sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Entrevista: Teologia Negra ✊🏿

O que é Teologia? Entende-se como a ciência que busca estudar o entendimento do que se constitui como Deus, junto dos aspectos de natureza, os atributos e as relações com o ser humano, e ainda, o universo. Na pesquisa etimológica, a palavra teologia vem do grego Theos (Deus) + logos (estudo ou palavra) = Estudo de Deus. Além da teologia clássica, tem-se outras teologias, por exemplo a Teologia Negra. 

Para falar sobre Teologia Negra, convidamos Frei Renieverton, OFM, da Província Santa Cruz. Atualmente, o frei mora em Belo Horizonte e está encerrando a faculdade de teologia. 



➡ O que é a Teologia Negra? E por que falar dela nos dias de hoje?

A Teologia Negra é fruto da experiência dos africanos da disporá estadunidense, que passaram por todo o processo de escravização. Esta por sua vez, não tem a mesma origem da teologia negra africana. A Teologia Negra diaspórica é resultado das lutas dos negros e negras que viveram ou, ainda, vivem em condição de segregação e marginalização numa sociedade branca, heteronormativa e racista. É uma realidade da cultura e das igrejas negras nos EUA, que se estendeu ao Caribe, Latinoamérica e África do Sul, na resistência contra a desumanidade causada pelo racismo – É uma teologia emergente, de fronteira e decolonial. Uma luta negra antirracista das igrejas e de movimentos sociais, iniciada na metade da década de 1960 entre os cristãos negros no EUA e liderada pelo pastor batista Martin Luther King e as lutas dos movimentos pelos Direitos Civis e do Black Power. ATeologia Negra estadunidense lutava por justiça, libertação social, política e econômica numa sociedade dominada pelos brancos. Logo, a Teologia Negra é a evocação epistêmica na contramão do colonialismo, que com toda sua pretensão, categoriza todas as outras formas de fazer teologia como marginal, periférica, herética, contextual e militante. A Teologia Negra pensa fora das categorias colonizadoras, sua práxis é dialogal, macro ecumênica, totalmente voltada ao diálogo inter-religioso, rejeitando totalmente a perspectiva universalista, salvacionista e eurocêntrica cristã. Para a Teologia Negra nenhuma religião tem si o monopólio da verdade. Por isso, a Teologia Negra não se proclama como única e acabada, pelo contrário, é uma teologia da territorialidade, do corpo e da materialidade, vivenciada e escrita todos os dias. Por isso, sua importância nos dias hoje para combater intolerâncias, racismos e todas as outras formas de segregação.


➡ Em quais pontos a teologia negra converge e em quais (se existir) ela diverge da Teologia Clássica?

A Teologia Clássica está marcada por aspectos coloniais, hegemônicos e eurocêntricos, ao passo que a Teologia Negra nos desperta para uma decolonialidade epistêmica, tendo como ponto de partida o protagonismo do povo negro, em que os mesmos possam falar das suas próprias experiências religiosas. Segundo Cone (1985), a Teologia Negra é uma teologia do povo negro e para ele, um exame de suas histórias, contos e ditos. É uma investigação da mente feita nas matérias-primas de nossa peregrinação, contando as histórias de como nós vencemos.


➡ Quais os pontos podem nos ajudar a denegrir, tornar negro, o nosso olhar de fé?

O primeiro ponto é reconhecer que fomos ensinados a ter experiências de fé que não questionam relações de subalternidade onde nosso olhar não chega às pessoas que são excluídas simplesmente por serem negras. É sempre importante se perguntar se seu olhar de fé ultrapassa os muros do dogmatismo. Um olhar de fé autêntico e enraizado na pessoa de Jesus Cristo não silencia diante de situações de racismo, opressão ou quaisquer outras formas de marginalização. É preciso questionar como as pessoas negras na sua comunidade se sentem, elas são participantes dos movimentos, assumem cargos e pastorais... um olhar de fé enegrecido é aquele que traz as pessoas que estão à margem para o centro.


➡ É possível falar de vários olhares teológicos (teologia negra, indigenista, mulherista, queer…) e como eles concretizam o experienciar Deus?

Todas as pessoas têm o direito de fazerem suas experiências com Deus, todavia, essas experiências não podem ser impostas por perspectivas teológicas em que as pessoas não se sintam representadas. As teologias de fronteira (teologia negra, indigenista, mulherista...) concretizam suas experiências com Deus a partir do momento que se tornam libertadoras e capazes transformarem a vida das pessoas. Não é possível fazer teologia se a mesma não nos tira da nossa zona de conforto ou da zona da invisibilidade, neste sentindo, tais teologias impulsionam novas categorias de existir e resistir.


➡ Você consegue destacar para nós quais os pontos do carisma franciscano que conversam com esse resgate e vivência da negritude do evangelho?

O carisma franciscano tem em sua essência o diálogo e o respeito à dignidade humana. Pontos importantes da luta negra que busca resgatar a perspectiva de uma sociedade antirracista e com equidade. Porém, se tais pontos não chegam a questão racial, ou mesmo a questão de gênero, migratória e tantas outras, nosso discurso franciscano está na superficialidade. O carisma franciscano não pode e nem deve ser dialogal apenas com uma esfera já privilegiada.


➡ Por fim, como podemos efetivar uma vivência da teologia negra dentro da fé católica e no seio franciscano? É possível inculturar a negritude, resgatando elementos advindos das religiões afro-brasileiras, sem perder a identidade?

