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quinta-feira, 31 de maio de 2007

Cardeal avalia como ‘estupendo’ o resultado da Conferência

‘Estamos felizes com a Conferência de Aparecida. O resultado foi estupendo’’. Essa é a avaliação do arcebispo de Tegucigalpa (Honduras) e membro da Comissão de Redação da Conferência, cardeal Oscar Andrés Rodríguez Maradiaga, ao analisar o Documento Final aprovado pelos bispos nesta quarta-feira. ‘O tema transversal que atravessa todo o documento é ‘para que Nele todos tenham vida’. Queremos reafirmar nossa opção pelos pobres na prática e não na teoria. E há caminhos para isso’, considerou o cardeal durante a coletiva à imprensa.
O Prefeito da Congregação para o Clero, cardeal Cláudio Hummes, que também participou da coletiva, tem a mesma opinião de Maradiaga e classifica o Documento como a grande novidade da assembléia. ‘São 15 anos (da Conferência) de Santo Domingo. Nesse tempo, muita coisa mudou. A Igreja também mudou. O Documento é um sopro novo para a Igreja’, considerou.
Já o arcebispo de São Salvador da Bahia, cardeal Geraldo Majella Agnelo, presente na mesma entrevista, considera a comunhão como o ponto de destaque de Aparecida. ‘Se as quatro conferências anteriores se sobressaíram pela evangelização, nessa V Conferência surge a adesão de cada um como resposta ao evangelho que passa pelo próximo, isto é, a comunhão’.
O documento
Dividido em três parte, dez capítulos e 570 parágrafos, o Documento adota o método Ver-Julgar-Agir, abandonado em Santo Domingo. Os bispos ‘reconhecem com humildade as luzes e sombras que há na vida cristã e na ação eclesial’ e assumem o desejo de ‘iniciar uma nova etapa pastoral’ com a marca de ‘forte ardor apostólico e um maior compromisso missionário’. Dispõem-se a ‘renovar as comunidades eclesiais e as estruturas paroquiais’ no trabalho de transmissão da fé.
Dentre outros, temas como Comunidades Eclesiais de Base e Opção preferencial pelos pobres são retomados pelo Documento. Amazônia também está contemplada assim como a questão indígena e dos afro-descentes. Igualmente, são enumerados os rostos dos pobres: desempregados, migrantes, abandonados, enfermos. Além disso, a família, as crianças, os jovens, idosos e o homem são tratados no capítulo nove do documento.
Para o cardeal Agnelo, os desafios à evangelização em relação a Santo Domingo são o subjetivismo, o individualismo, o consumismo e o relativismo e a resposta a esses desafios ‘é o evangelho que deve ser conhecido por inteiro. Ninguém tem o poder de modificá-lo’.
Missão continental
Dom Cláudio voltou a falar sobre a Missão Continental, um dos temas contidos no Documento aprovado. ‘Os destinatários privilegiados da missão são os pobres. A eles devemos ir em primeiro lugar’, explicou Hummes. ‘Ir ao pobre, dar-lhe apoio, ser solidário com ele, isso é política no sentido amplo. A evangelização não pode se separar da promoção humana’, ponderou. ‘Queremos contribuir com todas as forças da sociedade para que a fome, o analfabetismo e demais carências seja eliminadas’.
As visitas domiciliares, segundo o cardeal, serão uma das formas de ir ao encontro dos católicos afastados. ‘Como atrair os que saíram? Não pensamos fazer conflito com nenhum grupo. A liberdade religiosa é fundamental para nós, mas temos o direito de ir a todos’, esclareceu dom Hummes.
Sobre a participação das mulheres nas decisões da Igreja, o cardeal entende que ‘essa é uma questão que sempre se pode discutir’ e que isso não seria possível na Conferência por se tratar de uma reunião de bispos. ‘A Conferência é de bispos e só eles têm voto. Convidam-se outras pessoas como padres, religiosas, leigos. Claro que se pode imaginar outras assembléias do povo de Deus onde todos podem ter voto’, considerou.
A Conferência dos bispos teve inicio no dia 13 e terminou com a celebração da missa, no Santuário de Aparecida, nesta quinta-feira, 31, às 11 horas com transmissão das redes católicas. Ao todo, participaram 267 pessoas entre cardeais, bispos, convidados, peritos e observadores. Após a missa de encerramento, todos os participantes da assembléia almoçam no Seminário Bom Jesus.
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