animação Fraterna como uma das grandes riquezas da JUFRA do Brasil. Em comemoração aos 800 anos do Encontro entre São Francisco e o Sultão, foi realizada uma bonita Celebração Inter-religiosa pela Superação da Violência, com representantes do Islã, da Umbanda, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana e da Igreja Católica, orando juntos pela Paz.

O Congresso também elegeu o novo Secretariado Fraterno Nacional da JUFRA do Brasil para o Triênio 2019/2021, que foram: Douglas Soares (Bom Conselho-PE) Secretário Fraterno Nacional, Adrielly Alves (Santarém-PA) Secretária Nacional para a Área Norte, Mayra Caroliny (Teresina-PI) Secretário Nacional para a Área Nordeste A, Patrick Martins (Vitória da Conquista-BA) Secretário Nacional para a Área Nordeste B, Débora Patrícia (Anápolis-GO) Secretária Nacional para a Área Centro-Oeste, Mateus Garcia (Franca-SP) Secretário Nacional para a Área Sudeste, Katherine Esper (Porto Alegre-RS) Secretária Nacional para a Área Sul e  Gabriela Consolaro (Florianópolis-SC) Secretária Nacional de Formação. Também foram indicados nomes para a Animação Fraterna e Assistência Espiritual. A Equipe nomeará os responsáveis pelas Secretarias de DHJUPIC, Ação Evangelizadora, Finanças, Comunicação Social/Registro/Arquivo e Infância, Micro e Mini Franciscanos.

A JUFRA do Brasil celebrou com muita festa e compromisso este XVII CONJUFRA, escolhendo como prioridades do Triênio 2019/2021: Expansão e fortalecimento das fraternidades locais da JUFRA e IMMF; Serviço de Comunicação Social, Registro e Arquivo; e Jubileu de Ouro da JUFRA do Brasil. Na mística das águas, à beira do poço, encontramos uma juventude comprometida com a profecia no hoje da história... e assim bebemos das “águas de março fechando o verão...”.

Emanuelson Matias de Lima, OFS/JUFRA
Assessor Nacional para Registro e Arquivo (Triênio 2016/2019)
Conselheiro Internacional da JUFRA América do Sul / CIOFS (2017/2020)