O primeiro passo para tornar efetivo uma vivência teológica, eclesiológica e sociológica a partir da negritude é reconhecer que estamos inseridos num contexto estruturalmente racista. Ademais, aprofundar nos estudos sobre Teologia Negra, como o racismo em todas as suas esferas coloca a comunidade negra na subalternidade, questionar o porquê de pessoas negras não estarem em posições de poder e destaque como pessoas brancas. É preciso consumir produtos de pessoas negras, contratar pessoas negras para todos os cargos, se informar sobre questões raciais, cotas, políticas afirmativas. Ler autores e autoras negros, reconhecer, valorizar e respeitar as pessoas negras, sua descendência africana, sua cultura e história. Compreender seus valores e lutas, ser sensível ao sofrimento causado por tantas formas de desqualificação: apelidos depreciativos, brincadeiras, piadas de mau gosto sugerindo incapacidade, ridicularizando seus traços físicos, a textura de seus cabelos, fazendo pouco das religiões de raiz africana. Implica criar condições para que os estudantes negros e negras não sejam rejeitados em virtude da cor da sua pele, e sobretudo, não sejam “desencorajados” de prosseguir nos estudos e nos seus sonhos.


Reconhecer Jesus nas feições negras, que Ele se encarnou
e se encarna e vive a vida do povo.”


Construção das perguntas e contribuições:  

Muhamed Hochai -  Jufrista/RN - PB
Maiara Bulhão - Jufrista/MA
Aislan Viçosa - Jufrista/RS
Frei Faustino, OFM
Frei Lorrane , OFM

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Alteração na data do Capítulo Celebrativo 📆


Nota da Coordenação Geral do Capítulo Celebrativo da
Terceira Ordem Franciscana
 

 “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.” (Eclesiastes 3,1)

 Alteração na data do Capítulo Celebrativo

 

A Coordenação Geral do Capítulo Celebrativo da Terceira Ordem vem, por meio desta, comunicar a todos os irmãos e irmãs da Família Franciscana, especialmente à Terceira Ordem, que o evento foi adiado para os dias 21 a 24 de abril do ano de 2022.

Essa medida foi tomada em virtude das incertezas causadas pelo momento em que atravessamos a pandemia do Novo Coronavírus, que impactam profundamente em diversos aspectos da nossa realidade, dentre eles: a saúde e vida de nossos irmãos e irmãs, especialmente, e a situação econômica.

O primeiro ponto é o mais importante deles: nada está acima do dom da vida, criação divina. Nosso evento somente será realizado quando houver comprovação científica de que ele possa ocorrer sem riscos aos participantes. O segundo aspecto abordado é de grande relevância, pois interfere diretamente na participação de nossos irmãos e irmãs e dele dependem os acertos com os prestadores de serviços que garantirão a boa realização de nosso aguardado Capítulo Celebrativo.

Enquanto nos resguardamos e nos preparamos para essa grande festa a ser celebrada em 2022, temos um convite especial. Para garantir nossa unidade e manter acesa a chama que nos leva de Assis a Canindé, queremos motivar a todos para que realizem celebrações a nível regional durante o ano de 2021. Sugerimos que se articulem a partir de sua realidade local, respeitando recomendações das autoridades sanitárias, encontrando-se presencial ou virtualmente, mobilizando a Família Franciscana da região em data a ser acordada nos próprios regionais.

Tendo em vista o tema e lema de nosso Capítulo (“De Assis a Canindé: memória, compromisso e esperança” - "Do Evangelho à vida e da vida ao Evangelho”), esperamos que esse período de preparação nos ajude a viver com coerência esse processo de resgate e fortalecimento de vivência como Família Franciscana, comprometidos com a realidade que nos cerca e envolvidos na construção da Boa Nova.

Despedimo-nos agradecendo a todos e todas que estão trabalhando nessa construção tão bonita e, na esperança de que dias melhores estão por vir, pedimos a Deus que abençoe a todos.

Equipe Geral


Canindé/CE, 17 de novembro de 2020. 

Festa de Santa Isabel da Hungria,  padroeira da Terceira Ordem Franciscana


Contatos: celebracao3ordem@gmail.com


BAIXE A NOTA: CLIQUE AQUI 

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

LANÇAMENTO! 🌟 XI JFNDH

 

ACESSE O MATERIAL COMPLETO: Cartilha

Jovens, como os jovens, Santa Clara e São Francisco de Assis, nos inquietamos com diversas realidades que nos angustiam ao perceber as(os) mais empobrecidas(os), excluídas(os) de nosso tempo, a retirada de direitos e desmonte de políticas públicas. Nas Jornadas pelos Direitos Humanos, assim como outras iniciativas da secretaria de DHJUPIC, foi uma longa caminhada, trilhando um caminho belo de reflexões e ações, foram dez Jornadas Nacionais.Seguiu-se um caminho de testemunho, serviço e amor. A nossa última, I Jornada Latino Americana pelos Direitos Humanos (2019) foi um marco para toda a JUFRA da América Latina. 

De Braços com a Vida, diantes desse mundo que clama por processos de mudança, o tema da XI Jornada Franciscana Nacional pelos Direitos Humanos 2020 traz o tema "Mutirão pela Vida: por terra, teto e trabalho", mesmo tema da 6ª Semana Social Brasileira (6ª SSB), que passa pelos eixos transversais da mesma, Economia, Democracia e Soberania. No 2° Encontro Mundial dos Movimentos Populares, o Papa Francisco fez o chamado: “Digamos juntos, de coração: nenhuma família sem casa, nenhum camponês sem terra, nenhum trabalhador sem direitos, nenhuma pessoa sem a dignidade que o trabalho dá”.

Nosso lema, “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Amós 5, 24), foi lema da Campanha da Fraternidade 2016: Casa Comum, nossa responsabilidade. Em Missão na História, buscando refletir sobre os aspectos da realidade social, ambiental, econômica e política, amparado pelo Mutirão pela Vida e tocando que a terra, além do acesso à reforma agrária frente à concentração fundiária e a busca por produção baseada na agroecologia, é visto também como cuidado da Casa Comum; o teto e o trabalho, além da moradia e emprego, bem como os direitos da seguridade social, trabalhista e previdenciária, o acesso à saúde, saneamento básico, educação, segurança pública, o trabalho digno livre de exploração. 


ACESSE O MATERIAL COMPLETO: Cartilha

Essa temática é comum a todas(os), dada à realidade da pandemia do Covid-19 e às consequências pós pandemia, com o aumento da desigualdade, da pobreza e da miseŕia, ainda mais num contexto conturbado e sombrio como está o Brasil atualmente. 

A JUFRA do Brasil convida as fraternidades locais a vivenciarem a realização dos 3 encontros da Cartilha. Assim, como em edições anteriores, convidamos a Ordem Franciscana Secular (OFS) a participar conosco dessa jornada. Além da OFS, estão juntos na parceria o Serviço Franciscano de Solidariedade (SEFRAS), a Conferência da Família Franciscana do Brasil (CFFB) e o Serviço Interfranciscano de Justiça, Paz e Ecologia (SINFRAJUPE). Este ano, com um desafio a mais pela necessidade de realizar os encontros online, distantes fisicamente, mas próximos e em sintonia por mais justiça, paz, direitos humanos e integridade da Criação. Seguiremos juntos De Braços com a Vida em Missão na História (Lema do Jubileu de 50 anos da Juventude Franciscana).

🌱

Tema: Mutirão pela Vida: Por Terra, Teto e Trabalho
Lema: "Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca" (Amós 5, 24)
Data: 1 a 10 de Dezembro de 2020

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

🔴 LIVE: JUFRA do Brasil


"Jornada Mundial dos Pobres: 
Tenda Franciscana e caminhos de solidariedade"

A Equipe Nacional de Formação da JUFRA está preparando uma live muito especial: em celebração à IV Jornada Mundial dos Pobres, convidamos irmãos e irmãs para partilhar sobre alguns dos serviços desenvolvidos pelas fraternidades locais e regionais, em prol dos irmãos e irmãs mais necessitados.

Nossos convidados e convidada serão:

➡️ Frei Marx, OFM: Diretor-Secretário do SEFRAS
➡️ Erasmo Cláudio, JUFRA/OFS: Frat. Beleza Simples, Pesqueira/PE
➡️ Shayana Baptista, JUFRA: Frat. Ternura e Vigor, Nilópolis/RJ
➡️ Bernardo Reis, JUFRA: Frat. Valongo, Santos/SP


Não vai perder essa conversa maravilhosa, né? 
Próximo sábado, dia 14 de novembro, às 20h no facebook:

IV Jornada Mundial dos Pobres 🌎


“Estende a tua mão ao pobre” (Sir 7,32) é o tema da IV Jornada Mundial dos Pobres que será realizada do dia 8 até o dia 15 de novembro de 2020.


Há quatro anos, com a instituição do Dia dos Pobres, o papa Francisco vem a provocar a Igreja para olhar, refletir, agir, rezar e estar com os pobres. Na mensagem deste ano ele diz: “O encontro com uma pessoa em condições de pobreza não cessa de nos provocar e questionar. Como podemos contribuir para eliminar ou pelo menos aliviar a sua marginalização e o seu sofrimento? A comunidade cristã é chamada a coenvolver-se”.


📌 Confere o material completo em: 

☑️ ELEIÇÕES 2020 - #VoteLaudatoSi


Nas eleições municipais de 2020, assuma o compromisso de votar em candidatos que assumem os ensinamentos do Papa Francisco na Encíclica Laudato Si', e apresentam uma agenda comprometida com a justiça socioambiental em seu município.

Votar de acordo com os ensinamentos da Laudato Si’ nos leva a “ouvir o grito da terra e o grito dos pobres” (LS 49). Na perspectiva da Ecologia Integral, de que tudo está interligado, a defesa do bem comum (LS 156) e o compromisso com a justiça socioambiental devem ser os princípios que guiam a gestão municipal.


Assim, assuma o compromisso de votar em quem garanta a justiça socioambiental e analise se as candidaturas e seus partidos asseguram:


➡️ Direito à Terra e ao Teto (Laudato Si’ 152)
➡️ Educação pública, gratuita e de qualidade (Laudato Si’ 211, 213, 215)
➡️ Participação popular (Laudato Si’ 150, 183)
➡️ Acesso a Saúde integral (Laudato Si’ 20, 129)
➡️ Saneamento básico público e universal (Laudato Si’ 30)
➡️ Transporte público de qualidade (Laudato Si’ 26, 153)
➡️ Acesso integral a uma cidade inclusiva, verde e sem violência (Laudato Si’ 44, 45)
➡️ Uma cultura de paz (Laudato Si’ 92, 200)

Saiba mais e participe em: https://votelaudatosi.org/

Organização:
Conferência da Família Franciscana do Brasil – CFFB
Serviço Interfranciscano de Justiça, Paz e Ecologia – SINFRAJUPE
Juventude Franciscana do Brasil – JUFRA
Movimento Católico Global pelo Clima – GCCM
Ordem Franciscana Secular do Brasil – OFS

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

5ª Formação de Formadoras/es da JUFRA do Brasil

 


Na última semana (20/10), estiveram reunidas/os as/os formadoras/os regionais para tratar sobre o tema Educação FranciscanaPara colaborar na partilha, o frei Luiz Antonio Frigo, OFMCap, assistente espiritual do Regional Sul 2 (Paraná) da JUFRA, expôs algumas premissas trabalhadas no texto do 17° Caderno Nacional de Formação da JUFRA do Brasil, que pode ser acessado na íntegra por meio desse link: CLIQUE AQUI!


Participaram do momento também irmãos e irmãs da OFS do Paraná, que contribuíram a partir das experiências que vêm implementando no regional para fortalecer as fraternidades de JUFRA através da compreensão de que os jovens são vocacionados à Família Franciscana. O encontro foi destinado a repensar as bases de como são tratados os temas de formação na Juventude Franciscana, sugerindo um pensar a partir de uma compreensão integral dos processos e das pessoas envolvidas.


Esse momento faz parte da construção de um objetivo de “desburocratizar” a Formação Franciscana, taxada como maçante ou rígida a partir de conceitos pré-estabelecidos, que não devem compor nossa caminhada formativa. Como os participantes do encontro puderam perceber, a Educação pretendida consiste na verdade em “conduzir para fora”, a partir de um processo cuidadoso para a autonomia, orientando o impulso da vida que já reside em cada um.


Ao beber do carisma franciscano, mergulhamos como Francisco e Clara no mistério da Trindade, que ensina a perfeição da fraternidade e não anula individualidades, mas as potencializa e orienta. Nesse sentido, a Educação deve ser integral e atingir todas as dimensões da existência (espiritual, psicológica, sexual, econômica, etc).


Tudo, portanto, é Formação Franciscana, Educação Franciscana. A missão das formadoras e formadores, mas também de todas/os que abraçam esse carisma, é cuidar da vida – de toda vida! – e, assim, educar as irmãs e irmãos.



Paz e Bem! 💓


terça-feira, 29 de setembro de 2020

Webinar: Lançamento Revolução Laudato Si Brasil

Vamos juntas/os participar da Webinar: 
Lançamento Revolução Laudato Si Brasil

Com os teólogos:
Leonardo Boff e Maria Clara Bingemer

📆 Dia? 30 de setembro (amanhã)!

⏰ Horário? Às 20h

📍Onde? Ao vivo pelo Facebook e Zoom

📢 A união de franciscanos/as e jesuítas na "Revolução Laudato Sí Brasil insere-se em um movimento internacional – a “Laudato Sí Revolution” - e reveste-se de um grande simbolismo, por aproximar os carismas e as forças dos dois grandes santos fundadores - Francisco e Inácio – que se refletem na imagem do Papa Francisco que personifica os dois, enquanto jesuíta escolhendo o nome de Francisco. 

🌎 Tal união propõe uma “revolução” que incorpora uma profunda mudança de paradigma no relacionamento com a Terra, nossa “casa comum”; em defesa dos pobres e excluídos, concebendo-os como interlocutores e não apenas destinatários; em defesa dos povos indígenas e outras minorias; e, enfim, em defesa da democracia e contra todo tipo de autoritarismo.

🙌🏽💡Para os idealizadores da união entre franciscanos/as e jesuítas, a “Revolução Laudato Sí” está alinhada em dois caminhos vigorosos movidos por duas espiritualidades que são intensamente convergentes. “Desde o Santo de Assis e o Santo de Loyola, até nossos dias, existe algo de muito profundo que interconecta estes dois caminhos e as práticas que lhes são inerentes, em um natural enriquecimento mútuo.

A família inaciana e a família franciscana se percebem unidas, especialmente, no cuidado com os dons da criação, com a casa comum e com a construção de relações justas e respeitosas”, explicam.

🌟À frente da organização da Revolução Laudato Sí Brasil estão o Serviço Interfranciscano de Justiça, Paz e Ecologia da Conferência da Família Franciscana no Brasil (Sinfrajupe), o Observatório Luciano Mendes de Almeida (OLMA), articulador da Rede de Justiça Socioambiental dos Jesuítas, e o Movimento Católico Global pelo Clima. São parceiros o programa MAGIS Brasil e a Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE). JPIC Media e JUFRA do Brasil.    


Curta a página e venha conosco nesta Revolução!

https://www.facebook.com/revolucaolsbrasil/

sábado, 19 de setembro de 2020

19 de setembro - Nascimento de Paulo Freire

 📚 Aniversário de Nascimento de Paulo Freire (19 de setembro de 1921 - 2 de maio de 1997), educador e filósofo brasileiro que inspira aquelas/es que se propõem a partilhar a vida, conhecimentos e experiências. 

🌱 Para as formadoras/es, Freire deve ser indicação de como apresentar às irmãs e irmãos, com autonomia e liberdade, a experiência mística de Clara e Francisco, fazendo brotar do coração um reconhecimento singular, ligado à Terra e aos pobres. 

📝 Como escreveu frei Luiz Antônio Frigo, OFMCap, no texto A Educação Franciscana, no 17° Caderno Nacional de Formação: "A descoberta carismática e mística de Francisco, advinda do mergulho no Mistério Trinitário, nos remete a uma educação integral, mística e envolvente que valoriza, escuta e acompanha o crescimento e o desenvolvimento de todos os seres. A educação franciscana se caracteriza, na linha do tempo, na busca constante de sonhos grandiosos e factíveis que possam proporcionar à nossa civilização um significado e um sentido à vida. De maneira especial, proporcionar à juventude contemporânea respostas globais e existenciais dentro do contexto cultural em que cada ser humano se encontra imerso e envolvido. A educação franciscana se caracteriza também por um processo de valorização de todas as dimensões e formas de vida existentes, onde quer que elas estejam situadas."

💚 Na paz e no bem, seguimos educando e (trans)formando vidas!

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Festa das Chagas - 17 de setembro

Festa da Impressão das Chagas de São Francisco de Assis


“Ó São Francisco, estigmatizado do Monte Alverne, o mundo tem saudades de ti, qual imagem de Jesus crucificado. Tem necessidade do teu coração aberto para Deus e para o homem, dos teus pés descalços e feridos, das tuas mãos trespassadas e implorantes.” (Papa João Paulo II)

Caríssimos irmãos e irmãs da JUFRA do Brasil, Paz e Bem!

Neste dia 17, celebraremos a festa da Impressão das Chagas de São Francisco. É belo refletir na profundidade mística desta festa franciscana onde celebramos o dia em que Francisco chegou a um dos pontos mais altos de semelhança à Nosso Senhor Jesus Cristo; na realidade ele começa a se configurar ao Cristo desde que ele assume o seu projeto de vida, em São Damião onde ele afirma: É isso que eu quero, é isso que eu procuro, é isso que desejo viver de todo meu coração” ao ouvir o evangelho da festa de São Mathias.

Mas a vida de Francisco foi como a escalada de uma grande montanha, e é em uma montanha em que ele recebe os sinais da paixão, o nome dessa montanha é Alverne (La Verna), um monte que Francisco recebera de esmola de um conde de nome Orlando que lhe tinha muita admiração. Francisco gostava muito desse lugar para orar e nele fazia suas contemplações e passava suas quaresmas, pois Francisco celebrava duas quaresmas, uma em preparação para a festa da páscoa, e outra em preparação para a festa de São Miguel Arcanjo que começava na festa da assunção de Nossa Senhora e ia até a festa de São Miguel. E na celebração desta quaresma, no ano de 1224, Francisco estava sobre o Alverne acompanhado de Frei Leão. Eles se encontravam apenas para a oração do ofício das matinas que se faz pela manhã. Nesse período Francisco estava bastante debilitado por conta das duras penitências que fizera ao longo da vida, enxergava pouco, mas ainda assim persistia na luta contra as tentações e na busca de se aproximar de Deus, como um atleta que luta para chegar ao pódio. Em uma madrugada na Festa da Exaltação da Santa Cruz (14 de setembro), orando, Francisco pede a Deus: “Ó Senhor meu Jesus Cristo, duas graças te peço que eu me faças antes de morrer: a primeira, que em vida eu sinta na minha alma e no meu corpo, quanto for possível, a dor que tu, doce Jesus, suportaste na hora da tua acerbíssima paixão. A segunda é que eu sinta no meu coração, quanto for possível, aquele amor sem medidas de que tu, Filho de Deus, estavas incendiado para suportar, por querer, tamanha paixão por nós pecadores”. Era manhã, ainda escura, e frei Leão se dirigia à cabana de Francisco para rezar as matinas e de repente ele se depara com uma grande, forte e brilhante luz e fica um pouco espantado, se esconde e aprecia, contempla Francisco ajoelhado com os braços abertos diante daquele ser que emanava tão bela luz, Francisco apenas balbucia: “ Senhor quem sois vós e quem sou eu, vós o Altíssimo Senhor dos céus e da terra, e eu um miserável verme, vosso ínfimo servo!” o ser iluminado era um crucificado, na forma de um Serafim, com seis asas, anjo da mais elevada hierarquia celestial. São considerados os Anjos mais honrados e mais dignos, os que mais amam, ou seja, aqueles que possuem uma maior e mais admirável capacidade de amar.

Na Sagrada Escritura os Anjos Serafins aparecem somente uma única vez, na visão de Isaias: "... vi o Senhor sentado sobre um trono alto e elevado... Acima dele, em pé, estavam Serafins, cada um com seis asas: com duas cobriam a face, com duas cobriam os pés e com duas voavam".(Is 6,1-2). E após esses minutos de contemplação Francisco recebe em sua carne, assim como Cristo os sinais da paixão do Senhor, as chagas nas mãos, nos pés e do lado.

Apenas a quem Francisco confirmou tudo do que havia sentido e que havia ocorrido foi à Frei Leão, que depois foi quem cuidara dos curativos e da limpeza dessas chagas que Francisco ainda carregou dois anos em vida. Pois o mesmo tinha todo cuidado em esconder as sagradas feridas e a dor que sentia nas mesmas.

Paul Sabatier, protestante e grande estudioso da história Franciscana vai dizer em sua “Vida de São Francisco” que “Essa montanha (o Alverne) foi, ao mesmo tempo, seu Tabor e seu Calvário...” isto é, o lugar da transfiguração e do sofrimento, sofrimento esse que Francisco traz com alegria carinho e benevolência por serem sinais da partilha da dor do amor de Deus por nós.

Hoje há pessoas e linhas de pensamentos que questionam se, de fato, Francisco recebeu em seu corpo as Chagas de Jesus Cristo como dizem os primeiros biógrafos, a maioria dos franciscanos acreditam, pois olhamos os estigmas com olhos da fé. E se tudo aconteceu da forma narrada pelos primeiros irmãos ou não, isso não é o mais importante para nós hoje, 800 anos depois da fundação da Ordem, porque Francisco se torna um dos seres que mais se assemelham ao Cristo, a ponto de ser chamado pela igreja “Alter Christus” (Outro Cristo), não por ter recebido no seu corpo as chagas de Cristo, mas por ter feito de sua vida uma constante busca de encarnar o evangelho de Jesus, e ter configurado seu espírito ao espírito de Deus. E essa é nossa busca como jovens franciscanos: nos tornarmos evangelho vivo, dia após dia, por meio da conversão que deve ser um esforço diário e contínuo! A devoção as Chagas de São Francisco no Brasil remonta ainda o tempo do Brasil Colonial; as antigas fraternidades da Ordem Terceira de São Francisco tinham por costume manterem grande veneração por este fato ocorrido na vida do Seráfico Pai, e é muito comum nas antigas igrejas Franciscanas se ver no altar principal a cena da estigmatização tendo São Francisco ajoelhado e Cristo Crucificado com seis asas.

Temos ainda como referência, provavelmente a mais forte a atual, a devoção dos nordestinos a São Francisco das Chagas do Canindé, no estado do Ceará. Este Santuário-Basílica, que tem o inicio de sua construção lá pelos anos de 1775 e hoje é grande alvo de peregrinações e forte sinal da presença franciscana e da devoção do povo brasileiro na pessoa de São Francisco de Assis que recebeu as chagas de Cristo e devotamente é chamado de São Francisco das Chagas, onde inclusive temos uma de nossas fraternidades. Muitas de nossas fraternidades da OFS e da JUFRA do Brasil têm por padroeiro São Francisco das Chagas ou as Chagas de São Francisco.

Então nesse dia 17 de setembro, vamos contemplar de uma forma toda especial esse Francisco, que assumiu o projeto de vida de Jesus Cristo em todas as suas dimensões e quis se assemelhar a ele a ponto de querer partilhar a dor que ele sentiu em seu corpo na paixão, e como franciscanos sermos também, pessoas que buscam se assemelhar ao Cristo buscando partilhar com o nosso próximo, as dores e as alegrias, as felicidades e as tristezas, e sermos assim testemunhas vivas da continuidade do evangelho e da construção da civilização do amor.

Abraço Fraterno a todos e Feliz dia das Chagas!

Alex Sandro Bastos Ferreira, OFS

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

DIA DO CERRADO BRASILEIRO - 11 de setembro

 

🌳Hoje, 11 de setembro, dia do Cerrado Brasileiro, fazemos a memória do Especial Campanha da Fraternidade 2017: Cerrado, publicado no Blog da Secretaria Nacional de Formação. Nesse momento atual, o Cerrado é um dos Biomas Brasileiros mais degradados pela ação humana (antrópica).

🎙️📣A entrevistada foi Leninha Souza (Mestre em Desenvolvimento Social/ e então Coordenadora de articulação política do Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas).


💦💧Qual importância do Cerrado na inter-relação com os demais biomas brasileiros? 

"Conhecido como “berço das águas”, o Cerrado possui os maiores aquíferos do planeta. Nele estão as nascentes de três bacias hidrográficas da América do Sul (Amazônia/ Araguaia–Tocantins, São Francisco e Prata), que abastecem seis das oitos maiores bacias hidrográficas do país, ou seja, o cerrado é doador de águas para o bioma amazônico e da caatinga".


💻📲 Leitura completa pelo link: ACESSE AQUI

📷 Fonte Imagem

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Setembro Amarelo 💛

💛  |  SETEMBRO AMARELO

Hoje, dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. O mês de setembro é dedicado à dar visibilidade para a conscientização e prevenção do suicídio. 

Para auxiliar nesse processo de escuta, cuidado e amor, nosso irmão Wilker compartilha um pouco sobre a importância da saúde mental não apenas em setembro, mas todos os dias do ano. Wilker é psicólogo e jufrista da fraternidade São Francisco das Chagas de Canindé/CE.

Busque informações, procure ajuda!
📌 https://www.setembroamarelo.org.br/
📞 Centro de Valorização da Vida (CVV): Ligue 188


domingo, 16 de agosto de 2020

Nota de Adesão das Comissões de JPIC de Ordens Franciscanas do Brasil à Carta dos Bispos ao Povo de Deus



As Comissões de Justiça, Paz e Integridade da Criação dos Frades Franciscanos do Brasil, dos Frades Franciscano-capuchinhos do Brasil e dos Franciscanos Seculares do Brasil, bem como a Secretaria Nacional de DHJUPIC da Juventude Franciscana do Brasil apoiam e aderem à CARTA AO POVO DE DEUS, assinada por mais de 150 bispos, “interpelados pela gravidade do momento em que vivemos”, a fim de “ver superada esta fase de tantas incertezas e tanto sofrimento do povo… na construção de uma sociedade estruturalmente justa, fraterna e solidária”, no “restabelecimento do respeito ao Estado democrático de direito… com uma economia que vise ao bem comum, com ‘terra, teto e trabalho’, com educação e saúde integrais e de qualidade para todos”.

Neste 11 de agosto, em que recordamos de Santa Clara de Assis, iluminamo-nos com a sua vida que, com olhos fixos em Jesus pobre e crucificado, tem clara decisão pelo caminho de fraternidade, de cuidado com toda a vida e de doação aos pobres, bem como clareia nossas opções e atitudes nesse momento difícil em que atravessamos em nosso país. Ao mesmo tempo, os nossos 152 bispos brasileiros nos iluminam ao escreverem a “Carta ao Povo de Deus”, conclamando a um amplo diálogo, em vista de superarmos o “sistema do atual governo, que não coloca no centro a pessoa humana e o bem de todos, mas a defesa intransigente dos interesses de uma ‘economia que mata”, dentre outras várias mazelas que a Carta denuncia e busca a urgente superação.

Com grande clareza, portanto, os bispos afirmam que a “causa dessa tempestade é a combinação de uma crise de saúde sem precedentes, com um avassalador colapso da economia e com a tensão que se abate sobre os fundamentos da República, provocada em grande medida pelo Presidente da República e outros setores da sociedade”, percebendo “a incapacidade e inabilidade do Governo Federal em enfrentar essas crises”, o qual demonstra inaceitável “omissão, apatia e rechaço pelos mais pobres e vulneráveis da sociedade”.

Manifestamos, pois, a nossa solidariedade e oração a todos os afetados pela pandemia e às famílias em luto pelas mais de 100 mil pessoas mortas pela covid! E todos nós, franciscanas e franciscanos, filhos do Santo da paz, da ecologia e das relações justas e reconciliadas, abracemos hoje o compromisso com a justiça e a paz em nosso país, pela garantia das instituições democráticas e a superação do ódio e da indiferença, pois “todos, pessoas e instituições, seremos julgados pelas ações ou omissões neste momento tão grave e desafiador”.

Festa de Santa Clara, 11 de agosto de 2020.

Fonte: JPIC

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

VII PROVOCAE - Semana Nacional de Promoção Vocacional e Ação Evangelizadora da JUFRA do Brasil

 

VII - Clique na imagem para acessar os materiais


Minhas irmãs e meus irmãos, paz e bem!

Nesse Ano Jubilar, onde estamos nos preparando para a grande celebração dos 50 anos de história da Juventude Franciscana do Brasil, chega até você mais um material, para bem celebrarmos a VII SemanaNacional de Promoção Vocacional e Ação Evangelizadora da JUFRA do Brasil. Como sabemos, a PROVOCAE tem uma intuito de apresentar o nosso carisma franciscano aos jovens que desejam conhecer a JUFRA, através de uma temática da realidade em que estamos inseridos. Para baixar os materiais, clique aqui. 


Sabemos que estamos vivendo a pandemia do Covid-19, o que nos pede diversos meios para que possamos nos proteger, entre eles o isolamento social, impedindo assim as nossas reuniões presenciais. O que podemos perceber é o quanto nós somos criativos para encontrarmos soluções, diminuindo as distâncias e aumentando cada vez mais os laços de fraternidade, através dos nossos encontros virtuais por infinitos meios digitais. Sendo assim essa PROVOCAE será de forma virtual. Não podemos esquecer-nos da Infância e Adolescência Franciscana (INAFRA), que também terá um material especialmente para eles, pois precisamos semear as sementes de fraternidades para os nossos pequenos. Essa semana será do dia 11 a 19 de agosto, celebrando nossa amada Mãe Seráfica Santa Clara de Assis e também a Assunção de Nossa Senhora, sendo estes grandes motivos para realizarmos este material.


O tema que trabalharemos esse ano será: “Juventude Franciscana: retornando ao primeiro amor” e Lema: “Ame totalmente o que se entregou inteiro por seu amor”. Estando no Ano Jubilar dos 50 anos, precisamos voltar ao primeiro amor, revisitar, rememorar, o que nos trouxe até aqui e conhecendo bem o nosso movimento, para que possamos construir o reino de amor e paz que tanto buscamos.

Clique aqui para baixar os materiais do VII PROVOCAE



Com carinho,

Rafael Carneiro de Sousa, JUFRA,
Secretário Nacional de Ação Evangelizadora

José Douglas Soares Cordeiro de Souza, OFS/JUFRA
Secretário Fraterno Nacional da JUFRA DO BRASIL

domingo, 9 de agosto de 2020

Cuidando da Espiritualidade na pandemia: OFS disponibiliza edição Março/Abril da Revista Paz e Bem

Paz e bem!

Com o intuito de disponibilizar material formativo e reflexivo para nossos irmãos e irmãs neste período de pandemia, disponibilizamos gratuitamente em nosso site a edição Março/Abril da Revista Paz e Bem!

Pedimos que nos ajudem a divulgar, de tal modo que mais irmãos e irmãs tenham acesso a esse rico material.

Para os que tiverem interesse em assinar a Revista, enviem um e-mail para pazebem@ofs.org.br e prestaremos maiores esclarecimentos. Ou você pode conhecer os detalhes nesse link: http://ofs.org.br/revista-paz-e-bem

Aproveitamos para reforçar que nossos assinantes receberam as edições março/abril, maio/junho e julho/agosto no formato digital, pois os colaboradores do Secretariado Nacional estão trabalhando em home-office para evitar os riscos de contaminação. Assim que eles puderem voltar a trabalhar na sede faremos o envio dessas e das próximas edições no formato impresso.

Caso você seja assinante e não tenha recebido as últimas edições no formato digital, nos avise através do e-mail mencionado acima e verificaremos se há alguma inconsistência em seu cadastro.

Contamos com a compreensão de todos!


Fonte: OFS BRASIL

sábado, 8 de agosto de 2020

Pedro Casaldáliga, Profeta da Esperança, Presente em nossa caminhada!

 

"No final do meu caminho me dirão: - E tu, viveste? Amaste?

E eu, sem dizer nada, abrirei o coração cheio de nomes”

(Dom Pedro Casaldáliga).

 

Hoje, a Igreja do Brasil e da América Latina se despedem de um grande Profeta. Dom Pedro Casaldáliga faz a sua Páscoa junto a Deus, e nos deixa uma vida e missão de dedicação ao povo, especialmente aos mais pobres e marginalizados/as, aos povos indígenas, pelos direitos humanos. Seu testemunho foi sempre pautando a libertação daqueles e daquelas que são oprimidos/as, assumindo em seu projeto de vida e missão a missão de  Jesus: “pois ele me ungiu para anunciar a boa notícia aos pobres: enviou-me para proclamar a libertação aos presos e, aos cegos, a recuperação da vista ; para dar liberdade aos oprimidos  e proclamar um ano de graça do Senhor” (Lc 4, 18-19).

Dom Pedro Casaldáliga, profeta da esperança, sempre viveu o Evangelho de Jesus em sua plenitude e radicalidade, doando a vida até às últimas consequências, denunciando e organizando o povo contra as garras do latifúndio, contra o sistema que mata e marginaliza. Pedro, que com seu lema episcopal “HUMANIZAR LA HUMANIDAD”, anunciou uma igreja próxima, cuidadosa com a vida do povo, responsável também pela libertação. E sua vida pedra, sustento e base para a Igreja da Libertação. A Vida de Pedro é um projeto de vida, projeto vivo de Reino de Deus, é profecia de um novo mundo possível. Seu ministério é presença de Deus na vida do povo.

Queremos como Comunidades Eclesiais de Base, Pastorais, movimentos, centros e institutos, que tanto fomos inspirados e inspiradas pela vida de Dom Pedro prestar as nossas homenagens e também assumir seu compromisso de não deixar cair a profecia anunciada e encarnada na sua vida. Que sua memória, que a intensidade de sua vida nos inspire sempre mais a caminhar para o Reino de Deus, vivo no meio do povo, gerando sempre a libertação! Que o seu testemunho nos faça sempre dar seguimento à causa da justiça, comprometidos e comprometidas com seu povo. Que ele rogue por nós!

“Nós somos o povo da esperança, o povo da Páscoa. O outro mundo possível somos nós! A outra Igreja possível somos nós! Devemos fazer questão de vivermos todos cutucando, agitando, comprometendo. Como se cada um de nós fosse uma célula-mãe espalhando vida, provocando vida.” (Dom Pedro Casaldáliga, julho de 2011)

Dom Pedro Casaldáliga, profeta da Esperança, Presente em nossa caminhada!

Assinam esta carta:

ABEF - Articulação Brasileira para a Economia de Francisco | AFES - Ação Franciscana de Ecologia e Solidariedade | APIB - Articulação dos Povos Indígenas do Brasil | Ateliê15 | Cajueiro Centro de Juventude | Cáritas Brasileira | Católicos/as contra o Fascismo | CBJP Comissão Brasileira Justiça e Paz | CEBI - Centro de Estudos Bíblicos | CEBs - Comunidades Eclesiais de Base | CIMI - Conselho Indigenista Missionário | CNLB - Conselho Nacional do Laicato do Brasil | Coletivo Empatia Franciscana | Coletivo Enjel - Juventudes e Espiritualidade Libertadora | Comissão Pastoral da Terra | Grito dos Excluídos | Instituto Catarinense de Juventude | IPDM - Igreja - Povo de Deus - em Movimento | Irmandade dos Mártires da Caminhada | Iser Assessoria | JUFRA - Juventude Franciscana | Juventudes Fé e Ciência | Movimento Católico Global pelo Clima | Movimento Nacional Fé e Política | MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra | Pastoral da Criança | Pastoral Operária | PJ - Pastoral da Juventude |       PJE - Pastoral da Juventude Estudantil | PJMP - Pastoral da Juventude do Meio Popular | PJR - Pastoral da Juventude Rural | Rede Brasileira de Institutos de Juventude | SINFRAJUPE | Vida e Juventude - Centro Popular de Formação da Juventude | 6ª SSB - 6ª Semana Social Brasileira.